Irapuan Costa Junior
Irapuan Costa Junior

Cantanhêde, Gaspari, Janio de Freitas e Mario Sergio Conti compõem o gabinete do ódio de esquerda?

O marxismo nasceu do amor ao proletariado e aos oprimidos? Nada isso. Nunca se vê um marxista pregando ou praticando a tolerância

Gabinete do ódio

Janio de Freitas: colunista da “Folha de S. Paulo” | Foto: Reprodução

Sempre que ouço ou leio a locução “Gabinete do Ódio”, me vem à mente a imagem de uma sala, onde estão sentados à volta de uma mesa vários jornalistas da chamada “grande imprensa”: Eliane Cantanhede, Elio Gaspari, Janio de Freitas, Luis Fernando Verissimo, Kennedy Alencar, Mario Sergio Conti, Miriam Leitão, Ruy Castro e alguns mais. Por que será?

Combustível do marxismo

Terá o leitor observado que o marxismo, teoricamente nascido de um amor ao proletariado e aos “oprimidos”, na verdade é uma prática de ódio? Nunca se vê um marxista pregando ou praticando sequer a tolerância, quanto mais o amor. Todos odeiam a burguesia e os burgueses; o capitalismo e os capitalistas; o latifúndio e os latifundiários; o consumismo e os consumistas; a intelectualidade “alienada” e seus componentes; os artistas “não engajados”; a direita e os direitistas; os EUA e os estadunidenses, principalmente os republicanos; Donald Trump e Jair Bolsonaro. E assim por diante. E não é um odiozinho de retórica. É um ódio furibundo mesmo. De sangue. De se alegrar quando um adversário é esfaqueado ou contrai Covid-19. Como se viu na prática em todos os lugares onde o marxismo assumiu o poder.

A rádio CBN e a China

Lula da Silva e Kennedy Alencar | Foto: Reprodução

Num destes dias, eu ouvia, na rádio CBN, comentários do jornalista Kennedy Alencar, feitos desde Washington, onde, ao que parece, é correspondente de um ou mais órgãos de imprensa. Falando da pandemia, apontava dois genocidas: sim, Donald Trump e Jair Bolsonaro, que no seu entender, seriam inteira e indiscutivelmente responsáveis pelas mortes nos EUA e aqui, respectivamente. Nenhuma palavra sobre a China, a OMS, seus dirigentes, a origem e a difusão do Covid-19.

O ódio cega, já dizia o Padre Antônio Vieira. Não só Kennedy Alencar, mas todos os jornalistas de esquerda fazem silêncio o mais profundo sobre o fato de o vírus ter origem indiscutivelmente chinesa; quase que certamente produzido em laboratório; rapidamente controlado em Wuhan, onde escapou, mas com o fato ocultado a princípio do resto do mundo. Os jornalistas não falam na tentativa de despiste, sob a alegação de ser um vírus natural transmitido pelo morcego; nem de ser um vírus que se espalhou, na melhor das hipóteses, afinal, por descuido de autoridades chinesas e omissão da OMS.

Os mesmos jornalistas perdoaram as falhas indefensáveis e a demora voluntária da OMS em alertar o mundo, por estar à sua frente, também, um “companheiro”. Pense bem, leitor: algum jornalista de nossa “grande imprensa” alguma vez levantou a menor acusação de que Xi Jinping, o presidente chinês, ou o Tedros Adhanom, o chefão da OMS, devessem ser acusados de algo quanto ao vírus, mesmo que fosse apenas de delonga ou omissão em emitir um alerta ao mundo? Nunca. Isso é impensável, em se tratando de “companheiros”. Já Trump e Bolsonaro…

Kennedy Alencar vai para Havana?

Ao ouvir Kennedy Alencar, de Washington, esbravejando contra os EUA, lembrei-me de Roberto Campos afirmando que a esquerda brasileira adora o regime cubano, mas não abre mão do consumismo burguês, que passa longe de Havana. Kennedy não parece estar desconfortável nos EUA, onde todos os refrigérios da vida moderna estão à sua disposição. Mas se está em um ambiente que não lhe agrada, tem a opção de pedir transferência e ser correspondente em Cuba. Ou na Venezuela. Por que não?

Coronavírus: ainda, em parte, uma incógnita | Foto: Reprodução

A ciência e o novo coronavírus

O descompasso entre as ciências físicas e biológicas ficou ainda mais evidente nos últimos acontecimentos. Enquanto sondas espaciais fazem explorações precisas em planetas do sistema solar e seus satélites, o novo coronavírus dá um verdadeiro baile nos infectologistas do mundo inteiro, que, oito meses após o anúncio do novo vírus, pouco ou nada sabem com segurança sobre ele.

Palpites, os há para todos os gostos. Basta ver as entrevistas dos “especialistas” nas televisões. Certeza, nenhuma. Um exemplo: a primeira notícia era de que se tratava de um vírus altamente contagioso, o que provocou o pânico e as quarentenas apressadas, destruindo vários setores da economia mundo afora. Até agora, contudo, nada se sabe dos mecanismos de contágio.

A prova está ao alcance do leitor, que por certo conhecerá alguém que, contaminado e assintomático ou quase, não terá transmitido o vírus aos familiares mais próximos, apesar do convívio caseiro por dias seguidos. E na incerteza da grande maioria dos que adquiriram a doença sobre onde e como foi contraída. Nenhuma autoridade médica sabe qual a medicação certeira a ser usada em caso de contágio e se existem drogas que o previnam.

Os maiores infectologistas sequer sabem se a contaminação provoca imunidade. Houve a afirmativa de que a fatalidade da doença estava ligada a comorbidades. Morreriam os já vítimas de outras doenças. Como explicar então a grande incidência de mortes pelo Covid-19 entre nossos policiais militares, sabidamente saudáveis e com bom preparo físico? A ciência não sabe. E as vacinas?  Ainda não sabemos quando teremos uma confiável, entre as várias prometidas mundo afora. E nossos jornalistas quando querem criticar alguma autoridade por essa ou aquela medida tomada ou por uma simples opinião, invocam a “ciência”. Qual ciência? Chega a ser risível.

Múmias despertas

O ruído da visita do secretário de Governo de Trump, Mike Pompeo, à nossa fronteira com a Venezuela, em companhia do chanceler Ernesto Araújo, despertou várias múmias, há muito adormecidas em seus sarcófagos: Fernando Henrique Cardoso, Celso Lafer, Aloysio Nunes, José Serra, Celso Amorim, Francisco Rezek.

Celso Amorim e Celso Lafer: ex-ministros das Relações Exteriores | Foto: Reprodução

Todos se levantaram protestando contra a visita de solidariedade do americano às instalações brasileiras de acolhida dos venezuelanos desesperançados e muitas vezes famintos, que fogem da ditadura de Nicolás Maduro.

Em sua irracionalidade ideológica desprezam o desespero de homens, mulheres, velhos e crianças, que abandonaram tudo o que possuíam em busca de um fio de esperança em terras brasileiras. Ex-chanceleres, todos os seis, emitiram uma nota de condenação dos governos brasileiro e americano, sobejamente divulgada pela “grande imprensa”, em meio a orgasmos múltiplos desta. Estão alegando que a visita é uma violação do “direito de autodeterminação dos povos”, um jargão dos tempos de Stálin. Acredito que Rezek tenha se deixado levar por um início de Alzheimer para se misturar com essa turma, ele que foi sempre um líder exemplar.

Os demais têm muito em comum: são marxistas de vários matizes: Fernando Henrique e Celso Lafer, esquerda caviar; Aloysio Nunes (ex-motorista do terrorista Carlos Marighela, da ALN) e José Serra, esquerda revolucionária; Celso Amorim (dedicado ex-servidor do regime militar), esquerda cristã nova.

Mais do que isso, todos guardaram silêncio obsequioso quando o ditador Evo Morales sequestrou as instalações da Petrobrás na Bolívia sem indenizar nosso povo e quando nosso dinheiro foi dado para fazer o Porto de Mariel, indevido presente de Dilma Rousseff para a ditadura cubana.

Como pode Celso Amorim falar de soberania, se ele, quando embaixador na ONU, foi um verdadeiro garoto de recados dos EUA, forçando o Senado a aprovar a adesão do Brasil ao Tratado de Não Proliferação das Armas Nucleares? E Celso Lafer, por que não enfrentou os americanos quando foi obrigado a tirar os sapatos, em 2002, nos aeroportos de Miami e Washington, embora fosse na época a maior autoridade diplomática brasileira? Maus professores, piores lições.

Armamento

Informam as indústrias do setor: as vendas de armas leves dobraram neste ano, em relação ao ano passado. As vendas de munições mais que quintuplicaram.

Já a criminalidade 0151 os assassinatos inclusive — caíram mais de 20%. Segundo os “especialistas” televisivos, deveria ter ocorrido justamente o contrário. Isso foi dito e alardeado por eles de sobra. E agora? O que vão dizer esses “especialistas”? E as ONGs desarmamentistas financiadas com dinheiro de fora?

3 respostas para “Cantanhêde, Gaspari, Janio de Freitas e Mario Sergio Conti compõem o gabinete do ódio de esquerda?”

  1. Marcus Dias disse:

    Nosso eterno governador de Goiás homem probo e que conduziu nosso estado com dignidade um estadista goiano de.respeito. mais uma vez se posicionado com clareza e acerto. De acordo com seu parecer nobre goiano

  2. Graça Borghi disse:

    Excelente artigo. Mandem mais!

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