Bastidores
No momento, os três nomes mais fortes são, pela ordem, Yara Nunes, Kleber Adorno e Leopoldo da Veiga Jardim. Ademir Luiz apoia a primeira
A maioria dos membros do PL no Estado não quer que o candidato derrotado a governador Wilder Morais fique no comando do partido
Gilberto Kassab é cotado para a Casa Civil e Ronaldo Caiado para o Ministério da Segurança (ou da Agricultura)
Baleia Rossi havia cogitado liberar os partidários no país (porque há quem apoie Lula da Silva), mas acabou decidindo oficializar o apoio
Gean Carvalho, Renata Noleto e José Frederico vão permanecer no governo. Nomes novos devem ocupar cargos de proa na segunda gestão do emedebista
O mais ligado ao governador Daniel Vilela é o emedebista Issy Quinan. Mas ele precisa conquistar os aliados. Talles e Virmondes estão fortemente no jogo
A base política do governador de Goiás, Daniel Vilela, do MDB, decidiu que não se terá disputa para presidente da Assembleia Legislativa. Estabelecido o consenso, será lançado um único candidato.

Há pelo menos sete nomes se colocando para a disputa: Cairo Salim (MDB), Issy Quinan (MDB), Jamil Calife (pP), Lissauer Vieira (PL), Paulo do Vale (PSD), Talles Barreto (União Brasil) e Virmondes Cruvinel (União Brasil).
Dos citados, Lissauer Vieira é praticamente carta fora do baralho. Até porque Paulo do Vale — que conseguiu eleger o filho, Lucas do Vale, para deputado federal — não aceitaria sua indicação. Ademais, não tem lógica Daniel Vilela ter sido eleito governador para premiar um adversário que jogou pesado contra ele e apoiou Wilder Morais, do PL.
Paulo do Vale é um nome sólido e respeitado. É tão ligado a Daniel Vilela quanto ao ex-governador Ronaldo Caiado (PSD). É um gestor categorizado, como ampla experiência, e é bom de voto (basta dizer que foi eleito apenas com os votos de Rio Verde). Porém, como deputado de primeiro mandato, dificilmente será escolhido para presidir a Assembleia.

Firmou-se o consenso de que o próximo presidente da Assembleia será um deputado já com mandato, ou seja, com experiência. Novatos, como Romário Policarpo, não participarão da disputa, pelo menos não com chance de serem eleitos.
Na verdade, há três deputados que estão fortemente no jogo: Issy Quinan, Talles Barreto e Virmondes Cruvinel.
Issy Quinan, dos deputados, é o mais ligado ao governador Daniel Vilela. Porém, não basta ter o apoio do gestor estadual. Ele necessita conquistar os votos dos colegas. Precisa, portanto, articular diretamente com eles, sem mediações de terceiros.
Hoje, Issy Quinan é favoritíssimo para presidir a Assembleia. É visto como gestor competente e sério.
Talles Barreto, líder do governo, é respeitado por Daniel Vilela e Ronaldo Caiado e tem bom trânsito com os deputados. É, portanto, um nome forte.
Virmondes Cruvinel, um dos mais longevos deputados, é forte e tem a confiança dos colegas. Não tem arestas e se relaciona bem com Daniel Vilela, Ronaldo Caiado e Bruno Peixoto (presidente da Assembleia, recém-eleito deputado federal).
Um dos objetivos de Virmondes Cruvinel, se eleito presidente, é aproximar o PL do governo.
Dos mais cotados, um será presidente, o outro será vice-presidente e o terceiro será primeiro-secretário ou então presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). (E.F.B.)
Entre os nomes que já são cotados para a disputa está o da própria Andreia Rezende, atual presidente, e o de José Fernandes, vice-presidente e atual líder do prefeito Márcio Corrêa na Câmara
Comenta-se, nos bastidores da Assembleia Legislativa, que o deputado reeleito Talles Barreto, do União Brasil, assumirá, em 2027, uma vaga de conselheiro no Tribunal de Contas dos Municípios ou no Tribunal de Contas do Estado (TCE).
A história de que Talles Barreto irá para o um tribunal de contas é antiga, mas agora se fortaleceu.

Se o deputado realmente for indicado para um tribunal de contas, o deputado estadual Lincoln Tejota — que ficou como primeiro suplente em 2026 do União Brasil — assumirá sua vaga, em 2027, na Assembleia.
O nome do deputodo estadual Virmondes Cruvinel também é cotado para assumir vaga num tribunal de contas. Mas ele prefere ser presidente da Assembleia. (E.F.B.)
A votação de Gustavo Gayer, de Gracinha Caiado e Zacharias Calil foi mais expressiva do que a de Wilder Morais. Ele quase foi superado até por Oséias Varão
O deputado foi eleito senador com 1.639.247 votos. Wilder Morais, derrotado para governador, obteve apenas 797.141 votos
Wilde Cambão é de Luziânia. André do Premium é de Minas. Joscilene do Cambão é do Tocantins. Anderson Teodoro é de Goiânia. Keké da Vulcanic é da Bahia
A votação de Felipe Cecílio não daria para eleger um vereador em Goiânia. A de Paulo Daher não elegeria um vereador em Nerópolis. Clécio Alves não teve a metade dos votos que conquistou em 2022
Há dois tipos de falastrões: o que xingam por xingar — verdadeiros “xingólogos”, reis do destempero verbal — e os que xingam ideologicamente. Não se sabe exatamente qual é o pior. Mas, em geral, os falastrões aleatórios são mais desrespeitosos.
Falar muito, atacando as pessoas, pode até empolgar aliados, sobretudo os remunerados. Mas não empolga os eleitores. Vale citar o caso de três falastrões que se tornaram desastres eleitorais em 2026.
1
Clécio Alves: derrota acachapante

Clécio Alves (PSDB) foi eleito deputado estadual, em 2022, com 28.322 votos. Na Assembleia Legislativa de Goiás, passou a xingar em tempo integral, no lugar de apresentar projetos para melhorar a vida das pessoas.
O resultado veio a cavalo, por assim dizer. Na eleição de 2026, Clécio Alves obteve 14.087 — menos da metade do que conquistou quatro anos antes. A língua viperina do deputado pode ter contribuído para derrotá-lo. Os eleitores o viram, possivelmente, com um político desagregador.
2
Felipe Cecílio, rei do destempero

Felipe Cecílio gritou tanto, durante a campanha eleitoral, que parecia que estava mordendo os outros e até a própria língua. Espalhou “veneno” em várias direções. Talvez a única crítica pertinente tenha sido a que fez ao deputado federal Professor Alcides Ribeiro, seu parça no PSDB.
Mesmo falando a torto e a direito, Felipe Cecílio obteve apenas 3.746 votos (votação que não daria para elegê-lo vereador em Goiânia). A votação representa 0,39% dos eleitores. Ele foi candidato a deputado federal.
3
Paulo Daher, xingador-mor

Outro xingador-mor é o médico Paulo Daher (DC). Ele tentou conquistar votos xingando políticos, desrespeitando-os. Porém, a tática não deu certo: o veneno virou-se contra o feiticeiro.
Paulo Daher, príncipe do veneno político, conquistou apenas 876 votos (0,02% dos votos válidos) na disputa para deputado federal. A votação não o elegeria vereador em Nerópolis, uma cidade relativamente pequenos que fica relativamente próxima de Goiânia.
Se não repensarem seu discurso, se não entenderem que os tempos mudaram — e que precisam se tornar contemporâneos dos goianos, cada vez mais modernos —, Clécio Alves, Felipe Cecílio e Paulo Daher vão ser expelidos de vez da política. (E.F.B.)
Jamil Calife foi e é o instrumento do prefeito de Catalão para enfraquecer Adib Elias. O gestor municipal operou para derrotar o ex-aliado
O senador do PL não ganhou nada na disputa deste ano. Márcio Corrêa contribuiu para a vitória de Flávio Bolsonaro, Gustavo Gayer, Major Vitor Hugo, Carol do Amiltinho, Celio Silveira e Daniel Vilela
Luis Cesar Bueno ficou em terceiro lugar, com 9,82% dos votos válidos (356.692 votos). Marconi Perillo, o quarto colocado, obteve 8,69% dos votos válidos (315.676 votos)


