Euler de França Belém
Euler de França Belém

Paulo Henrique Amorim lança livro e sugere que Roberto Marinho era o verdadeiro rei do Brasil

O jornalista diz que Roberto Marinho “editou” discurso de Mário Covas sobre “choque de capitalismo” e que mandava no governo de José Sarney

Livro “O Quarto Poder — Uma Outra História” | Reprodução

Livro “O Quarto Poder — Uma Outra História” | Reprodução

O livro “O Quarto Poder — Uma Outra História” (Hedra, 553 páginas), do jornalista Paulo Henrique Amorim, vai dividir os leitores. Os petistas e aliados certamente vão amar. Os tucanos e a direita vão odiá-lo. Quando postei uma nota no Facebook sobre o lançamento do livro, várias pessoas, intelectualmente dotadas, sugeriram que não vão ler. A obra seria uma intervenção orgânica, por assim dizer, do jornalismo petralhista. Uma defesa do PT. Seria um “material viciado” politicamente. Na verdade, o autor menciona pouco o petismo. Os ensaios desta história não-oficial da imprensa brasileira são ruins? Não são. Pode-se discordar de suas ideias e informações — admitindo-se que são as versões do autor e que não se documenta com precisão o que divulga —, mas o livro é bem escrito, as opiniões são firmes (a crítica patropi quase sempre é flácida), ainda que às vezes superficiais, e, sobretudo, divertido. Amorim escreve com graça. Mesmo quando exagera, ou quando bate abaixo da linha de cintura (comenta a suposta “excessiva” flatulência de Paulo Francis), consegue conquistar a atenção. Cabe ao leitor, se quiser, consultar outros livros e versões. Dois livros são contrapontos adequados, com pesquisas mais alentadas e nada idiossincráticas: “História da Imprensa Paulista — Jornalismo e Poder de D. Pedro I a Dilma” (Tordesilhas, 368 páginas), de Oscar Pilagallo, e “História da Imprensa no Brasil” (Contexto, 304 páginas), organizado por Ana Luiza Martins e Tânia Regina de Luca. O clássico de Nelson Werneck Sodré, “História da Imprensa no Brasil” (EDIPUCRS – PUC RS, 708 páginas), não abarca o período mais comentado por Amorim.

“Perfil de Marinho, por um grande amigo” é um dos textos que devem atrair mais a atenção dos leitores. O personagem é Roberto Marinho e o “grande amigo” — seria Jorge Serpa? — não tem o nome revelado. Amorim teria inventado a história a partir de compósitos? Seria uma autoentrevista disfarçada? É provável que não. Para alguns de seus adversários, o jornalista pode parecer maluco, mas os textos indicam que “regula” bem. Não se espere, porém, falta de posicionamento. Ele é aliado da esquerda e bate, de maneira implacável, no tucanato e em jornalistas e empresários da mídia, mortos e vivos. Roberto Marinho é sua “vítima” preferencial. Quanto cita Mino Carta, aí sobra para outro Roberto, o Civita.

Ao contrário de ao menos 51% dos jornalistas atuais, Amorim não usa gravador (tido como uma espécie de “segundo cérebro”). Por isso, anotou a conversa com aquele que chama de Senhor Y. O jornalista frisa, induzindo o entrevistado, que Roberto Marinho gostava mais “de ganhar dinheiro” do que de fazer jornalismo. “Investia em imóveis, impressão de histórias em quadrinho, a NEC, casas pré-fabricadas, uma geleia de mocotó, que anunciava no horário nobre da Globo.”

A resposta do Senhor Y por certo não agradou Amorim: “Ele equilibrava as duas coisas. Mas, basicamente, ele se considerava um jornalista. Ele que fez o jornal”. O jornalista escandaliza-se: “Não foi o pai?” O entrevistado corrige: “Não! Foi ele! O tônus vital dele era o jornalismo. Agora, ele tinha um espírito empresarial apurado. Ele gostava muito de fazer negócios. Ele era um empresário por excelência. Ele trabalhava o tempo todo. E você tem razão. Ele gostava de imóveis”.

Consta que Roberto Marinho apreciava mais “O Globo” do que a TV Globo. Amorim garante que o ouviu dizer “O Globo” para se referir à rede de televisão. O Senhor Y contesta: “A tevê era um outro negócio, como o jornal. E ele se orgulhava de ter feito os dois, o jornal e a tevê. Ele sempre quis que a tevê fosse um empreendimento pessoal dele. Com a marca dele”.

O Senhor Y diz que Roberto Marinho tinha apreço pelo político baiano Antônio Carlos Magalhães. “Considerava ele um realizador.”

Num dos textos, Amorim conta que Paulo Francis deixou o economista John Kenneth Galbraith irritado porque estava entrevistando a si próprio. “Galbraith se levanta e diz: ‘Eu pensei que o senhor tivesse vindo aqui para ouvir as minhas opiniões. Porque eu não estou minimamente interessado nas suas’”, relata Amorim. Pois, embora o Senhor Y não tenha se levantado, há momentos em que o jornalista começa a expor opiniões, com perguntas longas, bem maiores do que as respostas, às vezes monossilábicas, do entrevistado. Porém, quando o entrevistado fala pouco, o entrevistador precisa mesmo falar um pouco mais, para ver se destrava sua língua.

ACM contou a Amorim que “frequentemente ligava à noite para Roberto Marinho e mudava a manchete” de “‘O Globo’ que o Evandro [Carlos de Andrade, diretor de redação, já falecido] tinha preparado”. A resposta do Senhor Y: “Isso é verdade”.

A relação de Roberto Marinho com Tancredo Neves era, frisa o Senhor Y, “de confiança e respeito. Ele não tinha confiança em quem não respeitava”. A Tancredo “interessava ter diálogo com o dono do maior jornal do país. Só isso”.

Mauro Santayana contou a Amorim “que, depois de eleito, Tancredo pediu a ele para estudar a BBC, porque era preciso ‘acabar com esse monopólio’” da Globo. O Senhor Y responde de maneira indireta, sugerindo que, como “Tancredo tinha muita personalidade”, se chocaria com Roberto Marinho “em algum momento”. E acrescenta uma informação curiosa: Tancredo “achava inconcebível querer acabar com o SNI”.

Sarney-Marinho

Roberto Marinho é apresentado como primeiro-ministro do “governo” Sarney | Divulgação

Roberto Marinho é apresentado como primeiro-ministro do “governo” Sarney | Divulgação

“Pode-se dizer que Roberto Marinho cogovernou o Brasil no governo Sarney?”, pergunta, induzindo, Amorim. O Senhor Y não titubeia e pisa mais fundo: “Cogovernou, não! Ele governou o Brasil! E ele tinha consciência absoluta desse poder”. O falecido criador de “O Globo” e da TV Globo ficava “encabulado”? Nada disso, segundo o entrevistado: “Ele reagia a isso com a maior naturalidade. Ele tinha a TV Globo, ‘O Globo’ e eles mandavam no Brasil! E o Sarney sabia disso”.

“A história que o Maílson da Nóbrega contou à ‘Playboy’” de “que ele primeiro despachou com Roberto Marinho e, só depois que o Roberto Marinho o aprovou, Sarney decidiu nomeá-lo, é verdade?”, inquire Amorim. O Senhor Y é sintético: “Certo!”

A partir de certo momento, na TV Globo, Amorim, então comentarista econômico, foi proibido de usar o nome de Maílson da Nóbrega. “Era só ‘Ministério da Fazenda’, ‘governo federal’.” Ele indaga: “É porque o Maílson vetou uma operação de importação de casas pré-fabricadas que Roberto Marinho queria fazer?” O Senhor Y confirma: “De fato, o Roberto foi pessoalmente ao Maílson e o Maílson não o atendeu”.

José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, era respeitado por Roberto Marinho? “Confiança total! Ele criticava o Boni, mas carinhosamente. Ele gostava de ver novela. E tinha o orgulho de ter escolhido a primeira novela da Globo. Ele dizia: ‘Vai ser um sucesso!’” A novela “O Ébrio” foi “um fracasso”, anota Amorim. “A primeira de Boni, em 1967, foi ‘Anastácia, a mulher sem destino’, com roteiro de Janete Clair. Um sucesso”, comemora o jornalista.

Armando Nogueira, jornalista de primeira linha e cronista dos melhores, foi homem de confiança de Roberto Marinho durante anos. Mas, segundo o Senhor Y, o empresário não tinha “admiração especial” pelo jornalista. Evandro Carlos de Andrade, diretor de redação de “O Globo” e, mais tarde, diretor de Jornalismo da TV Globo — um dos jornalistas mais talentosos de sua geração e um grande formador de equipes (ainda que menosprezado por Amorim) —, era bem-visto pelo chefão. Mesmo assim, Roberto Marinho “achava-o estourado demais”.

Fernando Collor foi apoiado por Roberto Marinho, mas não imediatamente. “Collor diz que não devia nada ao Roberto Marinho. Que quando o Roberto Marinho o apoiou, ele já estava na frente das pesquisas”, escreve Amorim. O Senhor Y concorda: “Collor pode ter razão. O Roberto chegou tarde mesmo”.

Por que Roberto Marinho demorou a apoiar Fernando Collor? A versão do Senhor Y: “O Roberto achava o Collor um temperamento difícil de levar. Achava que ele era atuante demais. E o Collor também preferia falar com os amigos do Roberto — como eu — a falar diretamente com o Roberto”.

Choque de capitalismo

Todos sabem que Mário Covas é autor da tese de que o Brasil precisava de um “choque de capitalismo”. Mas a ideia é mesmo de Covas, que, segundo Amorim, era o candidato a presidente de Roberto Marinho, em 1989? O editorial “Choque de capitalismo”, de “O Globo”, teria sido escrito por Jorge Serpa, o primeiro-amigo de Roberto Marinho? “O Serpa escrevia muitos editoriais de ‘O Globo’. Do jeito que o Roberto mandava”, afirma o “entrevistado”. Outra pessoa ouvida por Amorim contrapõe: não teria sido um editorial, e sim um discurso de Covas.

Fernando Henrique, o “comunista”, se tornou “protegido” de Roberto Marinho | Wilton Junior

Fernando Henrique, o “comunista”, se tornou “protegido” de Roberto Marinho | Wilton Junior

Jorge Serpa teria articulado o discurso para Covas, o candidato da “terceira onda”. O discurso foi escrito por várias mãos. “Fernando Henrique e [José] Serra deram seus palpites. A combinação é que o Covas reassumiria a cadeira no Senado por um dia, faria o discurso, e o ‘Jornal Nacional’ do dia daria bastante destaque”, relata um suposto amigo de Amorim. Roberto Marinho convocou Jorge Serpa para ler o texto. “O Serpa não gostou: faltava o que em jornalismo se chama ‘lead’. Como sair no ‘Jornal Nacional’ sem ‘lead’? E aí o Sepra enxertou a expressão ‘choque de capitalismo’.” A maledicência de Amorim, às vezes deliciosa, ainda que imprecisa, insinua: “Pode-se dizer, portanto, que Jorge Serpa é o verdadeiro autor intelectual do programa do PSDB! Depois, do programa de governo do Fernando Henrique. Serpa, não! O dr. Roberto”.

Depois, no mesmo texto, Amorim publica uma conversa enviesada com Fernando Lyra, o ministro da Justiça do governo de José Sarney. Segundo Fernando Lyra, que já morreu, “o PSDB nasceu sem base, sem articulação — o PSDB é produto da mídia”. Amorim complementa: “Do PIG” (Partido da Imprensa Golpista). Como o PMDB “estava bichado” — dado o desgaste do governo Sarney —, um grupo de políticos, como Fernando Henrique Cardoso, decidiu criar outro partido. Fernando Lyra decidiu conversar com Jorge Serpa, quer dizer, com Roberto Marinho. Amorim intervém, exagerando: “Quer dizer que o Roberto Marinho é o verdadeiro pai do PSDB? Não é o Ali Kamel?”

Fernando Lyra levou o estatuto do PSDB a Jorge Serpa. Este “achou ótimo”. O político pernambucano sugeriu que Fernando Henrique Cardoso fosse o candidato do novo partido — já em 1989. “Mas surgiu um problema: o Collor queria ser vice, mas do Covas”. Porém, interrompe Amorim, “o Covas não queria”. Fernando Lyra concorda: “Não queria. Mas acabou querendo”. De fato, Covas “acabou candidato a presidente” e perdeu exatamente para Fernando Collor.

Na sede da Globo, Fernando Lyra e Fernando Henrique Cardoso, ao lado de Jorge Serpa, foram comunicar a Roberto Marinho a criação do PSDB. “O dr. Roberto gostou de tudo e deu parabéns” ao “candidato”. Mas o dono da Globo pensou que o candidato seria Fernando Lyra e não Fernando Henrique Cardoso. Roberto Marinho, que falava francamente o que pensava, teria dito: “‘Não, esse eu não quero. Ele é comunista!’ Na frente do Fernando Henrique” (mais tarde, mudou de ideia a respeito do sociólogo).

Amorim sustenta que Roberto Marinho era uma espécie de rei do Brasil, mais do que Assis Chateaubriand. “Testemunhei Evandro [Guimarães, apresentado como “principal lobista da Globo em Brasília”] ligar para a secretária e mandá-la enviar aos deputados Roberto Campos e Francisco Dornelles dois projetos de lei — já redigidos — de interesse da ‘casa’”, escreve o jornalista. Campos morreu; Dornelles está vivo.

A edição do debate entre Fernando Collor e Lula da Silva, para beneficiar o primeiro, teve a mão de Roberto Marinho. “Você acha que aquilo seria feito sem que o Roberto quisesse? Não seria daquela forma se ele não quisesse”, conta o Senhor Y.

Fernando Henrique Cardoso, por ser atencioso, era apreciado pelo dono da Globo. “Mas o Roberto se divertia muito com a vaidade dele”, diz o Senhor Y. “Sarney era muito atencioso com o Roberto. Muito gentil.” Itamar Franco era visto como “ingênuo”. Brizola? “Eram adversários. Mas o Roberto o respeitava.” Delfim Netto? “Grande amizade. Uma simpatia!” Carlos Lacerda? “O rompimento foi completo.” Lula da Silva? “Com Lula não dava conversa.”

Em vários textos, Amorim sugere que “O Globo” e a TV Globo estão superados, raramente apresentando dados para comprovar sua, mais do que tese, hipótese. Se vivo (morreu em 2003), Roberto Marinho “estaria satisfeito com a tevê, o jornal?”, pergunta Amorim. O Senhor Y discorda do que diz o jornalista no livro: “Com a tevê, sim! A tevê ele ia achar que está se saindo bem. Porque é a mesma TV do Boni. O resto é o resto”. E o jornal? “O jornal ele mudaria 100%.”

Por que Roberto Marinho, se estivesse vivo, mudaria o jornal? “‘O Globo’ não tem editorial. Não tem posição. Não tem personalidade. Porque com o Roberto Marinho a opinião era do Roberto Marinho. O jornal se pautava pelo que o Roberto Marinho pensava. Ele não delegava nada. Pode um repórter ou um colunista ter opinião pelo dono do jornal?” Aí, na sua pitada indutiva de maldade habitual, Amorim acrescenta: “O sr. se refere ao Merval [Pereira], à Miriam Leitão?” O Senhor Y não menciona nomes: “‘O Globo’ hoje é dos colunistas. E eles ainda têm retrato! ‘O Globo’ tem muita opinião e não tem opinião. Cada repórter escreve o seu jornal. São vários ‘Globos’. De muitos donos. O jornal entregou a opinião aos empregados! Esse é o anti-Roberto Marinho”. Curiosamente, o Senhor Y, pelo menos nesta resposta, está muito parecido com Amorim. Parece um clone.

Rei do Brasil

Amorim conta a história do economista Sebastião Marcos Vital, “um dos principais assessores do ministro da Fazenda, Francisco Dornelles”, no governo Sarney. Vital havia dado entrevista aos jornais criticando os banqueiros: “Eles só querem saber de juros!”

“O Sebastião vai cair?”, perguntou Amorim a Dornelles. “Não há a menor possibilidade”, re­darguiu o ministro. “Siga em frente, pode esquecer essa declaração. É como se não existisse.”

Roberto Marinho convocou Amorim e perguntou-lhe: “Você viu a declaração desse menino que trabalha com o Dornelles?” O jornalista respondeu: “Claro. E já sei que o Dornelles vai mantê-lo”.

“Enquanto eu reproduzia a conversa com o ministro, Marinho, calado, futucava as unhas. Quando acabei, ele disse: ‘Vá lá embaixo e mande fazer uma edição extra do ‘Jornal Nacional’ para anunciar a demissão dele’.” Estupefato, Amorim teve ânimo para perguntar: “Como?” Roberto Marinho disse-lhe: “O presidente da República acaba de me informar”.

O livro de Amorim será resenhado nos chamados grandes jornais — “Folha de S. Paulo”, “O Estado de S. Paulo” e “O Globo” — e nas duas revistas do país, “Veja” e “Época”? Dificilmente. Vão ignorá-lo para não repercuti-lo. Mas seria interessante que os criticados apresentassem um contraponto. Porque não há dúvida de que, em determinados trechos, Amorim apresenta questões sem matizes, nuances. Mas, convenhamos, são suas opiniões. Se são ruins que os outros apresentem as boas.

4 respostas para “Paulo Henrique Amorim lança livro e sugere que Roberto Marinho era o verdadeiro rei do Brasil”

  1. Avatar ROBERTO GOMES DO PRADO disse:

    Paulo Henrique Amorim,hj é mais conhecido por intrigas e fofocas ! Nada se assemelha ao talento de outrora…Suas opiniões são pífias ….somente isso e nada mais !

    • Avatar Josefa Neves Rodrigues Rodrigu disse:

      Roberto Gomes do Prado, das duas uma, ou você é muito mal informado ou analfabeto político, ou faz parte da corja denunciado pelo jornalismo sério de Paulo Henrique Amorim. Desculpe, mas Paulo H. Amorim é uma das poucas figuras brasileiras que exerce a comunicação social com seriedade e sem se deixar vender ao poder dominante.

  2. Avatar Rosangela disse:

    Paulo Henrique Amorim: excelente jornalista! Ele e seu blog Conversa Afiada é que são uma opção contra o jornalismo sem ética da Rede Globo. Os “intelectualmente dotados” que avisaram que não vão ler são “inteligentes” assim…com aspas…porque inteligência verdadeira não possuem e portanto não servem de exemplo a quem quer informações verídicas sobre os fatos.

    • Avatar Fernando Athayde disse:

      É isso mesmo! Paulo Henrique Amorim sempre manteve e mantém a posição da verdade nua e cura. No final das contas todo mundo sabe que esse país está entremeado de reles e simples bandidos. E o Paulo Henrique Amorim. assim como os verdadeiros inteligentes, sabem que começamos a viver os estertores dessa política suja que não se sustenta mais, muito pelo efeito “tiro no pé” que eles mesmo criaram para tirar a Dilma da presidência.

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