Euler de França Belém
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Criador do Top News, Paulo Ramos apreciava jornalismo crítico e não acomodado

Ele amava jornalismo, sobretudo o crítico, e a vida. Apreciava um jornalismo mais atirado, e não acomodado

Paulo Ramos — que morreu no sábado, 29 (e foi enterrado no domingo, 30) — e o jornal “Top News” eram siameses. O jornal era tão divertido quanto seu proprietário, sempre mais malicioso do que maldoso. Paulinho era o seguinte: queria ganhar seu dinheiro, mas permitia que sua redação — repórteres, editores e colaboradores (que deitavam e rolavam) — trabalhasse a notícia de modo mais livre, inclusive com toques de o “Pasquim”, o de Tarso de Castro, Jaguar, Ziraldo, Millôr Fernandes e Paulo Francis.

Paulo Ramos, criador do jornal “Top News” | Foto: Facebook

Dono de uma ironia cortante, Paulo Ramos apreciava a arte de conversar. Ele sabia de (quase) tudo que ocorria nos bastidores da política e apreciava discutir o que era e o que não era relatado. Ria sempre da ingenuidade e da falta de perspicácia de alguns repórteres.

Paulo Ramos amava jornalismo, sobretudo o crítico, e a vida. Apreciava um jornalismo mais atirado, e não acomodado. Diziam que era mordaz. Era. Sobretudo, era bem-humorado e espirituoso.

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