Euler de França Belém
Euler de França Belém

O comunismo reprimia, mandava até para o Gulag, mas o povão não parava de fazer piadas sobre seus líderes, diz pesquisador

Layout 1Comunismo — O historiador Walter Laqueur sugere que os sovietólogos não perceberam a queda do comunismo porque estavam de olho mais nas estatísticas (superestimadas) do que nas pessoas. Na União Soviética, que forçava a igualdade, eliminando a diferença, sobretudo se genial, os indivíduos foram parando aos poucos e o país também foi paralisando. A ação deles, somada à inépcia dos dirigentes, como Leonid Brejnev, toupeira em forma humana, decretou a morte do socialismo engatilhado por Lênin e disparado por Stálin. O livro “Foi-se o Martelo” (Record, 432 páginas, tradução de Marcio Ferrari), de Ben Lewis, procura capturar a história do comunismo de modo bem-humorado. Segundo a editora, “as piadas sobre o comunismo são o mais estranho, engraçado e talvez até o mais significativo dos legados daqueles oitenta anos de experimentação política, na Rússia e no Leste Europeu. Ben Lewis conta o que realmente aconteceu nesse período por meio das piadas e das histórias das pessoas que as contavam — muitas delas acabaram no Gulag, embora outras tenham desfrutado de altos cargos ou se tornaram estrelas do teatro e do cinema”.

“Foi-se o Martelo” é, além de livro, um documentário da BBC4.

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