Leopoldo da Veiga Jardim, Yara Nunes, Kleber Adorno e Ademir Luiz são cotados para a Secretaria da Cultura
10 outubro 2026 às 21h00

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Há um consenso: Yara Nunes dos Santos é uma secretária da Cultura proativa e criativa, altamente eficiente para o setor. Por isso, nomes proeminentes da área, como os escritores Carlos Willian Leite e Ademir Luiz — este, presidente da influente União Brasileira de Escritores-Seção de Goiás —, defendem sua permanência no cargo.
O governador Daniel Vilela, do MDB, tem apreço por Yara Nunes. Assim como o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) e a senadora eleita Gracinha Caiado (União Brasil). Portanto, o alto PIB da política de Goiás a aprova.

Leopoldo da Veiga Jardim opera para ocupar o cargo de secretário. Ele conta, segundo um parlamentar, com o apoio do presidente da Fecomércio, Marcelo Baiocchi, e do escritor Iuri Rincon Godinho. Apoios consistentes
Mas há outros articulando, de maneira firme, para substitui-la. O ex-secretário da Cultura Kleber Adorno, gestor experimentado, opera para ocupar o cargo. Ele articulou um encontro de Daniel Vilela com o setor cultural e conta com apoiadores de peso, como Jales Mendonça e Nilson Jaime, respectivamente, presidente e vice-presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás (IHGG).
Kleber Adorno é forte, sobretudo, junto à velha guarda da cultura. Historicamente, é ligado ao emedebismo.

De acordo com um deputado, Leopoldo da Veiga Jardim opera para ocupar o cargo de secretário da Cultura. Talvez seja o caso de sugerir que há um grupo que trabalha para que ele seja o novo secretário, e não exatamente o executivo, que, por sinal, é um articulador hábil.
Leopoldo da Veiga Jardim conta, segundo o parlamentar, com o apoio do presidente da Fecomércio, Marcelo Baiocchi, e do escritor Iuri Rincon Godinho. São apoios consistentes.
Até porque o Sesc (além do Senac), coordenado pelo empresário Marcelo Baiocchi, tem atuado fortemente no campo cultural, o que agrada os criadores artísticos.
O ex-deputado Vilmar Rocha — cotado para a Casa Civil — também tem sido citado para a Secretaria da Cultura. Porém, consultado por amigos e aliados, afirma que não procede que será indicado. Ele afirma que apenas ajudou a marcar um encontro de pessoas do meio cultural — a pedido de Kleber Adorno — com o governador Daniel Vilela.

Professor da Universidade Estadual de Goiás, Ademir Luiz é cotado, desde sempre, para ocupar o cargo de secretário da Cultura. Mas não se esforça para ocupá-lo. Costuma dizer aos aliados que tem feito muito pela cultura como presidente da Ube, membro da Academia Goiana de Letras (AGL) e ativista. Mas, se convidado oficialmente, recusaria? Não.
Carlos Willian, que apoia Yara Nunes, também está pronto para ocupar qualquer cargo na área cultural. É, possivelmente, a pessoa mais influente do setor em Goiás e mantém ligações tanto com o governador Daniel Vilela quanto com Gean Carvalho, o principal articulador do governo do Estado. Mas ele prefere ficar na presidência do Conselho de Cultura — onde, dado seu caráter proativo, tem feito muito pela produtores de cultura de Goiás.
O que realmente Daniel Vilela quer, independentemente de quem seja escolhido para o cargo de secretário da Cultura? Que o titular faça uma gestão moderna, antenada com seus propósitos de modernidade. Ele exige um Goiás adiante, um salto qualitativo, e não apenas repetir o que já foi ou está sendo feito. (E.F.B.)


