Mesmo sem Iris, PMDB continua dividido

Divergência entre grupos do ex-prefeito e dos Vilela sobre sucessão em Goiânia mostra que partido ainda não conseguiu a unidade

Presidentes Bruno Peixoto e Daniel Vilela durante entrevista no dia 11 de julho de 2016 | Fotos: Alexandre Parrode

Presidentes Bruno Peixoto e Daniel Vilela durante entrevista no dia 11 de julho de 2016 | Fotos: Alexandre Parrode

O PMDB deve chegar ao dia 2 de outubro dividido. Mesmo sem Iris Rezende, os grupos do decano e dos Vilela continuam a se desentender nos bastidores.

A divisão ficou evidenciada, nesta semana, com recentes declarações do prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, e do filho, deputado federal Daniel Vilela, quando ambos sugeriram que o PMDB, “caso não consiga viabilizar um nome próprio”, deve apoiar o pré-candidato do PSB, Vanderlan Cardoso.

Em on, não confirmam que tenham aberto negociações com o empresário (que é ex-peemedebista e deixou o partido após ter sido tolhido pelo próprio Iris), mas consta que houve algumas reuniões para tentar fechar a aliança: o PMDB indicaria, inclusive, o vice.

Porém, quem comanda o diretório metropolitano é o irismo do deputado estadual Bruno Peixoto, pré-candidato a prefeito. A tendência por lá é de, mesmo sem um nome competitivo como o de Iris, apostar em um candidato próprio. Um interlocutor afirmou ao Jornal Opção, na última segunda-feira (25/7), que é preferível perder com qualquer peemedebista do que apoiar Vanderlan.

Logo, o grupo liderado por Maguito e Daniel Vilela pode até insistir no apoio ao nome pessebista, mas a decisão pela aliança deve passar de um jeito ou de outro pelo diretório metropolitano; e, para ser viabilizada, seria necessário uma intervenção mais efetiva do que a articulação já empenhada.

Para aliados de Iris Rezende, o empresário de Senador Canedo não passa segurança e há dúvidas sobre sua capacidade administrativa de uma cidade tão complexa como Goiânia. Ademais, a crise financeira que assola todo o País teve reflexos nos negócios de Vanderlan, que inspiram atenção. Se não trabalhar a contento, o PMDB entende que poderia sair maculado por o ter apoiado.

Bruno Peixoto tem insistido, em recentes entrevistas, que o desejo das bases do PMDB na capital é de ter candidatura própria. E assim será.

Outro lado

Ainda ao Jornal Opção, líderes do PSB sugeriram que Vanderlan Cardoso não deveria fechar aliança com o PMDB, justamente por entenderem que o partido estará dividido nas eleições deste ano. A ala irista — que tem maior prestígio entre o eleitorado goianiense — pode não embarcar nos planos do grupo dos Vilela de apoiar outro partido.

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