Euler de França Belém
Euler de França Belém

Jornalista de um grande jornal se mata, possivelmente por amor. Editor tinha duas amantes na redação

Jon Filson mantinha casos com Raveena Aulakh e Jane Davenport. Cúpula do “Toronto Star” afastou os dois profissionais

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O suicídio é um dos tabus do jornalismo moderno. Acredita-se, nas redações, que noticiá-lo contribui para seu aumento. O fato é que, mesmo sem divulgá-lo, o número de suicídio é crescente e a sociedade não parece disposta a discuti-lo, quando deveria fazê-lo. Recentemente, duas crianças se mataram, em Goiânia e Aparecida de Goiânia, devido a bullying. Um dos pais me contou que seu filho já havia alertado a família, mas ninguém acreditou — exatamente por que quase todos se recusam a discutir problemas sérios e que, por vezes, tenham a ver com morte.

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Mas tratar o suicídio como tabu não é um “problema” tão-somente do Brasil e de seus jornais.  A jornalista Raveena Aulakh (foto acima), do “Toronto Star”, matou-se no dia 28 de maio. O jornal decidira não publicar a notícia, ao menos a informação do suicídio. Num bilhete, a repórter escreveu: “Por favor, não falem sobre mim. Por favor, não deixem ninguém falar sobre mim”. Porém, ante a pressão do sindicato da categoria, de posse de algumas informações tidas como constrangedoras, o jornal sentiu-se compelido a discutir o caso.

Antes de comentar o suicídio, a direção do jornal tomou uma série de medidas, como a demissão de Jon Filson (foto acima), chefe do Projeto Tablet, e a transferência da editora Jane Davenport, chefe de Jon Filson, para outra área da empresa.

O assunto “morreria” aí, porém, com a pressão do sindicato, a polícia acabou descobrindo que Raveena Aulakh havia tido um caso com Jon Filson. A informação foi obtida num e-mail da jornalista.

Jon Filson também mantinha um caso com sua chefe, Jane Davenport. Era um autêntico dom juan. Os demais jornais decidiram, estão, contar a história — o que gerou um escândalo de repercussão nacional.

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Com a história escancarada nos jornais, com repercussão nas redes sociais, o “Toronto Star”, por intermédio da editora Kathy English, decidiu posicionar-se: “A redação do ‘Star’ está balançada e tentando encontrar as razões pelas quais Raveena escolheu tirar a própria vida. Claramente de coração partido, ela fez alegações sobre um relacionamento inapropriado entre Filson e sua chefe, Jane Davenport (foto ao lado). Ações já foram tomadas seguindo essa investigação e os dois perderam seus empregos na redação”. Jane Davenport, na verdade, foi encaminhada para outra área.

Há indícios de que Raveena Aulakh estava apaixonada por Jon Filson.

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