Euler de França Belém
Euler de França Belém

A história do jornalista americano que ignorou matanças de Stálin e ganhou o Pulitzer

Walter Duranty trabalhou  na União Soviética como correspondente do “New York Times”, mas, vivendo no luxo, distorceu fatos e justificou o regime totalitário

Um escândalo escancara as veias abertas do mau jornalismo às vezes praticado na Alemanha. O consagrado repórter Claas Relotius inventava reportagens e até personagens e, mesmo assim, enganou todos os editores da revista “Der Spiegel”. Graças a um repórter investigativo, afeito aos fatos, o país pôde desmascará-lo. Inicialmente, Juan Moreno quase caiu em desgraça por denunciar e enfrentar um ídolo dos colegas. Relotius perdeu o emprego e a reputação. A reputação da “Der Spiegel” ficou abalada, sobretudo porque ficou evidente que seus controles de qualidade, tidos como rigorosos, não funcionam. A publicação, uma das mais importantes do país, pediu desculpas, mas a desconfiança fica. Porque restou cristalizada a tese de que grandes publicações, que tanto combatem fake news, também são capazes de criá-las.

Claas Relotius: o celebrado jornalista da revista “Der Spiegel” que inventava reportagens e personagens | Foto: Reprodução

A história de Claas Relotius não difere da de Walter Duranty (1884-1957), correspondente do “New York Times” na União Soviética, que fez tanto sucesso que ganhou o Pulitzer, a mais prestigiosa premiação jornalístico-literária dos Estados Unidos. A base deste texto é a reportagem “A verdade sobre o correspondente do ‘New York Times’ que ocultou as matanças de Stálin e recebeu o Pulitzer”, do jornal “Abc”, de Madri, Espanha. A matéria é assinada por Israel Viana.

Em 1921, Walter Duranty observou, em reportagem publicada no “New York Times”, que a fome estava levando os soviéticos à revolta. Milhares de vítimas estavam fugindo para as cidades — em busca de comida. Percebeu que, por causa da fome, as pessoas estavam desesperadas. Ressaltou que 20 milhões de pessoas possivelmente morreriam por falta de alimentos. Chegou a elevar a cifra para 35 a 40 milhões. Mostrava-se, então, um repórter atento, que, com a observação direta, dava notícias verdadeiras e assustadores do que estava ocorrendo no país de Lênin.

Walter Duranty, repórter do “New York Times”, sonegava a verdade para proteger o governo de Stálin e, mesmo assim, ganhou o prestigioso prêmio Pulitzer | Foto: Reprodução

Mas, de repente, tudo mudou. Entre 1928 e 1932, com seu plano quinquenal, Stálin coletivizou as terras dos camponeses (chegando a inventar a figura dos kulaks, para execrar e justificar a matança de camponeses). Ao expor “a excelência da transformação radical das estruturas econômicas e sociais das repúblicas socialistas — em 1930, mais de 90% das terras agrícolas já eram coletivas e a zona rural havia sido convertida em fazendas comunais” —, Walter Duranty ganhou o prêmio Pulitzer, em 1931.

Por que Walter Duranty renunciou ao seu dever de jornalista, sonegando a verdade e mentindo abertamente? Quando as pessoas estavam morrendo de fome ou sendo assassinadas por discordar da coletivização forçada das terras, o repórter do “Times” distorcia os fatos e defendia o governo: “Qualquer informe sobre a fome na Rússia é, hoje, um exagero de uma propaganda maligna. Não há fome ou mortes por inanição”. O período de 1932 e 1933, o do Holodomor, no qual “Stálin provocou a morte de mais de 7 milhões de pessoas”, também foi ignorado pelo repórter-militante do jornal americano.

Stálin, o homem que mandou matar de 25 milhões a 30 milhões de soviéticos, era protegido do correspondente do jornal “New York Times” | Foto: Reprodução

Embora fosse um mentiroso contumaz, Walter Duranty era considerado um repórter admirado, um dos mais influentes de seu tempo. Suas reportagens eram publicadas em vários países, como a Espanha. O stalinismo o usava, à perfeição, para justificar o regime comunista. Pode-se dizer que um americano contribuiu, de maneira decisiva, para edulcorar a imagem do governo comunista no exterior. Bernard Shaw esteve na União Soviética, mas brevemente e pode ter sido enganado pelos hábeis comunistas. Chegou a dizer, de maneira irresponsável: “Nunca comi tão bem como durante minha viagem à Rússia”. Enquanto fazia graça, pessoas morriam de fome ou eram assassinadas por não aceitar as ordens do comunismo selvagem.

Político hábil, Stálin havia decidido ganhar Walter Duranty para a causa comunista. O secretário-geral garantiu privilégios para o repórter — uma vida de luxo em meio à pobreza dos soviéticos. Arranjou-lhe um automóvel de luxo, com motorista. Ele passeava por Moscou e outras cidades com sua amante russa. Vivendo bem, com mesa e sexo de primeira linha, esqueceu, de propósito, como era a vida real do povo — escondendo (e distorcendo) informações graves e ressaltando as “maravilhas” do sistema comunista.

Considerado um amigo da causa comunista, Walter Duranty passou a ter acesso a informações exclusivas do governo — claro que maquiadas —, às quais enviava para os Estados Unidos como se fossem verdadeiras. Para agradá-lo, Stálin aceitou ser entrevistado duas vezes pelo repórter-companheiro de jornada. Outros repórteres sequer conseguiam chegar perto do ditador.

Walter Duranty quando jovem

A União Soviética, na pena de Walter Duranty, se tornou um país idílico, uma espécie de Disneylândia dos reds. O jornal mais influente do mundo, o “Times” — de orientação liberal, e não comunista — se prestou a justificar uma das ditaduras mais cruentas da história. O repórter parecia mais um funcionário do “Pravda” do que de um jornal americano.

Como andava pelo país, pois tinha mais liberdade de movimento do que os demais repórteres, Walter Duranty percebia o que estava acontecendo. Ele sabia que Stálin estava matando pessoas comuns de fome e fuzilando aqueles que discordavam de suas medidas.

A carta da filha de Liev Tolstói

Em 1933, o jornal “Abc” publicou uma carta de uma filha de Liev Tolstói denunciando “as atrocidades de Stálin”. “Faz quinze anos que o povo russo padece.” As pessoas estavam escravizadas e morriam de fome e frio. O governo stalinista tomava a produção dos camponeses e deixava-os à míngua. A produção era comercializada no exterior porque o governo precisava de dinheiro. Ela conta que os camponeses, para não morrerem de fome, escondiam trigo das milícias de Stálin e eram fuziladas sem julgamento.

Depois de viajarem pela Ucrânia, em 1933, outros correspondentes, ao contrário de Walter Duranty, denunciaram a fome e os assassinatos. Gareth Jones, repórter do “Manchester Guardian” e do “New York Evening Post”, contou abertamente que, em todos os lugares por onde passava, ouvia os mesmos gritos dos camponeses: “Não há pão. Nós estamos morrendo”. Quem lia o “Times” ficava com a impressão de que Stálin, o deus comunista, havia criado o Éden na Terra.

Walter Duranty: “comprado” pelo ditador Ióssif Stálin

Irritado com a verdade exposta, que ele via mas não descrevia, Walter Duranty passou a atacar as reportagens críticas como “exageradas” e produto de uma “propaganda mal-intencionada”. Gareth Jones acabou expulso da União Soviética. O correspondente do “Times” continuou sua missão de “desinformação”.

Em 1933, ao visitar o norte do Cáucaso, afetado pela fome, Walter Duranty mentiu mais vez garantindo que os indivíduos não estavam passando fome na região. É provável que até os comunistas ficassem incomodados com seus exageros propagandísticos.

Mais tarde, quando Stálin começou a liquidar integrantes do Partido Comunista — ao menos 700 mil pessoas —, Walter Duranty publicou que o ditador não teria condenado seus “amigos” se as provas não fossem comprometedoras. Culpados — e a culpa era fabricada — deveriam ser fuzilados: eis a lógica do repórter do “Times”.

Em 2003, 80 anos depois, os organizadores do Pulitzer examinaram um pedido do Comitê do Congresso Ucraniano para que o prêmio concedido a Walter Duranty fosse retirado. Um pouco antes, em 1990, instada por estudantes, a equipe que coordena o Pulitzer havia examinado a pendenga, mas decidira não retomar o prêmio. Sig Gissler, administrador dos prêmios e professor de Jornalismo na Universidade Columbia, frisa que a premiação havia sido “concedida numa era diferente e sob circunstâncias diferentes”. Uma tese indigna de um acadêmico do porte do americano.

Acossado pelos leitores, o “New York Times” publicou que as reportagens de Walter Duranty “são uma mostra do pior jornalismo publicado por este diário”. Mas ressalvou, se protegendo e ao seu repórter, que “o prêmio lhe foi concedido por um grupo específico de histórias” a respeito do plano econômico quinquenal e “não sobre a fome que atingiu a Ucrânia de maneira intensa entre 1932 e 1933”. Pura desfaçatez.

22 respostas para “A história do jornalista americano que ignorou matanças de Stálin e ganhou o Pulitzer”

  1. Avatar Hélio de Sá Bandeira junior disse:

    Até hoje é assim.

  2. Avatar Roberto Caldeira Soares disse:

    O que seria do Marxismo comunismo socialismo esquerdismo sem milhares de jornalistas mentirosos como esse Walter Duranty ? Junte-se a essa Legião de Mentirosos Profissionais a maioria dos professores de Ciências Humanas ( História, Filosofia, Direito, Sociologia, etc) e pronto, o medonho sucesso do Marxismo está explicado. A maior Lavagem Cerebral da História da Humanidade ( o Marxismo comunismo socialismo esquerdismo) continua de vento em popa, dominando a maioria do Sistema Escolar e da Grande Mídia. Mas Parabéns ao jornalista Euler de França Belém por nadar contra esse gigantesco tsunami Vermelho.

  3. Avatar lineu carneiro de castro disse:

    Quem quiser ter uma visão do perfil de Walter Duranty, mencionado no artigo, bem como ao jornalista galês Gareth Jones também citado, podem assistir ao filme À SOMBRA DE STALIN (produção polonesa, 2019) da NETFLIX retratando exatamente o cenário mencionado pelo presente artigo.

  4. Avatar Angela cruz disse:

    Esse e mtos jornalistas que agiram e continuam agindo assim é vergonhoso e tragico que humulha e coloca em estado de DESESPERO toda a humanidade que precisa se UNIR para no tudo ou nada SALVAR a os habitantes deste planeta.

  5. Avatar Daniel Xavier de Melo disse:

    A história se repete, é cíclica. Não é por acaso que vemos isto ocorrer hodiermamente com uma parte considerável de jornalistas. É uma questão de “benesses” econômicas e poder. Esta tendência de cultura e mídia da chamada “Mainstreaming” é, ao meu ver, algo preocupante, pois tenta impor, muitas vezes, o pensamento de uma classe divorciada do povo e dos seus anseios e suas necessidades.

  6. Avatar Netho disse:

    Vale a pena conferir o filme polonês disponível na NETFLIX:
    A SOMBRA DE STALIN, lançado em 2019, com duas horas de duração.

  7. Avatar Fatima Dias disse:

    O filme A Sombra de Stálin de 2019, conta essa história. Parece tão atual.

  8. Avatar Wander disse:

    Acabei de assistir ” na sombra de Stalin”

    Realmente toda ideologia trazida pelo Marxismo, comunismo, socialismo e afins de esquerda não sobrevivem sem uma mídia mentirosa

  9. Avatar Guilherme disse:

    Para nós, homens e mulheres comuns, em quem acreditar? Senão na realidade que vemos e vivemos,,,
    Os jornais, as TVs, as fakes existem até hoje, compram e vendem…

  10. Avatar Marcus Vinicius Guerra disse:

    Devemos acreditar em nós mesmos, em nossas estórias, no que testemunhamos, e sempre duvidar quando um estranho conta uma estória diferente do que vimos ou vivemos. O filme “A sombra de Stalin” resgata um pedacinho da História da”ditadura do proletariado” soviética muito pouco conhecida. Em um tempo em que se usa a palavra “genocida” de forma indiscriminada, compreendemos o real significado dela ao assistir o filme.

  11. Avatar Eduardo Tomaz Froes disse:

    Hoje vemos no Brasil vários jornalistas mentindo e desinformando a mesma esquerda podre e mentirosa representado pelo PT e seus co-irmaos

  12. Avatar Denise Costa Meyer disse:

    Comovente a coragem de Gareth Jones.
    Gostei muito do filme e tb desta reportagem de Euler de França Belém. Em tempos onde muitos destes jornalistas de nossa mídia viraram “Durantys”é um alento termos Eulers!

  13. Avatar Luciana disse:

    Após ver o filme, como normalmente gosto de fazer, busquei no Google algumas mais informações, e acabei caindo aqui.
    Parabéns pela publicação tão pertinente caro Euler de França. Somo gratos por ainda haverem alguns como vc.

  14. Avatar Cassio Braz disse:

    Sempre lutei com o princípio de que jornalistas devem ser isentos. Não tender para qualquer lado político. Está história, e o que hoje vemos no Brasil, representa o pior do jornalismo. Temos que ser contra este tipo de jornalismo. Não importante qual seja a mídia, falada ou escrita. Não importa se são grandes, tem século de fundação, enfim nada disso importa. Lutem pela isenção do jornalismo no Brasil, e tenham esta história e este filme como referências

  15. Cara eu vim pelo filme da Netflix que achei um filme que relata a realidade dos burocratas daquela época e os jornais. fico triste que o jornalismo se perdeu durante o tempo . E isso mesmo que vim falar minha visão libertária tenho apenas 13 anos então me desculpem se tiver erros de português.

  16. Avatar Ubirajara Cortez disse:

    Como já mencionado nos comentários, infelizmente nossa grande mídia HIPÓCRITA/MERCENÁRIA, vive cheia de Walters Durantys , no excelente filme A Sombra de Stalin, vemos isso acontecer nos dias atuais, muito triste esse cenário ….

  17. Avatar Valeria disse:

    Concordo com todos os comentários, só quero ressaltar que Stalin NUNCA FOI COMUNISTA,ERA APENAS,MAIS UM FASCISTA APEGADO AO PODER!

    • Avatar Clovis disse:

      Valeria, esse é o papo dos esquerdistas/socialistas/comunistas para isentar a ideologia criminosa quando aplicada no mundo real. Sempre que a ideologia comunista/socialista é aplicada num dado país e o país afunda no caos, ditadura/totalitarismo (ditadura no nível da nazista na Alemanha) e matança desenfreada, como costuma acontecer em 100% dos casos, vem uma “Valéria da época” dizer que, para exemplificar, o que China, Camboja do Khmer Vermelho, Cuba de Castro Coreia do Norte e Venezuela, o ditador ou o regime do dado país não era “comunista”.

      Senhores, pasmem, é brutal o que vou declarar, mas apenas no século 20, mais de 100 milhões de pessoas inocentes foram massacradas apenas nesses países comunistas (que não eram “comunistas” segundo essas “Valérias da hora”) por meio de prisões ilegais e sem provas (a maioria por delito de opinião, normalmente contrária à dos dirigentes comunistas) em campos de concentração piores que os dos Nazistas (que, a propósito, se inspiraram nos dos soviéticos: delegações de nazistas foram visitar os campos de concentração stalinistas para conhecer a “tecnologia empregada”), fuzilamentos e por meio de fome como ocorreu na Ucrânia e em outras partes da então União Soviética, Camboja (metade da população da época) e China (mais de 50 milhões).

      Mas isso tudo ocorreu em menor grau em todos os países comunistas/marxistas.

      Mas olha, aquilo não era o “comunismo”, dizem os comunistas desde de sempre!

      No caso da Ucrânia, o chamado Holomodor foi parte de um plano maior orquestrado pelo Stalin para subjugar o povo ucraniano, que incluiu proibir o ensino de língua e cultura ucraniana nas escolas para crianças e adolescentes; enquanto a fome também era levada para os campos de outras repúblicas da URSS entre os anos de 1930-1935, apenas na Ucrania havia essa subjugação total do povo ucraniano, que incluía os habitantes das cidades passarem fome também, não apenas os dos campos.

      Enquanto povos inteiros eram dizimados pela fome na então USSR, as safras de cereais e grãos diversos parte era usada pelos próprios russos e a maior parte era exportada para os países ocidentais, cujos pagamentos acabaram por consolidar o regime comunista na USSR.

      Cabe lembrar que Stalin também começou a matar os seus inimigos dentro do partido comunista da USSR, cerca de 1 milhão de pessoas fuziladas (muitas logo após julgamento sumário, hoje sabemos com acusações inventadas, pois eram consideradas inimigas em potencial), sem contar as que foram encarceradas em campos de concentração e prisões do Arquipélago Gulag Soviético, conforme denunciado pelo ditador Nikita Khrushchev em 25 de fevereiro de 1956, no XX Congresso do Partido, a respeito dos crimes cometidos pelo Stalin apenas contra os partidários do Partido comunista. Os cometidos com quem não era do partido comunista nunca foram reconhecidos, porque o próprio Khrushchev era um dos carniceiros executores das matanças e prisões ilegais em nome do Stalin.

      Alguns idealistas no início do regime comunista em 1918, como Trotsky, quando passou a comandar o Exército vermelho comunista, mudou de opinião rapidinho e tornou-se um dos mais cruéis dos dirigentes comunistas da USSR, abaixo apenas do Stalin, porque ele percebeu que as pessoas comuns da cidade e campo não queriam viver no “paraíso comunista”, e só através da matança e prisão indiscriminada sem julgamento poderia fazer-se obedecer!

      Assim, quando ouvirem “Valérias” falando essa bobagem de que o comunismo real da USSR, Cuba, Coréia do Norte, China etc. não era comunismo, acreditem, o comunismo mata quando assume o poder total, tornando-se mais que ditadura como conhecemos, tornando-se um país totalitarista pior do que o do regime nazista!

      Enquanto ser nazista ou disseminar o nazismo é crime na maioria dos países democráticos, ser comunista ideológico e militante continua sendo permitido em todos os países democráticos, com essa balela de que eles não querem repetir os erros do comunismo real!

      Não caiam nessa balela, a balela mais mortífera de todos os tempos! Todo comunismo real implantado, com boas ou más intenções iniciais, acaba sendo ditadura/totalitário ou o país abandona o regime rapidinho porque chega ao caos muito rapidamente.

  18. Avatar Vilmar Jacques disse:

    Lamentável e deplorável distorcer uma realidade, somente para colher frutos das benéficies do poder. Vindo essa atitude de parte de um jornalista que trabalhava num dos maiores jornais do mundo, na época o maior, nos transporta para a atual realidade brasileira. Vimos escancarar dois lados de uma mesma moeda ideológica, com visões opostas sobre os mesmos fatos. Jornalistas de esquerda chamando os atuais governantes “genocidas” em função de uma Pandemia, que não criamos e jamais desejaríamos passar, e a Direita no poder quase não podendo governar, por ter que desfazer retoricas e Fake’s. Os dois lados de uma chamada “impressa”, branca x marron, se gladiando, cada qual pra defender suas crenças e realidades idealistas. Infelismente, quem pensar, jamais deixaremos de (ver e ouvir) presenciar, e as futuras gerações, também, fatia como os sabiamente narrados.
    O poder move a Humanidade. O Maior dos Livros já escrito, o mais lido e seguido nos ensina e Tênis Um único Deus, Soberano sobre tudo e todos, além do Universo, e mesmo assim, nos ensinado que somos todos Irmãos, vivemos em várias guerras, sem FIM.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.