Bastidores
O prefeito de Porangatu, Eronildo Valadares, do PMDB, apoia, para deputado federal, Pedro Chaves, do PMDB, e Sandes Júnior, do PP. “Sandes pôs uma emenda no valor de 1 milhão de reais para Porangatu e já organizamos uma licitação para comprar uma patrol e dois caminhões”, afirma o peemedebista.
Quando prefeito de Porangatu, o tucano José Osvaldo colocou vários idosos num asilo ao lado do cemitério da cidade. Os velhinhos reclamaram durante oito anos, alegando que, além de “mau agouro”, era de mau gosto e indelicado com eles. Nada adiantou. José Osvaldo fingia que não os ouvia. O prefeito Eronildo Valadares (PMDB) assumiu há menos de dois anos e já tirou os idosos da vizinhança mórbida do cemitério. O Lar dos Idosos agora está no bairro Santa Luzia, numa casa mais confortável e, sobretudo, longe de cemitério.
Jardel, que jogou como centroavante do Grêmio e do Goiás, é candidato a deputado estadual pelo PSD do Rio Grande do Sul. Evangélico, Jardel diz que é contrário ao casamento gay e afirma que, se eleito, vai trabalhar para recuperar dependentes químicos. Perguntado se é de esquerda ou de direita, Jardel disse: “Sou de direita”. Inquirido por quê, respondeu que é um homem “direito”. Por que Jardel é candidato? “O que me faltava era ocupação”, disse aos repórteres do “Zero Hora”.
Chegou-se a comentar que Iris Rezende, se eleito, poderia acabar com a Bolsa Universitária. Porém, depois de discussões internas, o peemedebista teria recuado e decidido que não pretende extingui-la. A irritação do irismo com a Bolsa Universitária é porque o programa “tem a cara” do governador Marconi Perillo — seu criador.
Se pudesse, para apagar a história do governador Marconi Perillo, Iris Rezende fecharia o Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer). Por três motivos. Primeiro, porque tem o nome de Henrique Santillo, político pelo qual não tinha apreço algum. Segundo, porque a obra foi construída pelo governador Marconi Perillo, do PSDB. Terceiro, porque parte da obra foi edificada com o dinheiro devolvido do escândalo da Caixego (5 milhões de reais). Peemedebistas se envolveram no escândalo com fins eleitoreiros. O Crer, portanto, sempre lembra a Iris o que ele quer esquecer: o famoso Caso Caixego. Convém lembrar que o PMDB fechou o Hospital Geral de Goiânia (HGG) por oito anos.
O candidato a deputado federal Lucas Vergílio (SD) participou, na semana passada, de eventos em Formosa, um dos principais municípios da região do Entorno do Distrito Federal. Na companhia do candidato ao Senado Ronaldo Caiado (DEM) e de vários candidatos da coligação Amor por Goiás, como Ernesto Roller (PMDB), José Rico (PMDB) e Pedro Chaves (PMDB), Lucas percorreu as principais ruas do Centro, cumprimentou eleitores, pediu votos e expôs suas propostas.
Após a caminhada, Lucas participou de reunião política no Centro de Tradições Gaúchas (CTG) da cidade, com presença de mais de mil eleitores, apoiadores e cabos eleitorais.
Em seu discurso, Lucas prometeu empenhar mais de R$ 1 milhão de recursos federais para a cidade de Formosa, além de cobrar junto ao governo estadual as promessas referentes à construção dos BRTs — que vai ligar cidades goianas à capital federal.
Caiado reforçou a necessidade de melhorias na saúde, segurança e transporte e ressaltou a importância de Lucas Vergílio como deputado federal e representante da região no Congresso. “Lucas certamente fará a diferença, tem competência de um gestor e a energia de um jovem. Não tenho dúvidas de que Lucas vai honrar o jovem goiano na Câmara dos deputados em Brasília.”
Extremamente antenado com o chamado espírito das ruas, o vereador Virmondes Cruvinel (PSD) conquistou mais pontos na semana passada. Atendendo a um pedido dele, o Centro Cultural Oscar Niemeyer ampliou o seu horário de funcionamento, mantendo suas luzes acesas até as 23 horas. Um presente para as milhares de pessoas que ocupam a esplanada do local para a prática de esportes. Só falta, agora, o diretor do centro cultural não fechar, no domingo, o museu às 16 horas.
No Centro Cultural, aos domingos, tem uma animada e variada feira de artesanato e lanches alternativos.
Virmondes já havia obtido duas conquistas importantes para esse mesmo público. Atendendo a um pedido dele e de diversas entidades ligadas aos esportes de rua, o governador Marconi Perillo providenciou o fechamento da Praça Cívica, aos domingos, para atividades esportivas, como corrida, bicicleta e skate — o projeto Ruas do Esporte. Foi também de Virmondes o pedido, já atendido pela Agetop, de abrir o Autódromo Ayrton Senna para a prática de ciclismo e corrida.
Se Iris Rezende for eleito governador, o cantor José Rico seria indicado para a Secretaria de Cultura? Tudo teria sido acertado num acordo de cavalheiros? Com a palavra, para dizer o que pensa, o presidente da União Brasileira de Escritores (UBE)-Goiás, Edival Lourenço.
A bolsa de especulações dos políticos sinaliza que Gustavo Sebba, do PSDB, Lincoln Tejota, do PSD, e Marquinho do Privê, do PSDB, podem ser os candidatos a deputado estadual mais bem votados. O médico Sebba vem com força total de Catalão e da região. Tejotinha tem força eleitoral em Goiânia e no interior. Marquinho do Privê é de Caldas Novas, mas sua campanha é visível em várias cidades, inclusive em Goiânia. Já está sendo chamado de “Marquinho do Voto”.
O governador Marconi Perillo está cada vez mais impressionado com a capacidade de Virmondes Cruvinel Filho (o conselheiro já começa a ser a chamado de “Virmondes, o pai do Virmondinho”) articular e agregar a juventude. Quando cita o nome de Virmondes (PSD), o tucano-chefe Marconi lembra logo de Messi e Neymar. O vereador é craque. Tem futuro. Muito futuro. Nada vaidoso, Virmondes não comenta. Mas é cotado para disputar a Prefeitura de Goiânia, em 2016. Ou talvez para ser vice de Jayme Rincon, do PSDB.
O ex-prefeito Adib Elias tem dito aos aliados que teme ter uma boa votação em Catalão, mas não ser eleito, por falta de quociente eleitoral. O peemedebista, que sugere não ter dinheiro para a campanha, não tem apoio fora do município. Ele está isolado politicamente, tornando-se um político menor.
Na semana passada, um aliado do candidato do PSB a governador, Vanderlan Cardoso, divulgou, entre jocoso e sério, seu possível secretariado, se eleito. Os nomes da suposta equipe de Vanderlan: Alcides Rodrigues (Saúde), Jorge Kajuru (Esporte), Ozair José (Indústria e Comércio), Erivaldo Nery ou José Rico (Cultura), Administração (Nei Nogueira), Fazenda (Jorcelino Braga), Agricultura (Francisco Gedda), Casa Civil (Sérgio Caiado), Agecom (Adilson Catatau) e Particular (Joaquim Liminha). Este, por sinal, um nome bom. Ao ver a lista, um médico ironizou, meio a título de sugestão: “Só faltou o Marcelo Caron para a Saúde”. Não se sabe se é um secretariado de peso ou pesado, muito pesado.
Uma coisa é certa: se Vanderlan Cardoso (ou Iris Rezende) for eleito governador, Anápolis não vai indicar o secretário da Indústria e Comércio. Segundo um socialista, Vanderlan gostaria de indicar um empresário de Aparecida de Goiânia para a SIC. Iris, como não mantém boa relação com Anápolis, poderia bancar João de Paiva Ribeiro para o cargo. O governador Marconi Perillo vai manter a SIC sob controle de Anápolis.
Iris Rezende (PMDB) começa a pressionar o prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, para “entrar com mais vigor” na sua campanha para governador. Maguito garante que está na campanha de Iris Rezende, de corpo e alma, e que não tem responsabilidade no fato de que, dos 25 vereadores, 18 estão na campanha de Marconi Perillo. O peemedebista tem dito que não tem como impedi-los de escolher o tucano e não o peemedebista. O prefeito, de fato, apoia Iris — e, sim, com firmeza. Mas, embora seja favorável a críticas sólidas, não aprova ataques gratuitos ao governador Marconi Perillo (PSDB). Iris não entende isto, mas Maguito não segue seu figurino “bateu-bateu”. O prefeito é light. Talvez por isso se elege com facilidade. E está certo quando diz que gestor não briga com gestor.
Fortiori, Grupom e Serpes são os três institutos de pesquisa com mais acertos sobre as eleições em Goiás. O Ibope é o instituto que mais erra sobre as disputas eleitorais do Estado. Há outros sérios. Mas os que entendem, com o máximo de rigor e esforço científico, os “humores” dos eleitores goianos são mesmo Fortiori, de Gean Carvalho, o Grupom, de Mário Rodrigues, e o Serpes, de Antônio Lorenho.

