Euler de França Belém
Euler de França Belém

Morre o crítico literário Harold Bloom, aos 89 anos

O professor de Yale era apaixonado por Shakespeare, Walt Whitman e Hart Crane. E escreveu sobre Machado de Assis e Eça de Queiroz

Harold Bloom: um crítico apaixonado da grande literatura universal | Foto: Reprodução

O norte-americano Harold Bloom, o mais importante crítico literário dos últimos anos, morreu, aos 89 anos, na segunda-feira, 14. Estava internado num hospital. O autor de “O Cânone Ocidental” era professor de Yale. Suas aulas eram das mais concorridas da universidade. Sua paixão pela literatura contaminava todos aqueles que o cercavam.

Ao contrário de alguns críticos, que se concentram em pesquisas puramente bibliográficas, Harold Bloom lia com extrema atenção e agudeza os livros sobre os quais escrevia, com um brilho raro. Ele era adepto da leitura direta e detalhada (porque pensava pela própria cachola). Era um crítico acadêmico dos mais raros. Quiçá um inglês — na linhagem de Samuel Johnson — na América de Emily Dickinson e Herman Melville.

Harold Bloom escrevia bem sobre prosa, poesia e teatro. Ele era crítico, dos mais apaixonados, da dramaturgia de Shakespeare. E amava Hart Crane (sua maior paixão, ao lado de Shakespeare). Escreveu belamente sobre Machado de Assis e Eça de Queiroz, dois autores da Língua Portuguesa. É autor de ensaios magistrais sobre os romances “Enquanto Agonizo”, de William Faulkner, e “Meridiano de Sangue”, de Cormac McCarthy. Recentemente, elogiou a poesia da canadense Anne Carson, que chegou a ser cotada para o Prêmio Nobel de Literatura de 2018 e 2019.

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