Bastidores
A cúpula do governo do Estado não viu com bons olhos os “ataques” do prefeito de Itumbiara, José Antônio, ao presidente da Saneago, Jalles Fontoura. Tese do governo: “Qualquer ataque a um órgão do governo contribui para gerar desgaste”.
Articulador e agregador, o prefeito põe a Manchester goiana noutro patamar
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Marconi Perillo e Roberto Naves | Foto: Wagnas Cabral[/caption]
Político competente, o prefeito Roberto do Órion Naves, do PTB, está conseguindo um fato que há muito não se via: Anápolis está voltando a ser uma cidade-player política. Sob seu comando, o município voltou a ser decisivo em termos políticos. Lá começam as articulações estaduais.
O prefeito de Catalão, Adib Elias, continua apostando suas fichas contra Daniel Vilela. E costuma dizer que “é Ronaldo Caiado desde criancinha”. Ele é do PMDB, mas gostaria de ser vice do senador.
O jornalista João Bosco Bittencourt comanda a eficiente equipe que transformou o governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB, em case nas redes sociais. Com comunicação rápida e em tempo real, Marconi Perillo é o governador mais influente nas redes sociais e superou o patamar de 250 mil seguidores no Facebook. O sucesso é tão grande que políticos de outros Estados estão buscando adotar o mesmo modelo do tucano goiano.
O discurso de terra arrasada de Ronaldo Caiado é interpretado por políticos e marqueteiros da seguinte forma: os eleitores sabem distinguir a situação do governo de Goiás da situação dos governos de Estados como Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, por sinal geridos pelo PMDB. A base do governo de Goiás conclui que Ronaldo Caiado começa a se desesperar. Por três motivos. Primeiro, o programa Goiás na Frente decolou. Segundo, o PMDB está se afastando em definitivo. Terceiro, aposta-se que o senador teria pesquisas que indicam salto na aprovação do governo, daí teria partido para o tudo ou nada.
Aliados de Ronaldo Caiado, do DEM, querem o apoio de Daniel Vilela. Porém, por vias das dúvidas, começam a montar um dossiê contra o deputado federal do PMDB. Na primeira fila, os caiadistas vão apontar a história da ligação do presidente do PMDB com a Odebrecht. A distensão está prestes a ser abandonada.
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Tese de um padre, em conversa com um repórter do Jornal Opção: “O ex-presidente Lula da Silva conseguiu a proeza de articular, ainda que por vias indiretas, para que vários petistas da cúpula sejam culpados de alguma falcatrua, e só ele ficou como inocente, não pecador. É o único santo do PT e, vale frisar, Rose Noronha não chega a ser Maria Madalena”.
“O PMDB não dá camisa para ninguém, não ajuda e não abre espaço. É sempre a mesma panelinha que controla tudo e o resta fica só batendo palmas.” É o que disse um prefeito peemedebista de uma cidade de médio porte a um prefeito do DEM.
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