Euler de França Belém
Euler de França Belém

Figura do quadro O Grito não está gritando e foi inspirada numa múmia peruana

A “personagem” estaria tapando os ouvidos para não escutar os gritos “interiores” ou da natureza

O Museu Britânico organiza, a partir de 11 de abril, a exposição “Edvard Munch: Amor e Angústia”, com cinquenta gravuras e litografias. Há inclusive uma litografia de “O Grito” em preto e branco.

Especialistas do Museu Britânico fazem novas revelações sobre “O Grito”, o quadro mais famoso de Munch. Há consenso de que os temas básicos da pintura são a angústia e o desespero. Entretanto, há mais a dizer.

Primeiro, Munch se inspirou, para compor “O Grito”, numa múmia peruana, cuja fisionomia era parecida, inclusive a posição de suas mãos, à que usou no quadro. O pintor norueguês a viu numa exposição do antigo Museu de Etnografia de Trocadero, em Paris, em 1889. A imagem impressionou o artista, que, mais tarde, usou-a para pintar seu quadro.

Segundo, ao contrário do que comumente se pensa, a figura central do quadro não está gritando. Experts da pinacoteca dizem que no quadro que será exposto em Londres há uma gravação em alemão com os seguintes dizeres: “Ouvi um forte grito atravessar a natureza”. Portanto, concluem os pesquisadores, não é a figura do quadro que grita. Na verdade, ela estaria tapando os ouvidos para impedir a audição de “gritos externos” — “sejam reais ou do interior de sua cabeça”, segundo reportagem do jornal “Abc”, de Madri.

Os estudiosos sustentam que, inicialmente, Munch planejou colocar como título do quadro não “O Grito”, e sim “O Grito da Natureza”. “Ele não o concebeu para representar o ato de uma só pessoa, e sim com um sentido mais universal”, sugerem os especialistas.

Munch produziu quatro quadros com o nome de “O Grito” (“Skrik”, em norueguês). Os museus de Oslo acolhem três deles e um está numa coleção particular. Assaltantes levaram duas versões do quadro, em 1994 e 2004. As artes foram recuperadas e voltaram aos museus.

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