Desde que governos de esquerda ascenderam no Brasil, há um esforço doutrinário para fazer crer que o brasileiro é racista.

Esse esforço foi acelerado nos governos petistas, e mais, desde 2007, quando se discutiam as quotas raciais nas universidades (implantadas em 2012). Ganhou corpo na “imprensa tradicional”, majoritariamente esquerdista, e assumiu cunhos de pregação oficial nesses governos ditos “progressistas”.

Essa pregação presta um grande desserviço à convivência civilizada entre os brasileiros, estimula, ela sim, um racismo artificial e se constitui em uma grande falsidade histórica.

Se houve um sociólogo brasileiro com respeito internacional, ele foi Gilberto Freyre. Seu clássico “Casa Grande & Senzala” foi publicado em 1933.

Freyre afirmava que a miscigenação brasileira — que é indesmentível — corrigiu a distância social entre brancos e negros ou índios, que existiu em outros países.

Outro sociólogo patrício famoso, Sérgio Buarque de Holanda, em seu também clássico “Raízes do Brasil” (de 1936), reconheceu nessa mistura de raças um traço positivo em nossa formação cultural.

Abdias do Nascimento, intelectual negro, que viveu de 1914 a 2011, e era combativo defensor da causa negra, rendia tributo à miscigenação brasileira e suas consequências sociais, que citava como exemplo para países racistas.

Em nossa cultura jurídica nunca estiveram presentes dispositivos legais de discriminação racial que existiram mesmo nos tempos mais democráticos e em nações de vanguarda, como nos Estados Unidos. E que existiram na África do Sul e em alguns países anglo-saxônicos ou asiáticos.

Nossos colonizadores portugueses, ao contrário de outros, nunca se opuseram à mistura de raças e às vezes até a estimularam.

Nossa cultura de país em formação foi dominada por intelectuais negros no fim do século XIX e no começo do século passado, como Machado de Assis, Lima Barreto, João do Rio, Maria Firmina dos Reis.

Racismo e verve brasileira

Não se confunda com racismo a verve brasileira, pois somos um país alegre, cheio de chistes quanto a portugueses, judeus, japoneses, negros, índios, sírio-libaneses e até quanto a nós mesmos.

Jamais ouvi uma queixa dos sírio-libaneses, apodados de “turcos” e alvo das brincadeiras, aqui no Centro-Oeste, onde abundam, mais do que outras minorias. Sabem diferenciar brincadeira de racismo.

Já quanto aos governos petistas, temos visto verdadeiras pregações racistas, venham de simpatizantes, venham de componentes do governo, e até de ministros. Um gracejo é recebido por eles com um mau humor hostil. Não é difícil de se compreender esse comportamento. Ele é ensaiado, orquestrado e adotado pelos seguidores da seita esquerdista, até por aqueles (e são muitos) que não sabem o que estão fazendo.

Afinal, o racismo é um componente valioso na luta de classes marxista, e não pode ser deixado de lado. Se não existe, é preciso criá-lo. É o que fazem por aqui.

O deputado estadual petista Renato de Freitas, que é negro, caiu na revista aleatória que fazem nos aeroportos contra o contrabando, em Foz do Iguaçu. Eu próprio já caí em uma e nada vi demais. É para a segurança de todos e prevista em normas da Anac. Mas o deputado fez um escândalo, e buscou a imprensa, alegando racismo. Faz o trabalho que lhe encomendam as esquerdas. Aliás, já havia perdido um mandato de vereador por falta de decoro.

A ministra Matilde Ribeiro, da Igualdade Racial no governo lulista, de 2003 a 2008, dizia que não era racismo um negro insultar um branco; era apenas uma desforra justificável. Já o contrário …

Dizia também que era natural um negro não querer conviver com um branco, ou mesmo não gostar de um branco. Se isso não é racismo, fica um tanto difícil definir o que é.

A ministra acabou caindo, por escândalos nos gastos com o cartão corporativo do ministério, mas até nisso o racismo foi invocado. O deputado petista José Cândido declarou, à época, que havia exagero midiático e racista quanto a Matilde Ribeiro e quanto a Orlando Silva, por serem negros.

Ora, Orlando Silva caíra do Ministério dos Esportes por acusações de corrupção e mau uso, também, do cartão corporativo ministerial. Corrupção virou racismo, deputado José Cândido?

A professora petista Bárbara Carine, dias atrás, em entrevista a uma emissora de rádio, falava da “branquitude”, que ela define como um estado de superioridade artificial que se consolidou ao longo dos séculos e de que se beneficiam todos os que são brancos, mesmo no Brasil. Seu metafórico dedo em riste apontava para todos os que não têm pele negra, vermelha ou amarela, como se dissesse: “Vocês são racistas, ainda que por herança”.

Fala-se nas diferenças econômicas, como se fossem consequências únicas do racismo. Metade da população brasileira é negra, mas só 20% dos ricos são negros, alega-se, com razão.

Mas sem razão sugerindo que existe um racismo que impede ao negro a ascensão econômica. As razões das diferenças econômicas são muitas e pouco ou nada têm a ver, no Brasil, com racismo. Tanto que não atingem apenas frações raciais, mas são, principalmente, regionais.

Enfim, quer se acender aqui um racismo que nunca inflamou, e por razões ideológicas. Quer se estender aqui, a toda a população brasileira, ordeira, cordial, antirracista mesmo, a vergonha que só pertence a alguns poucos ignorantes ou mentalmente perturbados.

Esse estado de espírito artificialmente racista existe, se o leitor estiver no meio artístico, no meio universitário ou no meio jornalístico, cujos próceres querem que ele exista.

Mas tente encontrá-lo num meio confiável, como nas Forças Armadas, e verá que nada há que se pareça com ele nos quartéis, onde todas as diversidades raciais convivem em total igualdade.

Países mais racistas do mundo. Irã e Rússia lideram

No mês passado o jornal londrino “Evening Standard” publicou uma reportagem da jornalista local Beril Naz Hassan na qual o título inquiria: “Quais as nações mais racistas?”

A jornalista publicava uma pesquisa conduzida pelo World Values Survey, uma organização mundial de cientistas que se dedica a pesquisas de valores e costumes em cerca de 100 países, e decodificada pelo Kings College London.

A enquete buscava saber o percentual dos habitantes dos países pesquisados que admitiam restrições racistas. O leitor, que como todos nós vive em meio a informações e desinformações, por certo se surpreenderá com o resultado. Entre os 24 países estudados e comparados, são os mais racistas:

1 – Irã (42%)

2 – Rússia (32%)

3 – Japão (30%)

4 – China (26%)

5 – Grécia (26%)

6 – Marrocos (23%)

7 – Coréia do Sul (22%)

8 – Egito (20%)

9 – Polônia (19%)

10 – Itália (18%)

11 – Filipinas (17%)

12 – Indonésia (17%)

13 – México (14%)

14 – Espanha (13%)

15 – Nigéria (13%)

16 – França (10%)

17 – Austrália (9%)

18 – Canadá (9%)

19 – Estados Unidos (8%)

20 – Noruega (5%)

21 – Inglaterra (5%)

22 – Alemanha (4%)

23 – Brasil (3%)

24 – Suécia (3%)

Nada disso foi ou será publicado por nossa “grande imprensa”. É preciso dizer algo mais?