Bastidores
Nas conversas com o prefeito eleito de São Paulo, João Dória Júnior, do PSDB, a secretaria da Fazenda do governo de Goiás, Ana Carla Abrão Costa, não economizou elogios à competência do governador Marconi Perillo.
Ana Carla frisou que, além de inteligente, o tucano-chefe é comprometido com o ajuste fiscal, com uma ação governamental efetiva e cada vez menos onerosa para a sociedade. A doutora em economia pela USP sublinhou que Marconi Perillo separa bem o que é política e o que é economia. E faz o que precisa ser feito para tornar o governo mais ágil, menos travado pela economia e não é um gastador inveterado, desses que contribuem para aumentar o déficit público.
Se Iris Rezende for eleito prefeito, o marqueteiro Jorcelino Braga — secretário da Fazenda do governo de Alcides Cidinho Rodrigues — deve ser o homem-forte de sua equipe.
Jorcelino Braga deve assumir a Secretaria de Finanças ou a Secretaria de Governo. O objetivo é fazer um limpa, demitindo todos os petistas comissionados, e caçar os esqueletos da gestão do prefeito Paulo Garcia, do PT. O que se quer é denunciar os supostos malfeitos do PT e, ao mesmo tempo, enrolar o prefeito judicialmente.
Iris Rezende tomou uma birra espantosa de Paulo Garcia. Sempre que ouve o nome do prefeito, fecha a cara e fica irritado. Aliados do peemedebista costumam chamar o prefeito de “esbirro de Marconi Perillo”.
De um peemedebista pós-irista: “A ex-deputada Iris Araújo informou aos seus seguidores mais próximos que, se Iris Rezende for eleito prefeito de Goiânia, vai disputar mandato de senadora em 2018”
O peemedebista avalia que se trata de uma candidata forte, desde que tenha estrutura. Mas acrescenta: “Pessoalmente, apoio dona Iris, mas nossos correligionários sustentam que ela se comporta como uma força desagregadora”.
Numa chapa com Ronaldo Caiado para governador, Iris Araújo para senadora, o que sobra para o grupo de Maguito Vilela e Daniel Vilela, do “PMDB Renovação”? Segundo o peemedebista, “sobra a vice”. Resta saber se os Vilelas vão aceitar serem escanteados sem mais nem menos.
Sem Ernesto Roller (PMDB), eleito prefeito de Formosa, e Adib Elias (PMDB), eleito prefeito de Catalão, a Assembleia Legislativa tende a ficar mais tranquila — quase um parque de diversões.
Se Iris Rezende for eleito, a Assembleia também perde o Major Araújo, que mantém um relacionamento agressivo com alguns deputados, notadamente Tales Barreto.
Deputados estaduais do PMDB, liderados por José “Goiás Real” Nelto e Bruno Peixoto (cada dia mais parecido com o cantor português Roberto Leal), começam a fazer as contas de quantos cargos terão na Prefeitura de Goiânia — se confirmada a vitória de Iris Rezende. Eles querem fazer uma verdadeira “ocupação”.
Bruno Peixoto e José Nelto já avisaram que querem cargos de proa. Mas Iris Rezende já definiu duas prioridades: Agenor Mariano e Samuel Belchior vão ocupar secretarias das mais relevantes.
Lívio Luciano deve ser buscado no Tocantins para ocupar a Secretaria de Finanças. Samuel Belchior deve ficar na articulação política.
Andrey Azeredo, se não conseguir ser eleito presidente da Câmara Municipal, é cotado para uma secretaria, talvez a de Finanças, se Lívio Luciano persistir em continuar “exilado” no Tocantins, onde é um dos mandachuvas do governo de Marcelo Miranda, do PMDB.
[caption id="attachment_77349" align="aligncenter" width="620"]
Thiago Peixoto na Câmara[/caption]
O economista Thiago Peixoto voltou há pouco tempo para a Câmara dos Deputados, em Brasília, mas já é um dos deputados federais goianos mais influentes e atuantes.
Thiago Peixoto tem pautado sua ação com participação nos grandes debates do Legislativo. A PEC 241 e as mudanças no Ensino Médio foram alguns dos temas debatidos pelo parlamentar, sempre com amplo conhecimento de causa.
O alto clero o Congresso Nacional já está de olho no deputado esbelto, de falta mansa e ideias claras e precisas, que sempre debate com competência e de modo civilizado.
Carlos Sampaio, o notável deputado do PSDB de São Paulo, tem de ficar atento. Se brincar, Thiago Peixoto o supera.
O que se comenta nos bastidores é que a prefeita da Cidade de Goiás, Selma Bastos, pode trocar o PT por um partido da base do governador Marconi Perillo — como PSDB, PSD, PPS ou PSB.
Ressalve-se que a prefeita sempre manteve uma grande paixão pelo PT. É petista de carteirinha, mas não concorda com a roubalheira da cúpula. É da banda ética do partido.
O deputado José Antônio, recém-eleito prefeito de Itumbiara, decidiu se casar, antes de tomar posse, com a jovem Fernanda.
Fernanda é uma garota de Itumbiara.
Virmondes Cruvinel diz que se elegeu deputado estadual, em 2014, com o apoio de apenas três prefeitos. Na eleição deste ano, contribuiu para eleger dez prefeitos.
Virmondes Cruvinel é um dos mais atuantes parlamentares e dos que mais dão assistência às suas bases político-eleitorais. Não é daqueles políticos que, passadas as eleições, desaparecem das bases.
O corpo básico da campanha de Vanderlan Cardoso admite que a participação da senadora Lúcia Vânia (porém, teria arranjado dinheiro para a campanha junto ao presidente do PSB, Carlos Siqueira) e Marcos Abrão, mesmo no segundo turno, não foi lá essas coisas. “Eles quase não foram vistos na campanha”, afirma um aliado de primeira hora do postulante socialista.
Comenta-se, entre vanderlanistas, que Lúcia Vânia não gostou de ver tantas marconistas na campanha de Vanderlan Cardoso. A senadora teria reclamado que o marconismo se apropriou da candidatura do líder do PSB.
Frederico Jotabê, que integrava o time dos jornalistas cujo esporte predileto era criticar o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), foi nomeado para a assessoria de imprensa do vice-governador e secretário de Segurança Pública, José Eliton (PSDB). É o mais novo “tucano” da praça.
Há quem aposte que Luiz Bittencourt, do PTB, e Francisco Júnior, do PSD, se tivessem a possibilidade de chegar ao segundo turno, teriam feito uma campanha mais competitiva do que a de Vanderlan Cardoso. Eles seriam mais assertivos nos debates e entrevistas. O que se comenta, nos bastidores do governo, é que Vanderlan demorou muito a se mostrar mais posicionado e assertivo.
Supostamente influenciados por Luiz Fernando Rocha Lima, ex-mandachuva da parte editorial do Grupo Jaime Câmara, alguns diretores da empresa não regateiam críticas ao executivo Maurício Duarte, que foi afastado por Júnior Câmara.
Maurício Duarte, alegando contenção de despesa, desmontou a redação de “O Popular”, que, bem ou mal, tinha certa qualidade. O resultado é que o jornal perdeu massa crítica e passou a ser criticado, de maneira intensa, pela sociedade, notadamente nas redes sociais.
O governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB, vai usar 2017 como o ano-chave de sua articulação política. Porque o ano seguinte, 2018, será o ano da articulação de José Eliton, que deverá assumir o governo no início de abril deste ano.
Ex-editora-chefe de “O Popular”, a repórter e blogueira Cileide Alves está concluindo a revisão da biografia de Joaquim Câmara, o fundador, em 1938, do jornal.
A parte da família que mais se interessa pela história de Joaquim Câmara é a de Tasso Câmara.


