Francisco do Carmo descobriu aos 50 anos que tinha diversas placas de gordura nas artérias do coração, consequência de anos convivendo com colesterol alto. Hoje, aos 65, o garçom goianiense acumula mais de 17 corridas oficiais no currículo, incluindo a 100ª edição da São Silvestre, e afirma que pretende continuar correndo enquanto tiver condições.

O diagnóstico surgiu durante um exame de rotina e mudou completamente sua relação com a saúde. Para controlar o quadro, os médicos recomendaram a prática regular de atividades físicas. “Escolhi a corrida como exercício. Com o tempo, a gente vai tomando gosto por essas coisas. Resolvi até praticar mais”, conta.

Desde então, ele participou de mais de 17 corridas com inscrição oficial, incluindo a tradicional São Silvestre, realizada anualmente na capital paulista. Além disso, também participa das romarias para Trindade, saindo direto do trabalho ao lado de colegas que fazem o percurso.

Além da corrida, Francisco também pratica ciclismo e musculação, embora com menor frequência.

Para o corredor, a principal motivação das provas é participar, e não disputar posições no pódio. “Já participei de várias corridas, mas é só pela participação mesmo. Meu objetivo é concluir o percurso e conquistar medalhas”, afirma.

Mais do que as medalhas, Francisco valoriza o convívio com outros corredores, a energia do público ao longo do percurso e as amizades construídas por meio do esporte. Segundo ele, a corrida também contribui para a saúde mental, aumenta a disposição e melhora a qualidade de vida.

O esporte ainda o mantém próximo da família, formada pela esposa, filhos e irmãos, que sempre o incentivam. “O incentivo da família é primordial, tanto da minha esposa quanto dos meus irmãos e dos filhos. Todos me incentivam muito, justamente por conta da idade, que foge do padrão dos atletas.”

A principal mensagem que deixa para quem pretende começar a correr é que qualquer atividade física traz benefícios, enquanto o sedentarismo só faz mal à saúde. “Quando pratico uma corrida e volto para casa todo vitorioso, me sinto como um campeão”, reflete.

Leia também: Câmara aprova reconhecimento de corrida de rua como Patrimônio Cultural de Goiânia