Ao escolher candidato a governador, eleitor tende a avaliar mais eficiência do que desgaste

Experts sugerem que pesquisas de intenção de voto neste momento podem iludir políticos até ao estabelecer alianças políticas equivocadas

Gean Carvalho e Carlos Maranhão: o eleitor não está decidindo nada neste momento; pensa noutras coisas

Na sexta-feira, 18, o Jornal Opção fez uma série de conversas com marqueteiros, cientistas políticos e pesquisadores, aos quais fez a mesma pergunta: “O desgaste dos políticos vai ser decisivo na eleição majoritária em 2018?”

Os entrevistados disseram que o desgaste dos políticos é evidente. Mas não de um ou de outro. O desgaste atinge todos os políticos. Sem tirar nem pôr. Há, é claro, gradações. Mas os eleitores, segundo os pesquisadores, não estão “perdoando” ninguém.

Outra informação relevante é que, segundo os entrevistados, os eleitores não estão, no momento, interessados em discussões eleitorais. Portan­to, as pesquisas de intenção de voto, mesmo se verdadeiras, têm um caráter ilusório, porque revelam não exatamente quem é favorito, e sim quem é mais conhecido. Políticos que se iludirem com os números atuais — que são tipicamente inerciais, porque não há campanha, portanto não há o choque do contraditório — podem dormir líderes, em 2017, e acordar derrotados, em 2018. Mais: políticos que entabularem alianças com base nas atuais pesquisas podem entender de muita coisa — menos de política. É a conclusão.

Entretanto, a análise mais he­terodoxa e surpreendente é a que afirma que os eleitores começam a sinalizar que vão definir seu voto, em 2018, não pelo desgaste dos políticos, até por considerá-los “iguais” ou “quase iguais”, e sim pelo histórico do que já fizeram pela sociedade e pelos indivíduos. Noutras palavras, os eleitores estão cada vez mais atentos aos “resultados”, e muito menos aos “discursos”.

Os eleitores, desde já, estão interessados em “eficiência”. Em todos os cantos de Goiás. Discursos contundentes, feitos de maneira agressiva, supostamente para atrair eleitores, poderão até chamar a atenção, mas podem não resultar em votos, sugerem os entrevistados, como o pesquisador Gean Carvalho, do instituto Fortiori, e o marqueteiro Carlos Maranhão.

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