Bastidores
Cleovan Siqueira é um guerreiro que não desiste nunca. Primeiro, aliou-se a Júnior Friboi para tentar legalizar o Partido Liberal (PL). Mas o empresário, antecipando outras renúncias, depois certo tempo, deu para trás. Em seguida, Cleovan uniu ao ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, e voltou a trabalhar, em todo o país, para organizar o partido, sobretudo para conseguir o registro definitivo.
Ex-seminarista, ex-deputado e professor, Cleovan acredita que, possivelmente para as eleições de 2016 — para prefeito —, o PL já estará organizado. “Com a crise do DEM, é importante para o país a recriação de um partido de fato liberal”, frisa Cleovan.
Uma verdadeira saia justa. Recentemente, em Goiânia, durante encontro do candidato a presidente pelo PSB com seus aliados, começaram a “malhar” o governador Marconi Perillo e, de repente, deram a cara “amarrada” do presidente do PHS, Eduardo Machado, que não estava aprovando as diatribes. Os críticos, percebendo o incômodo, paravam de falar.
Pouco depois, esquecidos da presença de Eduardo, começavam a atacar Marconi mais uma vez, mas aí, quando olhavam para o líder do PHS, mais uma vez paravam de criticar o tucano-chefe.
Ocorre que Eduardo Machado não era um espião na pré-campanha do seu xará, Eduardo Campos. Na verdade, o presidente do PHS apoia a candidatura do ex-governador de Pernambuco. Tanto que foi convidado diretamente pelo presidente do PSB nacional.
O governador Marconi Perillo (PSDB), candidato à reeleição, está pedindo para alguns de seus aliados baixarem a bola. O tucano-chefe teme o velho e perigoso salto alto, em decorrência da surrada tese do “já ganhou”.
Marconi sabe que eleição só se decide na marca do pênalti e que sempre é muito difícil, com quaisquer que sejam os candidatos. Iris Rezende, embora não tenha uma estrutura adequada e comande um partido dividido, não é nenhuma “galinha mortal”, frisa um tucano de bico erado. “Todo cuidado é pouco. É preciso cautela e continuar trabalhando muito, tanto do ponto de vista administrativo quanto do político”, afirma.
Marconi tem cobrado que as obras sejam aceleradas, mas mantendo a qualidade.
O senador Pedro Taques será candidato a governador do Mato Grosso pelo PDT. Procurador de justiça, Taques é um dos mais atuantes e polêmicos senadores. Nos últimos tempos, tem sido mais moderado, mas é sempre um político de posições firmes.
O setor do agronegócio estava desconfiado de sua candidatura, devido à defesa que faz do meio ambiente, mas começa a assimilá-lo. O pedetista não é “inimigo” do agronegício. É, isto sim, crítico da ações predatórias, que não são aprovadas pela maioria dos produtores rurais.
O deputado federal Sandes Júnior (PP) diz não ter a menor dúvida de que a chapa majoritária já está fechada, ou praticamente fechada. “Tenho quase certa que a chapa terá Marconi Perillo para o governo, José Eliton, do PP, para vice, e Vilmar Rocha, do PSD, para o Senado. Além de seres políticos da mais alta qualidade, representam os partidos com mais de televisão da coligação. José Eliton e Vilmar Rocha não serão trocados — até porque não há motivo para fazê-lo.”
Sandes frisa que o presidente nacional do PP, o senador Cyro Nogueira, está ciente de que José Eliton será o candidato a vice na chapa de Marconi.
O deputado federal Sandes Júnior (PP) diz não ter a menor dúvida de que a chapa majoritária já está fechada, ou praticamente fechada. “Tenho quase certa que a chapa terá Marconi Perillo para o governo, José Eliton, do PP, para vice, e Vilmar Rocha, do PSD, para o Senado. Além de seres políticos da mais alta qualidade, representam os partidos com mais de televisão da coligação. José Eliton e Vilmar Rocha não serão trocados — até porque não há motivo para fazê-lo.”
Sandes frisa que o presidente nacional do PP, o senador Cyro Nogueira, está ciente de que José Eliton será o candidato a vice na chapa de Marconi.
É oficial: o empresário Júnior Friboi vai apoiar um grupo seleto de candidatos a deputado federal e estadual. Seu objetivo é articular uma bancada forte de aliados que lhe dê sustentação no pleito de 2018.
Para deputado federal, Friboi vai bancar Pedro Chaves, Daniel Vilela e Marcelo Melo (se este continuar na disputa).
Para deputado estadual, Friboi vai financiar Francisco Gedda (PTN), Ernesto Roller (PMDB), Paulo Cezar Martins (PMDB), Fabrício Paiva (PRTB, é primo do empresário, radicado em Formosa), Wagner Siqueira (PMDB) e Leonardo Veloso (PRTB).
De Eduardo Machado, presidente do nacional do PHS: “Acredito que o quarto governo de Marconi Perillo vai credenciá-lo a disputar em 2018 um projeto nacional. O quarto governo é inédito no Brasil, pelo menos em termos de governante eleito”.
É certo que, se for eleito presidente da República, Aécio Neves vai convocar o gestor goiano para um ministério, possivelmente o dos Transportes.
Mas Marconi, no momento, nem quer saber de discutir a questão.
Se Aécio Neves for eleito presidente da República, um goiano deverá ocupar um ministério. Se o deputado federal Ronaldo Caiado for eleito senador, é bem possível que, se Marconi Perillo optar por ficar no governo, é o presidente do DEM goiano seja guindado a ministro da Agricultura.
Agora, se a eleita for a presidente Dilma Rousseff, a goiana Kátia Abreu, senadora pelo Tocantins e presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), será a ministra da Agricultura. Kátia, natural de Inhumas, em Goiás, vai disputar a reeleição.
O prefeito de São Simão, Márcio Vasconcelos, é filiado ao PMDB, mas declarou publicamente que vai apoiar a reeleição do governador Marconi Perillo.
Márcio Vasconcelos, segundo um aliado, teria afirmado que Marconi, além de republicano, pensa no desenvolvimento global de Goiás.
O peemedebista Lívio Luciano decide nesta semana se disputa mandato de deputado estadual ou se vai participar da coordenação da campanha de Iris Rezende para governador.
Político articulado, leal e íntegro, Lívio Luciano é ligadíssimo a Iris Rezende.
Se candidato a deputado estadual, é tido como imbatível, dado o amplo apoio no meio evangélico, futebolístico e outros.
O ex-prefeito de Catalão Adib Elias (PMDB), se não tiver as contas rejeitadas pela Câmara Municipal, pretende cavar uma boquinha na chapa majoritária capitaneada por Iris Rezende.
No caso de chapa pura do PMDB, Adib Elias pretende ser candidato a senador ou a vice-governador. Sua função: “Bater, bater e bater”.
Iris Rezende acredita que Adib é um dos poucos que realmente tem coragem de criticar o governador Marconi Perillo com mais dureza.
O prefeito de Porangatu, Eronildo Valadares (PMDB), diz que tem simpatia pelo governador Marconi Perillo (PSDB), de quem se considera amigo, mas, devido ao contencioso político local com o deputado estadual Júlio da Retífica (PSDB), dificilmente terá como apoiá-lo.
Eronildo Valadares frisa que é mais fácil apoiar a candidatura de Antônio Gomide, do PT, para governador. “Meu vice é do PT e mantenho uma relação positiva e republicana com o petismo.”
Para deputado estadual, Eronildo Valadares vai bancar seu vice-prefeito, o petista Galeno Guimarães.
Vereadores dizem que o caos está instalado em Goiandira. O prefeito, afirmam, está mais perdido do que cego em tiroteio... de cegos.
Um grupo defende até o impeachment do prefeito Erick Marcus. Mas seus aliados garantem que está trabalhando, fazendo recapeamento das ruas da cidade.
O prefeito de Goianira, Miller Assis, decidiu não apoiar o ex-prefeito de Anápolis Antônio Gomide (PT) para governador. O integrante do PP vai subir no palanque do governador Marconi Perillo, do PSDB.
O vice de Miller Assis é do PT. Mas o prefeito decidiu seguir seus líderes, o vice-governador José Eliton e o deputado federal Roberto Balestra.

