De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Censo Demográfico 2022 apenas coletou 35% das informações. Cabe ressaltar, que devido à pandemia de Covid-19, houve atraso de dois anos para a realização das entrevistas. A coleta teve início nacionalmente em 1º de agosto.

Anteriormente, a estimativa do órgão era concluir as pesquisas neste mês. No entanto, o novo prazo foi estendido até dezembro. Para se ter ideia, somente oito dos 27 Estados, mais o Distrito Federal, conseguiram alcançar 50% das informações. Desses, sete são do Nordeste e um do Norte.

A assessoria de imprensa do IBGE em Goiás informou, nesta quinta-feira, 27, que na próxima semana, em 1º de novembro, será divulgado o terceiro balanço do Censo. “Acreditamos que será o momento oportuno para esclarecimento de todas as dúvidas, inclusive comparando com outras unidades da Federação”, citou.

Ao Jornal Opção o presidente do IBGE, Eduardo Luiz Gonçalves Rios Neto, elencou desafios em Goiás enfrentados pelos recenseadores, no mês de setembro. Segundo ele, os dados são dinâmicos, mas obtido crescimento conforme os pesquisadores avançam pelo interior. Embora, “algumas dificuldades pontuais”, ele acrescenta: “No primeiro balanço do Censo Demográfico, constatamos que cerca de 604 mil domicílios já foram recenseados. Mais de 1,7 milhão de pessoas moram nesses domicílios”, no Estado, afirma.

Por Estado

No ranking nacional de Estados que têm alcançado bons índices da pesquisa, Sergipe aparece com o maior percentual (62,2%). Logo depois, Piauí (60,3%); e Maranhão (59,9%). Amazonas, o representante do Norte, é o quarto, com 59,4%. Os demais são: Ceará (57,1%), Rio Grande do Norte (57%), Alagoas (56,7%) e Pernambuco (54,5%).