Bastidores
O eleitorado goiano tem a tendência de votar em candidatos moderados para o Executivo e em radicais para o Legislativo
O ex-deputado federal diz que o vice-governador deve ser eleito governador porque tem mais experiência administrativa e é a garantia de que Goiás continuará crescendo e se desenvolvendo
Como foi bem-sucedida na Associação Comercial e Industrial, empresários e produtores rurais apostam que a empresária pode ser uma parlamentar eficiente
Os dois políticos querem bancar a candidatura do vereador do PRP a senador, mas alguns de seus aliados preferem que dispute mandato de deputado federal
O senador do DEM parece ter percebido que o peemedebismo vai mesmo lançar Daniel Vilela para governador
A goiana é vista como legalista, seriíssima, competente e legalista. A Operação Lava Jato vai permanecer forte, porém mais técnica do que midiática
Produtores sugerem que o empresário havia se tornado uma espécie de senhor feudal da cooperativa de leite
A responsabilidade pela edificação é da Prefeitura de Goiânia, mas Iris Rezende não demonstra interesse, exceto pro forma, pelo projeto do vereador do PRP
O “drummond” no meio do caminho de José Vitti é que pertence ao PSDB, mesmo partido do vice-governador. Thiago Peixoto é filiado ao PSD
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Eliane Pinheiro | Foto: Marcos Kennedy[/caption]
A deputada Eliane Pinheiro (PMN) é apontada pelos colegas como “a articuladora mais influente da Assembleia Legislativa de Goiás”. Eles dizem que a parlamentar, além de decisiva para tornar eficaz o diálogo do governo com o Sindicato dos Servidores da Educação (Sintego), viabilizou, junto ao governador Marconi Perillo (PSDB), a redução do ICMS sobre o boi nas operações interestaduais.
Os deputados mais experimentados, tanto da situação quanto da oposição, afirmam que a deputada “é altamente produtiva”. Até parlamentares das oposições reservam palavras positivas: “Ela resolve”, “é propositiva” e “é confiável”. O governo e a Assembleia sustentam que é uma das líderes do alto clero. Mesmo não sendo midiático, o trabalho de Eliane Pinheiro aparece. Os prefeitos, como o de Uruaçu, Valmir Pedro (PSDB), afirmam que “é Deus no Céu e Eliane na Terra”.
Numa espécie de aventura, o prefeito trabalha para ocupar posto na chapa majoritária de Ronaldo Caiado e rejeita apoio a Daniel Vilela
Um deputado conta que o ex-prefeito de Aparecida de Goiânia Maguito Vilela “desencucou” mesmo da política e que ouviu dele que é “definitivo”: não será candidato a governador e o postulante do PMDB será seu filho Daniel Vilela.
O peemedebista teria dito também que, com o Goiás na Frente — que deve ser ampliado —, “será muito difícil, senão impossível” (as aspas são citações expressas das palavras do parlamentar) derrotar o candidato do governo, o tucano José Eliton.
Políticos e jornalistas que atuam em Brasília cada vez mais mencionam o nome do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), como possível candidato a presidente da República, dada a qualidade de seu governo, sobretudo num momento em que o país chafurda numa das maiores crises da história.
Aos aliados, Marconi Perillo tem dito que não vai descuidar dos projetos políticos em Goiás, pois percebe como crucial a manutenção do poder, portanto a eleição de José Eliton para governador é crucial. Mas acrescenta que não desistiu do projeto político nacional.
O tucano-chefe está articulando, sobretudo nos bastidores, uma possível candidatura a presidente da República, com uma plataforma municipalista. Ele está costurando alianças e apoios. Mas ressalva que não há ansiedade nem força a barra. A partir de novembro, ele vai retomar a agenda nacional de maneira mais intensa (porque, a rigor, ela tem sido mantida).
Marconi Perillo planeja disputar as prévias presidenciais do PSDB.
Parte dos líderes do DEM nacional avalia que, quando senador, Demóstenes Torres era mais útil para o partido do que o senador Ronaldo Caiado, que, na opinião deles, joga mais para si.
Enquanto permaneceu em Brasília, Demóstenes Torres pôs o DEM na mídia nacional positivamente. O partido chegou a articular uma maratona do então senador pelo Brasil, com o objetivo de cacifá-lo para uma disputa presidencial. Já Ronaldo Caiado, na visão de alguns democratas, não tem um perfil coletivo, para todos os integrantes do partido. Seu projeto tem nome: Ronaldo Caiado. Ele é e sempre será um outsider, nunca insider partidário.
Democratas dizem que Demóstenes Torres era firme nas posições, mas era um homem civilizado, que discutia ideias. Ronaldo Caiado também é firme, mas passa a imagem de que é truculento.
Não fosse Ronaldo Caiado senador, integrantes do DEM não teriam o mínimo pudor de repassar o comando do partido em Goiás para Demóstenes Torres.
Com a ausência de Demóstenes Torres, da direita ideológica, predominou o discurso de uma direita que, aceitando provocações da esquerda, fica com a imagem de truculenta

