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Tribunal do juri da internet condenou entendimento de juíza que agiu de maneira "legal e constitucional". Abracrim nacional e regional divulgaram mensagem de apoio e juíza respondeu às criticas por meio de seu perfil nas redes sociais

Uma polêmica envolvendo o nome da juíza Placidina Pires, titular da Vara dos Feitos Relativos a Organizações Criminosas e Lavagem de Capitais de Goiás, vem ganhando grande repercussão nas redes sociais desde a última terça-feira, 5.
A juíza foi veementemente criticada por ter concedido liberdade provisória a advogada suspeita de integrar quadrilha envolvida em lavagem de capitais e jogos de azar. Ela foi posta em liberdade após apresentar graves problemas de saúde por se alimentar mal no presídio devido ao fato de ser vegana.
O assunto estampou as páginas dos jornais e ganhou ainda mais musculatura depois que os deputados federais por São Paulo, Eduardo Bolsonaro (PSL) e Carla Zambelli (PSL) replicaram a notícia em suas redes sociais.
No post de Eduardo, há o acréscimo da seguinte mensagem: "O Brasil não é para principiantes. Enquanto em todo o mundo a primeira coisa que ocorre a um preso é perder determinados direitos, no Brasil é o contrário, a preocupação é em preservar todos os direitos do preso. Não a toa temos toda essa criminalidade". Já a deputada Carla Zambelli resumiu: "Parece piada, mas não é...".
As publicações de ambos registram, juntas, mais de 17 mil comentários, dentre eles o da artista Antônia Fontenelle que escreveu: "Eh o país que vocês governam, ou colocam ordem nesse puteiro, ou será dai pra pior". A mensagem deixada por Fontenelle nos comentários já registrou mais de 2.800 curtidas.
No entanto, depois do alvoroço, a juíza resolveu ir às redes para mostrar que nem tudo é como parece. Em um post em seu perfil pessoal no Instagram, Placidina repostou a foto compartilhada por Zambelli acrescida da seguinte legenda:
Sobre a "vegana", esclareço que a liberdade com monitoração eletrônica foi concedida à ré não pq ela é "vegana", mas, pq, em função dessa pecularidade, apresentava grave estado de saúde. Além disso, é primária, o crime não é de natureza violenta (decorrente do jogo do bicho), possui endereço certo (advogada) e não havia risco de fuga ou de que venha a atrapalhar a instrução processual , de modo que fazia jus à liberdade provisória. O Ministério Público, inclusive, concordou com a soltura. Aliás, o benefício seria concedido a qualquer outro réu nessas condições, como aconteceu com um outro preso desse mesmo caso que contraiu COVID-19. Infelizmente, o "foco" dado à matéria choca o leitor e o induz a criticar a decisão sem conhecer o caso concreto. Lamento que pessoas sérias que eu admiro tenham caído nessa pauta de "desconstrução" do Poder Judiciário. Quem me conhece sabe da seriedade do meu trabalho. Estou há mais de um ano, sozinha, à frente de uma vara de combate a ORCRM's [organizações criminosas] em Goiás. É natural, às vezes, desagradar. Qto [quanto] às criticas, recebo-as com humildade e serenidade.
Mensagem divulgada nas redes sociais
A juíza ainda marcou, na mensagem acima, ambos os deputados federais para que pudessem ver e entender seu real posicionamento sobre o caso em questão.
Diante da proporção tomada pelo caso, bem como os ataques à juíza, a Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (Abracrim) divulgou uma nota de apoio à Placidina.
No documento, a Associação enfatizou que a decisão adotada pela juíza é "legal e constitucional", e acrescentou: "O fato teve ampla repercussão nacional, com equivocadas e imerecidas críticas a decisão da Juíza de Direito, deixando antever que o benefício legal teria sido somente em razão da suspeita ser “vegana” o que não corresponde à verdade dos fatos".
"É de se lamentar que, em um cenário civilizatório, a desinformação e deturpação da verdade e do direito tenha tomado rumos nefastos ao ponto de se tentar denegrir a imagem da magistrada Placidina Pires que proferiu a sua decisão sob o prisma humanitário, do Direito e da Justiça. A Abracrim nacional e regional Goiás, apoiam a decisão da Juíza de Direito Placidina Pires que, nem de longe, representa impunidade como setores da imprensa e alguns desinformados tentam passar essa falsa premissa para a sociedade", finaliza.
Pagamentos começam a ser liberados após análise da documentação final, que inclui certidões e declarações

