Marcelo Mariano
Marcelo Mariano

Claas Relotius, o repórter que criava fake news, reforça ideia de ego inflado entre jornalistas

Alemão já havia recebido diversos prêmios, como o “Jornalista do Ano”, concedido pela CNN

Foto: Reprodução/Twitter

Claas Relotius, que trabalhou como repórter e editor da revista semanal alemã “Der Sipegel” (“O Espelho”, em português), confessou ter falsificado entrevistas e inventado ou distorcido fatos de pelo menos 14 reportagens.

O caso veio à tona após um repórter que apurou a história de uma milícia de fronteira no Arizona junto com Relotius ter descoberto que algumas entrevistas nunca haviam ocorrido. A “Der Spiegel” instaurou uma investigação interna e, na quinta-feira, 20, publicou um texto informando sobre a fraude.

Em tempos de fake news, o caso do repórter que de fato produzia notícias falsas é preocupante para a credibilidade da imprensa, mas é preciso separar o joio do trigo — a maioria dos profissionais faz um trabalho correto.

O que Relotius disse depois de ter sido desmascarado também preocupa e reforça a ideia de ego inflado entre jornalistas: “A questão não era sobre a próxima grande história, mas sim sobre o medo do fracasso. A pressão para não fracassar crescia à medida em que eu obtinha um sucesso cada vez mais maior”.

O repórter alemão já havia recebido diversos prêmios, como o “Jornalista do Ano”, concedido pela CNN.

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