Euler de França Belém
Euler de França Belém

Jornalista Guila Flint, da BBC Brasil, morre aos 62 anos. Ela tinha câncer

A repórter escreveu para o “Estadão”, para o “Jornal da Tarde” e era correspondente da BBC Brasil

Guila Flint: repórter de primeira linha | Foto: Arquivo da família

A jornalista Guila Flint, correspondente da BBC Brasil, morreu no domingo, 26, em São Paulo, aos 62 anos. Ela tinha câncer.

Guila Flint morava em Israel desde a década de 1960 e escreveu para o “Estadão”, para o “Jorna da Tarde” e para o site Opera Mundi. A jornalista escreveu para a BBC Brasil sobre o Oriente Médio durante 15 anos.

A jornalista era uma expert na política da região, uma das mais complicadas do mundo, e escrevia com o máximo de clareza e independência sobre os temas mais intrincados (sobre os quais, muitas vezes, é preciso tomar posição — o que é difícil para o repórter, tanto em termos pessoais quanto empresariais).

Para explicar a região, sobretudo Israel (e a Palestina), escreveu dois livros: “Miragem de Paz: Israel e Palestina — Processos e Retrocessos” e, em colaboração com Bila Sorj, “Israel: Terra em Transe — Democracia ou Teocracia?”. As obras foram lançadas no Brasil pela Editora Civilização Brasileira.

Nascida em São Paulo, em 1954, Guila Flint era filha de judeus poloneses perseguidos pelo nazismo de Adolf Hitler. Em Israel, país para o qual se mudou quando era adolescente, chegou a morar num kibutz. Depois, mudou-se para Tel Aviv, onde trabalhou como “tradutora de livros do português para o hebraico, mas”, afirma a BBC Brasil, “foi como jornalista que passou a maior parte da carreira”.

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Flavio C.

Discordava de diversas posições da Guila, mas jamais deixei de admira-la. Grande profissional, pessoa do bem, se foi cedo demais e fará falta.