Euler de França Belém
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Companhia das Letras lança biografia de João Gilberto escrita por Zuza Homem de Mello

O livro “Amoroso — Uma Biografia de João Gilberto” será lançado em novembro, mas já pode ser adquirido nas livrarias virtuais

João Gilberto é o Carlos Drummond de Andrade da música brasileira? Por certo, é. Cabe, claro, lembrar que Noel Rosa, Tom Jobim, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Chico Buarque são nobres no reinado de São João Gilberto. A Bossa Nova, assim como seu principal “articulador”, se articulador era, é um continente muito explorado, mas, inesgotável, ainda a explorar. Há um refinamento na música do verdadeiro rei da música popular patropi que, assim de cara, pensa-se que se trata de coisa simples. Talvez seja o “simples” obtido pela sofisticação. Recluso, JG abria-se com pouca gente, quiçá desconfiado de que os “súditos” não mereciam crédito.

A Bossa Nova e seu criador tiveram sorte ao “cair” nas mãos de intérpretes tão bem-(in)formados e perspicazes quanto Ruy Castro e Zuza Homem de Mello (1933-2020). O primeiro escreveu “Chega de Saudade — A História e as Histórias da Bossa Nova” (Companhia das Letras, 536 páginas). É uma excelente biografia da Bossa Nova e de João Gilberto. Uma bíblia sobre os dois assuntos que, a rigor, são um só. Ainda que a Bossa Nova não tenha sido representada tão-somente pelo criador baiano.

Zuza Homem de Mello escreveu ensaios e dois livros de qualidade sobre a Bossa Nova: “Eis Aqui os Bossa Nova” (WMF, 240 páginas) e “João Gilberto” (Publifolha, 128 páginas). Depois de explicar detida e competentemente a Bossa Nova e seu pai, que também é filho, Zuza Homem de Mello decidiu escrever a biografia de João Gilberto. O livro estava programado para sair pela Editora 34, mas sairá — já está em pré-venda nas livrarias virtuais — pela Companhia das Letras.

“Amoroso — Uma Biografia de João Gilberto” (Companhia das Letras, 344) resulta de toda uma vida dedicada à Bossa Nova e a João Gilberto. É provável que Zuza Homem de Mello soubesse mais a respeito dos temas do que João Gilberto, Tom Jobim e os demais bossa-novistas. O estudioso da música popular brasileira morreu recentemente, mas felizmente deixou a obra concluída.

Zuza Homem de Mello e João Gilberto | Foto: Reprodução

Sinopse da Companhia das Letras

“Já não restam superlativos para caracterizar a música de João Gilberto. Com sua voz e seu violão inigualáveis, o criador da bossa nova foi reverenciado no mundo inteiro — até nos deixar, aos 88 anos, em julho de 2019.

“Escrito pelo produtor e pesquisador musical Zuza Homem de Mello, Amoroso é a primeira biografia dedicada ao baiano de Juazeiro. Personagem tão apaixonante quanto idiossincrático, João Gilberto é aqui retratado pelo prisma de sua arte.

“De Salvador a Tóquio, passando por Nova York, Rio de Janeiro e Cidade do México, somos levados aos estúdios, teatros, bares, clubes e festivais por onde João circulou, e conhecemos os compositores, arranjadores, instrumentistas, produtores, jornalistas, técnicos de som e empresários que cruzaram seu caminho.

“Melômano de conhecimento enciclopédico, o autor reconstrói a trajetória musical de seu amigo e ídolo em prosa leve e alegre, sempre elegante e precisa – como ensinou João.”

Se você duvida das qualidades de Zuza Homem de Mello, leia o que escreveu o músico americano Wynton Marsalis: “Zuza foi justificadamente o mais respeitado jornalista e musicólogo brasileiro especializado em música brasileira e jazz. Ele era a própria excelência”.

Leia mais sobre Zuza Homem de Mello e a bossa nova

Biografia de João Gilberto, por Zuza Homem de Mello, é a grande notícia do ano no campo cultural

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