Aos 55 anos, escrevo quase tudo de memória, para não perdê-la. Depois, claro, faço o trabalho de checagem. Consulto o Google? Sim, e muito. Mas quase sempre apenas para confirmar o que escrevi sem verificá-lo.

Percebo que colegas mais jovens, e não estou criticando-os, não fortalecem a memória, não a treinam. Confiam demais no gravador e, sobretudo, no Google. Raciocinam assim, e com certa lógica: se há o Google, no qual posso fazer as conferências de que preciso, por que usar o cérebro como armazenador e organizador de informações?

O fato é que penso melhor, escrevendo com mais clareza sobre determinado assunto, quando uso e forço minha memória. Quando as informações e ideias estão organizadas no meu cérebro.