Euler de França Belém
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Morre o professor de história Luiz Humberto Carrião

O professor Lisandro Nogueira afirma que aprendeu muito com o mestre, que era competente, inteligente e generoso

Luiz Humberto Carrião nasceu para ser professor. Era um mestre que sabia ensinar como poucos. Porque era, além de professor de história, um comunicador nato. Ensinava se divertindo e divertindo os alunos. Onde deu aulas deixou saudade e se tornou uma referência para toda a vida. Ele era dotado de uma inteligência rápida e de um humor refinado, às vezes corrosivo, mas sempre respeitoso.

Luiz Humberto Carrião, professor de história | Foto: Reprodução

Carrião, como era conhecido, morreu na quinta-feira, aos 68 anos. Ele se matou. Desistiu da vida, como minha irmã Eliana Belém, que se suicidou aos 49 anos, em 2013, nos Estados Unidos. Grande leitor, decerto havia lido o romance “Homem Comum”, de Philip Roth, no qual se diz que a velhice é um massacre.

No Facebook, o professor Lisandro Nogueira, da UFG, escreveu, com doçura e amizade: “Meu amigo e colega Luiz Carrião faleceu. Vou sempre lembrar dele pela generosidade e afeição. Um mestre. Luiz me ajudou a ser professor (comecei com ele em 1980). Me ensinou muito. A ‘técnica da sala de aula’: organizar o pensamento e os argumentos. E ter compromisso com o conhecimento e os alunos. Amar o mundo. Obrigado, Luiz”. Lisandro Nogueira gravou um vídeo no qual lê, em homenagem ao mestre, um trecho de um romance de Philip Roth.

Certa vez, na redação do Jornal Opção, Luiz Carrião apareceu e logo começou a escrever sobre assuntos rurais (e escrevia muito bem, com sua inteligência aguçada). Contou, salvo engano, que havia se tornado criador de gado.

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