“Picos” em uma pandemia (de natureza global) devem ser tratados como eventos locais, evitando-se tomar casos específicos como válidos em todo o país

Nilson Jaime

Autoridade que declara estarmos “no pico da pandemia” tem que voltar para a escola:

1) Desconhece matemática, não sabendo a diferença entre ponto (um evento de baixa), reta de ângulo zero (estabilização) e reta decrescente (uma tendência de baixa).

2) Desconhece a curva padrão das epidemias (que possui a mesma forma senoidal), única ou repetida, ensinada em qualquer disciplina ou livro de infectologia.

Se não sabem, deveriam ter assessores capazes de sabê-lo. Mas normalmente são mal assessorados, cercando-se de auxiliares despreparados e até negacionistas, conforme presenciamos presentemente no Brasil.

Não sabem que “picos” em uma pandemia (de natureza global) devem ser tratados como eventos locais, evitando-se tomar casos específicos como válidos em todo o país.

Nilson Jaime, doutor em Agronomia, é colaborador do Jornal Opção.