Bastidores
Em Cristianópolis, a disputa não parece ser cabeça a cabeça. O ex-prefeito Iris Aurélio (PSDB) é apontado como favoritíssimo. A disputa deveria ser contra o atual prefeito, Jairo Gomes. O problema é que Jairo deixou o PSDB, partido que presidia e inviabilizou-se.
Em Alto Horizonte, outro tucano é tido como favorito. Trata-se do ex-prefeito Cabo Borges. Diz que levará uma faculdade de medicina para a cidade.
A disputa em Uruaçu é entre Lourenço Neto (PTB), que tem o apoio do deputado federal Jovair Arantes, do deputado estadual Zé Antônio e do ex-prefeito de Itumbiara Zé Gomes, e Valmir Pedro (PSDB), que tem o apoio do deputado federal Thiago Peixoto.
O vice-governador José Eliton (PSDB) tem andado muito pelo estado, devido às articulações para as eleições municipais. A cada semana está em uma cidade diferente e aliados apontam que isso o favorece, pois o torna conhecido. Um pepista chega a dizer: “Está em plena pré-campanha para o governo”.
O PP se esfacelou em Anápolis. É o que diz um pepista. Após a saída do vice-governador, José Eliton, que foi para o PSDB, houve um vácuo na sigla municipal. “E Wilder [Morais, senador] não se deu conta disso. Deixou o partido se esvaziar numa cidade importante como Anápolis”, relata o político.
Reunião entre PMDB, DEM, PRP e SD nesta quarta-feira (27/7) reacendeu possibilidade do ex-prefeito ser o candidato da oposição
Representantes do PMDB, DEM, Solidariedade e PRP em Goiás estão reunidos neste momento para discutir as eleições municipais deste ano na capital. A formação da chapa é motivo de especulação, desde que o ex-governador Iris Rezende (PMDB) confirmou sua aposentadoria política, deixando de vez a disputa pela Prefeitura de Goiânia. Na pauta também estão as recentes movimentações do PMDB no sentido de um possível apoio à pré-candidatura de Vanderlan Cardoso (PSB). A possibilidade é bem vista pelo diretório regional, mas encontra dificuldades no metropolitano, que insiste em uma candidatura própria. O presidente do PMDB metropolitano, deputado Bruno Peixoto, o senador Ronaldo Caiado (DEM) e o deputado federal Lucas Vergílio (SD) participam da reunião.
Divergência entre grupos do ex-prefeito e dos Vilela sobre sucessão em Goiânia mostra que partido ainda não conseguiu a unidade
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Com a saída de George Morais da presidência, filiados afirmam não saber quem é o novo comandante e partido fica a ver navios[/caption]
Há algo de estranho acontecendo no PDT de Goiás. Segundo consta, com a saída de George Morais da presidência do partido, criou-se um vácuo na legenda.
Manuel Bernardes, pré-candidato a vereador em Nova Aurora, conta que em várias cidades de Goiás, sobretudo em Nova Aurora (cidade onde a legenda iria lançar candidato à prefeitura), o PDT corre o risco de não ter candidatos porque o partido não tem diretório nem comissão provisória.
"E ninguém sabe quem é o presidente estadual do partido. Não veio ao interior e nem deu notícias. E nós nem podemos mais mudar de partido". A esperança dos pré-candidatos da sigla, agora, é falar com a executiva nacional do PDT ou com o próprio presidente, Carlos Lupi. Estão ligando a Brasília sem parar.
Interlocutores peemedebistas avaliam que não vale a pena correr risco com o nome do PSB
Maione Padeiro, pré-candidato a vereador pelo PV, será o único civil de Aparecida de Goiânia homenageado com a Medalha da Ordem do Mérito Tiradentes, a maior condecoração concedida pela Polícia Militar de Goiás. A honraria será entregue em evento que comemora o aniversário da PM em Goiás, com a presença do governador Marconi Perillo (PSDB), na Academia da PM. Será no dia 28 de julho.
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Delegado Waldir e Vanderlan Cardoso lideram as pesquisas | Fotos: Renan Accioly/ Jornal Opção[/caption]
Waldir “o delegado” Soares (PR) está, sem dúvida, como o favorito em Goiânia. Está bem avaliado e conta com a fama de seus recém-conquistados 178.708 votos na capital; votos que o colocaram como o deputado federal mais bem votado da história goiana. Mais: Waldir é largamente conhecido na região Noroeste, uma das mais populosas da cidade e que tem um grande número de eleitores. Mais: sendo delegado da Polícia Civil, e fazendo questão de fazer do título seu nome eleitoral, Waldir toca em um dos maiores desejos do goianiense: segurança.
Por esse conjunto de fatores, Waldir é apontado como favorito. Há quem diga que ele foi um dos motivos da desistência de Iris Rezende (PMDB), que liderava as pesquisas, mas parecia ter atingido um “teto eleitoral”. Muitos atribuem esse não crescimento de Iris a Waldir, visto que o deputado divide parte do eleitorado irista. Dessa forma, Iris, com pesquisas em mãos, teria visto que poderia perder e por isso desistiu; se perdesse, seria o fim de sua carreira.
Mas perderia para quem? Essa é a pergunta. Waldir sozinho não conseguiria derrotar Iris, tanto que, após a saída do peemedebista, ele não foi o único a “herdar” o eleitorado irista. Vanderlan Cardoso (PSB) também “herdou” os votos de Iris. Seria Vanderlan o ponto de desequilíbrio da suposta pesquisa do peemedebista.
Agora, com Iris fora, Waldir e Vanderlan disputam para saber quem será favorito da população. Waldir é largamente conhecido e, embora um pouco na frente, parece ter batido no tal “teto eleitoral”. Seu potencial de crescimento parece ser pequeno., sobretudo no meio da classe média, que o observa com desconfiança. Por isso, o delegado escolheu Zacharias Calil (PMB) para ser seu vice. O médico desfruta de uma alta aprovação com as classes mais altas, pois é visto como um profissional de competência. Aliás, Calil tende a aliviar outra questão para Waldir: a bandeira única. A visão que muitos eleitores têm é que Waldir só entende de segurança, pois é só disso que fala. Calil, que é médico, pode colocar em questão a bandeira da saúde. Porém, sua presença apenas alivia o problema; não resolve.
Do outro lado, Vanderlan, por incrível que pareça, ainda é desconhecido de parte da população e tem a seu favor uma gestão muito elogiada no currículo. Senador Canedo tem dois momentos: antes e depois de Vanderlan. Pelo menos é o que dizem os moradores. Isso é visto pela população de Goiânia, que anseia por um gestor de qualidade e que saiba suprir as necessidades da cidade em todos os aspectos. Por esse conjunto de fatores, Vanderlan parece ter mais condições de alcançar o favoritismo. Mas a campanha ainda não começou e pode ser que nenhum dos dois seja o escolhido. Dependerá das alianças que fizerem e das estruturas que conquistarem. O PR tem dinheiro; o PSB tem estrutura. Um dos dois deve se unir ao PMDB; o outro à base do governo estadual. Veremos.
É inegável que Maguito Vilela (PMDB) faz uma boa gestão em Aparecida de Goiânia. Até a oposição reconhece e, por isso, vai com força total para tentar vencer o candidato do prefeito nesta eleição. A base do governador está praticamente unida em torno de Alcides Ribeiro (PSDB) e Silvio Benedito (PP). Os dois deverão ser confirmados como os candidatos da oposição à Prefeitura no próximo dia 30, quando acontece a convenção dos partidos. Até agora, além do PP, estão confirmados na coligação tucana: PSL, PMN, PMB, PV, PTN, PEN, Rede, PTdoB e Pros. As únicas legendas que não estão no apoio são PSB e PTB, que têm candidatos próprios — Marlúcio Pereira e William Ludovico, respectivamente — e PSD, que parece querer apoiar Gustavo Mendanha (PMDB). Os dois escolhidos representam duas das bandeiras que deverão ter mais peso nestas eleições: educação e segurança. Alcides é professor e dono da Faculdade Alfredo Nasser (Unifan) e Silvio, que é coronel da Polícia Militar, foi comandante-geral da PM por três anos. Se trabalhados da maneira certa, os dois temas deverão garantir a atenção do eleitorado para as propostas da chapa, sobretudo segurança, que é o principal ponto de fragilidade não apenas do Estado, mas do País atualmente. A dupla ainda conta com o apoio do governo. A decisão da chapa aconteceu em reunião com o vice-governador José Eliton (PSDB), que é também secretário de Segurança Pública. Isso poderá suporte às propostas apresentadas nessa área. Além disso, há vários empresários na coligação — o próprio Alcides é empresário —, o que chama atenção para outro ponto importante em Aparecida, que tem um polo industrial forte e uma classe empresarial atuante. O conjunto dos fatores poderá complicar a vida de Gustavo Mendanha, que ainda não decidiu sua vice — tudo indica que será o vereador Nascimento Macedo (DEM). A campanha está aberta, é claro, e as duas chapas deverão polarizar a eleição deste ano, com chances reais de vencer o pleito.
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Heuler Cruvinel durante entrevista ao Jornal Opção | Foto: Renan Accioly[/caption]
Heuler Cruvinel está dominando o cenário eleitoral em Rio Verde. O PR da deputada federal Magda Mofatto é mais um partido a declarar apoio ao pré-candidato do PSD. O interessante é que, nos bastidores, o partido já era dado como certo na vice de Lissauer Vieira (PSB), adversário de Heuler na cidade. Magda nega que tinha acertado a vice, mas reconhece que manteve conversas com o PSB.
“O PR ficou muito forte com a nossa reestruturação e, por isso, tornou-se um partido muito cobiçado, tanto pela estrutura quanto pelo tempo de rádio e TV [o partido tem mais de 1 minuto]. É verdade que Lissauer tem nos procurado incessantemente. Nós ainda não definimos, mas a tendência é de que nós caminhemos com Heuler Cruvinel”, afirma a presidente do PR em Goiás.
Sobre a vice, Magda diz que o partido vai conversar e que é possível a indicação. Na cidade, o PR tem Iran Cabral, que é presidente da Câmara Municipal de Rio Verde. Porém, o PR vai disputar com 12 legendas, pois Heuler aglomera agora 13 partidos, contando com o seu, na coligação. São eles: PSD, PTN, PMB, PRB, PP, PTB, PMN, PSDB, PHS, PTdoB, PEN e Pros. Conversas estão sendo mantidas ainda com PTC e SD.
O deputado federal e presidente regional do PPS, Marcos Abrão, tem andado muito nas últimas semanas. Tendo ao seu lado o deputado estadual Virmondes Cruvinel, Marcos tem viajado a fim de fortalecer as candidaturas do partido pelo Estado. Porém, o deputado não deixa de estar de olho em Goiânia. Na capital, o PPS é o único partido — até o momento — a declarar apoio à pré-candidatura de Vanderlan Cardoso (PSB). E, por isso, Marcos acredita que o PPS deve indicar a vice do pessebista, independente das alianças a serem realizadas no futuro próximo. “O PPS não vai abrir mão da vice de Vanderlan, porque fomos o primeiro partido a declarar apoio e achamos que temos o melhor nome para a posição”, explica o deputado. O nome a ser indicado pelo PPS é justamente o de Virmondes Cruvinel. Sem dúvidas, seria uma chapa tecnicamente preparada. Resta saber se as conversas que Vanderlan está tendo com as outras siglas vão ao encontro desta posição.

