Euler de França Belém
Euler de França Belém

Mídia cobriu bem e sem excessos a tragédia de Suzano

Mas repetição exaustiva de imagens e informações sugere que se está buscando mais audiência do que esclarecimento

Gullherme Taucci Monteiro e Luiz Henrique de Castro: os jovens assassinos de Suzano

A tragédia de Suzano, no interior de São Paulo, na qual dois jovens assassinaram oito pessoas e também morreram (um atirou no colega e se matou), revela que a mídia patropi está mesmo amadurecida. A cobertura foi adequada e sem exagero. Fotografias excessivas, que mais chocam do que informam, foram evitadas, no geral.

Mas há um problema, se é problema. No afã de esclarecer as motivações dos crimes, a mídia insiste na cobertura, e é impossível não fazê-lo. Há mesmo um interesse público. A ressalva é que, longe de ajudar a esclarecer o que aconteceu, a maioria dos telejornais, mais do que os jornais, repete o tempo todo as mesmas notícias, com as mesmas imagens. A razão não é outra que a busca (até tresloucada) por audiência, cada vez mais acirrada, porque não está mais centrada apenas na Globo (e não são as tevês Record, Bandeirantes e SBT que estão “esvaziando” a Globo, e sim outras mídias, como os canais por assinatura e os de entretenimento, como a Netflix e outros. A dispersão da audiência não é uma vitória das concorrentes da Globo, é uma derrota de todos).

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.