Euler de França Belém
Euler de França Belém

Criticar a jornalista Rachel Sheherazade é lícito mas agir para retirá-la da televisão é antidemocrático

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Rachel Sheherazade: PSOL e PC do B querem substitui-la no SBT por uma companheira ou por um profissional insosso? É provável

A apresentadora do SBT Rachel Sheherazade não é uma jornalista das mais notáveis. É das mais comuns, mas tem coragem de se posicionar, ao enfrentar as patrulhas ideológicas de esquerdistas radicais, incrustados no PSOL e no PC do B. Segundo a profissional, os dois partidos trabalham, evidentemente de maneira antidemocrática, para suspender a concessão do SBT e a publicidade estatal dirigida à rede. “Onde eles pensam que estão? Em Cuba? Na Venezuela? Ainda bem que acima da fúria censora há uma Constituição que garante o livre pensar e o trabalho livre da imprensa”, afirma Sheherazade.

Quem discorda de Sheherazade, como os comunistas, no lugar de tomar-lhe o emprego, devem criticar suas ideias e posições políticas, se necessário, com a maior crueza possível. Pedir sua cabeça ou tentar tomar a concessão do SBT são comportamentos antidemocráticos.

A velha técnica de espalhar boatos para verificar se se tornam fatos nem sempre funciona. Espalharam na internet, de maneira organizada, que o SBT havia demitido ou, noutros “comunicados”, que demitiria Sheherazade. A jornalista teria sugerido que seus dias na TV estavam “contados”. “Nunca disse isso. Acho temerária essa prática de basear informações em fontes não confiáveis”, defendeu-se.

O tiro das esquerdas parece ter saído pela culatra: telespectadores, longe de apoiaram sua censura, passaram a defender a “volta” de Sheherazade. Na verdade, ela havia saído de férias e retorna na segunda-feira, 14. “Fico comovida com a manifestação dos internautas em meu favor, em favor da liberdade de expressão e da im­prensa livre. Quando o sindicato dos jornalistas se cala, o povo fala”, disse a apresentadora à revista “Veja São Paulo”.

As críticas de Sheherazade são erradas? Não. São apenas diferentes das ideias das esquerdas. Na democracia, que todos em tese querem e exigem, é preciso aprender a conviver com as diferenças de opinião, sem tentar excluir a do PSOL, a do PC do B e a de Sheherazade.

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