Euler de França Belém
Euler de França Belém

Marcelo Rezende aparece abatido, magro e mais velho. A luta contra o câncer continua. Veja vídeo

O jornalista, apresentador do Cidade Alerta, da TV Record, revela que a fé pode curá-lo. Ele diz que sua vida é uma montanha russa

O câncer tem sido enfrentado duramente pela ciência, pelos médicos e, claro, pelos pacientes. Não há um câncer, e sim cânceres. Uns mais difíceis de tratar, outros menos difíceis. O câncer de pâncreas é apontado como um dos complexos e, portanto, os pacientes correm mais risco de morte. Há registro de pessoas que viveram alguns anos depois da descoberta de câncer no pâncreas. Mas as estatísticas sinalizam para mortes rápidas, de três a seis meses. Quando há metástase, é praticamente impossível a “cura”. O caso do jornalista Marcelo Rezende, que vem enfrentando o câncer e o tratamento (sim, é doloroso) com extrema coragem, é dos mais graves. Ele tem câncer de pâncreas que se estendeu ao fígado. E não vai parar aí.

Depois da fase da quimioterapia, tratamento feito em hospital altamente qualificado, Marcelo Rezende, até por saber da gravidade de seu caso, “entregou” o caso a Deus (a ciência tem seus limites). Ele crê — o mais provável é que precisa acreditar nisto para continuar tocando o barco — em “cura espiritual”. Não só. O jornalista, apresentador licenciado do “Cidade Alerta”, da TV Record, está arrancando energia de si mesmo. Há a fé, que às vezes remove montanhas, e há um outro tipo de fé, aquela pela qual o indivíduo acredita que pode resistir e vencer tudo. No último vídeo gravado e divulgado na internet, no qual mais uma vez prova sua coragem na batalha contra o câncer — as famílias, até algum tempo, escondiam informações sobre seus doentes —, Marcelo Rezende diz: “Estou firme”. Pelas palavras, pela ênfase, tudo indica que está mesmo; espiritualmente, é um resistente.

Mas o corpo contradiz a fala — ainda forte, sem falhas e hesitações — do jornalista. O que se vê é a imagem de um homem frágil fisicamente, bem mais magro (decorrente em parte de sua nova alimentação) e bastante envelhecido. Entretanto, ainda assim, um resistente. “Muita gente vive de boato e no meu caso eu até entendo…não é toda hora que tem uma informação… o câncer que eu tenho tem altos e baixos. É como uma montanha russa. O mais importante é que estou firme”, diz Marcelo Rezende, de maneira convicta. “Está firme é aqui, onde a mente funciona. Estou firme para enfrentar os baixos, até chegar o momento em que o alto vai deslizar e a cura vai chegar. E eu tenho certeza dela. Deus está comigo e Deus está contigo.”

A vontade de viver, no momento, é certamente o que faz Marcelo Rezende ficar vivo. Sua resistência é interior, é extraída na fé em Deus, mas não só. A resistência do jornalista é produto de sua mente, em larga medida.

Há quem critique Marcelo Rezende por se expor, por não negar que está doente e por exibir sua luta, com aliados como a ciência e a fé. Não estou entre seus críticos. Ele usa os vídeos até para informar as pessoas (há sempre boatos de que morreu). O contato com admiradores, que lhe mandam mensagens positivas, lhe faz bem. Quanto ao câncer, trata-se mesmo de uma doença terrível, extremamente agressiva, mas os pacientes não precisam viver escondidos, como se tivessem vergonha de sua situação, de sua decadência física. O jornalista mostra menos vontade de aparecer e muito mais vontade de viver. Mostra humanidade.

Veja o vídeo

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