Euler de França Belém
Euler de França Belém

Alberto Manguel deixa a Biblioteca Nacional de Buenos Aires

Uma mulher, Elsa Barber, vai dirigir o célebre espaço cultural pela primeira vez na história da Argentina

Alberto Manguel, escritor, Pablo Avelluto, ministro da Cultura da Argentina, e Elsa Barber, que será a primeira mulher a dirigir a Biblioteca Nacional da Argentina | Foto de Andres d’Elia/Clarín

A Biblioteca Nacional da Argentina, localizada em Buenos Aires, é uma das principais “instituições” do país — uma referência, inclusive turística. O escritor Jorge Luis Borges foi seu diretor — o mais famoso e celebrado. Há dois anos, o escritor, ensaísta e crítico Alberto Manguel, que foi secretário de Borges quando era jovem — na verdade, lia para o autor de “O Aleph” —, aceitou dirigi-la. Agora, renuncia ao comando, que será assumido por Elsa Barber, “a primeira mulher a exercer o cargo”, afirma o ministro da Cultura, Pablo Avelluto. Ela, que era subdiretora, assume no dia 1º de agosto.

Alberto Manguel, estrela de primeira grandeza da cultura universal, não apenas da argentina, não foi demitido. Pediu para sair, alegando razões de saúde. Aos 70 anos, o escritor teve câncer, há cinco anos, e recuperou-se bem. Mas ele ressalva que seu oncologista recomendou menos atividade. “O corpo está dizendo para parar”, frisa. Mesmo não tenho mais responsabilidade administrativa, ficará como uma espécie de consultor informal da Biblioteca Nacional, serviço que prestará por correio eletrônico, informa o jornal “Clarín”, da Argentina.

Deixe um comentário