Bastidores

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Prefeito de Minaçu demite servidores e prefeito de Alto Horizonte segue pelo mesmo caminho

A quebradeira é geral nas prefeituras de Goiás. O prefeito de Minaçu demitiu a maioria dos servidores públicos. O prefeito de Alto Horizonte, devido à queda da arrecadação de 10 milhões para 6 milhões de reais, também vai demitir funcionários. O problema é que o mercado dos dois municípios não têm condições de absorver, de imediato, os afastados. Crise social à vista.

Político garante que Juraci Martins vai ser “condenado” pelo Tribunal do Júri

Folclore corrente em Rio Verde: dois políticos, um do PSD e um PSDB, conversam animadamente na porta da prefeitura quando um deles, de supetão, dispara: — Você está sabendo que o prefeito Juraci Martins vai ser condenado pelo Tribunal do Júri?” — Não estou sabendo, não. O que sei é que Juraci Martins, um homem de bem e extremamente pacífico, não matou ninguém. — Você está enganado. Ele matou sim, e todos já estão sabendo, exceto você. — Então, caro amigo, desembucha: quem, afinal, Juraci Martins matou. — Ora, caro amigo, ele matou uma cidade, Rio Verde.

Articulador político garante que Anselmo Pereira não está cumprindo acordos

De um hábil articulador político: “O presidente da Câmara Municipal de Goiânia, Anselmo Pereira, até agora não honrou os compromissos que garantiram a sua vitória”. O recado, meio enviesado, não explica exatamente quais foram os compromissos. “Nada de irregular”, garante a fonte. “São compromissos políticos.” Sabe-se que, sem o apoio deste articulador, dificilmente Anselmo Pereira teria sido eleito.

Irista ortodoxo diz que Iris Rezende está no jogo para 2016, mas não para 2018

De um peemedebista irista linha ordotoxa: “Iris Rezende está no jogo para a disputa eleitoral de 2016. Mesmo que ele não dispute, a campanha vai passar por suas mãos. Mas posso garantir que ele estará fora do jogo em 2018. Neste ano, com 85 anos, ele estará aposentado, em definitivo”.

“Goiânia não resiste a mais uma gestão do PT”, diz ex-vereador Marcelo Augusto

Pré-candidato a prefeito de Goiânia pelo PHS, o ex-presidente da Câmara Municipal da capital Marcelo Augusto frisa que quatro candidatos devem concorrer em 2016. “Iris Rezende deve ser candidato pelo PMDB. Vanderlan Cardoso tende a disputar pelo PSB, quem sabe com o apoio do PSDB. Adriana Accorsi é o nome mais cotado, por sua popularidade, para ser candidata pelo PT.” Marcelo Augusto, articulador político dos mais hábeis, sublinha que “Goiânia não resiste a mais uma gestão do PT”. “A campanha de 2016, aposta o líder do PHS, vai ser marcada pelo fato de que o eleitor vai querer, acima de qualquer coisa, expulsar o PT da Prefeitura de Goiânia. Quem estiver associado ao prefeito Paulo Garcia vai sair chamuscado, ele está contaminando todos os seus aliados. Por isso, aos poucos, o PMDB está se afastando. No momento apropriado, os peemedebistas vão chutar o balde e o próprio Paulo Garcia, dizendo mais ou menos assim: ‘Não temos nada com isso, não’”.

Prefeito de Posse diz que não é um dos piores de Goiás e apresenta lista de obras

O Jornal Opção entrevistou 20 políticos, recentemente, e pediu que indicassem os 20 piores prefeitos de Goiás. O critério era a qualidade (ou a falta de qualidade) de suas gestões. O prefeito de Posse, o dentista José Gouveia (Pros), apareceu na lista. Na semana passada, um de seus auxiliares, Márcio Passos, entrou em contato com o jornal com o objetivo de expor a posição da prefeitura. O auxiliar afirma que “os 20 eleitores possivelmente não têm amplo conhecimento do que está acontecendo em Posse. Há buracos em algumas ruas? Sim há, mas pouquíssimos, e devido às chuvas. Mas muito menos do que em gestões anteriores. E há uma operação tapa-buraco em ação. Na área de saúde, nós vamos inaugurar, em 2015, três PSF [Programa de Saúde da Família”, afirma Márcio Passos. “Nós já havíamos inaugurado um. Este ano vamos inaugurar uma creche para 300 crianças. E vale dizer que as obras são de qualidade.” O Ambulatório Médico de Especialidades “já foi licitado. A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) está licitada, com 1,760 milhão de reais já na conta”. José Gouveia, segundo Márcio Passos, “vai entregar 700 casas populares de qualidade para as pessoas mais pobres de Posse. As casas têm infraestrutura completa. São 40 milhões de reais de investimento, gerando mais de 200 empregos. A prefeitura deve entregá-las até 2016”. Márcio Passos afirma que “José Gouveia é um político do bem, que não briga com os adversários e está mais preocupado em servir à sociedade. Ele é leal. Na campanha passada, trabalhou forte para o governador Marconi Perillo”.

Prefeito José Gouveia deve enfrentar José Eliton ou Humberto Silva em Posse

As discussões políticas em Posse começam a ficar acaloradas. O prefeito José Gouveia é candidato à reeleição e já está conversando com os aliados e planeja conquistar novos aliados, para ampliar sua base político-eleitoral. O advogado José Eliton Figuerêdo, pai do vice-governador José Eliton Jr., é uma das principais apostas do PP. Mas Humberto Silva também está colocando seu nome para a disputa. O PT pode bancar o empresário Ivon Valente.

Morre em São Paulo o ex-prefeito de Porangatu Luiz do Gote

O ex-prefeito de Porangatu Luiz Antônio de Carvalho (foto acima), mais conhecido como Luiz do Gote (Gote era seu pai), morreu na madrugada de sábado, 17, em São Paulo. O corpo será velado no Sindicato Rural de Porangatu — ele foi produtor rural na região Norte, criador de gado — e será enterrado às 16 horas. Luiz do Gote foi prefeito de Porangatu por duas vezes e era considerado um administrador eficiente e rigoroso, às vezes até autoritário. Na primeira gestão, na década de 1970, considerada bem-sucedida, conseguiu fazer o sucessor, o médico Trajano Gontijo. Na gestão de Trajano, funcionou como uma espécie eminência parda. No seu segundo governo, Luiz do Gote sucedeu o engenheiro Jarbas Macedo. Ligado à Arena, depois ao PDS, Luiz do Gote, mais tarde, aproximou-se do PMDB e de Iris Rezende.

Grana da comunicação do governo de Goiás fica sob o controle de Luiz Siqueira

O executivo Luiz Siqueira terá o apoio do bispo Arnaldo Monfardini e do jornalista Danin Júnior

Orion Andrade e Elie Chidiac vão para o comando da Celg. Humberto Eustáquio é cogitado

Assim que a Celg transferir em definitivo as ações para a Eletrobrás — o que não foi feito porque o presidente Leonardo Lins está em férias —, vão ser definidos os dirigentes de dos dois lados. A Celg terá sete diretorias — quatro da Eletrobrás e três do governo de Goiás. O governo goiano vai indicar o vice-presidente da Celg, o diretor técnico e o diretor comercial. O arquiteto Orion Andrade (foto acima) vai para uma das diretorias, possivelmente a Comercial. Elie Chidiac , hoje presidente interino, dadas as férias do titular, deve ficar numa diretoria, ou então como vice-presidente. Humberto Eustáquio tende a continuar como diretor técnico, mas, ao contrário dos dois, seu nome não está 100% definido.

Bloco do PSB, PPS, SD e Rede planeja representar a classe média e criticar o governo Dilma Rousseff

[caption id="attachment_25794" align="alignleft" width="300"]Marina Silva e Roberto Freire: um pacto contra o liberalismo exacerbado da dupla Dilma Rousseff e Joaquim Levy / Fernando Leite/Jornal Opção Marina Silva e Roberto Freire: um pacto contra o liberalismo exacerbado da dupla Dilma Rousseff e Joaquim Levy / Fernando Leite/Jornal Opção[/caption] Se os ricos e os pobres têm políticos para representá-los — além do Estado: o BNDES, para os ricos; e a Bolsa Família, para os pobres —, a classe média é a maior abandonada da sociedade brasileira. Como lhe falta uma rede de proteção social, nas crises, é a classe que mais tem de cortar orçamento e, ao mesmo tempo, pagar impostos. Os ajustes que vão ser promovidos pelo “primeiro-ministro” Joaquim Levy, quase um interventor, por certo devem reduzir seu poder de compra. O ministro da Fazen­da e a presidente Dilma Rous­seff vão “ferrar” a classe média. Mais uma vez. Mas um bloco político, formado pelo PSB, PPS, Solida­riedade e Rede Sustenta­bi­li­dade, sem desprezar os pobres e mesmo o mercado, apresenta-se como possível defensor da classe média, o novo “proletariado”. O bloco não quer aliança com PSDB, embora não renegue parcerias eventuais. Por dois motivos. Primeiro, o tucanato faz uma oposição light. Segundo, é aliado do DEM, que não interessa aos quatro grupamentos. O grupo vai demarcar sua posição na sociedade, apresentando-se como de centro-esquerda. Para tanto, vai tentar conquistar o apoio dos setores não-representados ou subrepresentados. Os cortes no campo sócio-trabalhista (por exemplo, a questão do seguro-desemprego e as pensões) — promovidos por Joaquim “Mãos de Tesoura” Levy — serão criticados duramente. O bloco vai se apresentar como um grupo que não de­fende a sociedade tão-somente em períodos eleitorais. A tese é mais ou menos seguinte: o grupo quer se apresentar como sorriso da sociedade e cárie do poder petista. Acredita-se que, fazendo uma defesa da sociedade, com destaque para a classe média, o bloco pode constituir uma grande força eleitoral para a disputa de 2018. Mas em 2016, na eleição para prefeito, já querem constituir uma força eleitoral considerável. Marina Silva e Roberto Freire estão entre os opositores do “liberalismo exacerbado” da gestão Dilma-Levy.

Peemedebistas: força de Iris Rezende advém de que Maguito e Friboi não querem assumir liderança

[caption id="attachment_25790" align="alignleft" width="300"]Iris Rezende, Júnior Friboi e Maguito Vilela: o primeiro manda, dizem peemedebistas, por que os demais se omitem e estão sempre recuando / Fotos: Fernando Leite Iris Rezende, Júnior Friboi e Maguito Vilela: o primeiro manda, dizem peemedebistas, por que os demais se omitem e estão sempre recuando / Fotos: Fernando Leite[/caption] Na semana passada, o Jornal Opção solicitou a cinco peemedebistas que respondessem a uma pergunta: “Por que há uma crise de liderança no PMDB de Goiás?” Os políticos pediram apenas que suas respostas fossem publicadas em “off”, e não em “on” — “para evitar dissabores”, disse um deles. Uma das respostas mais surpreendentes é de um peemedebista jovem, que diz não ter simpatia por Iris Rezende. “Todos culpam Iris pelos fracassos eleitorais do PMDB nos últimos 16 anos e porque se recusa a sair do comando, ainda que indireto, do partido. Não é falso, mas não é toda a verdade. A verdade mais ampla inclui dizer que o partido tem líderes ausentes, quer dizer, que não se apresentam e não lideram. É o caso do prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela. Iris se tornou poderoso, até onipresente, porque, na prática, ninguém quer se responsabilizar pelo comando do partido. A omissão é muito grande. Quando um político afirma que o deputado Daniel Vilela é um ‘líder vaga-lume’, que aparece e some, eu não posso discordar. Ele se posiciona, até com certa firmeza, mas logo depois desaparece, não se firmando como líder. Júnior Friboi, ‘amuado’ porque não conseguiu ser candidato a governador, abandonou seus liderados na campanha passada. Ora, o verdadeiro líder não abandona jamais seus comandados. Iris, pelo contrário, disputa poder, apresenta-se e não teme disputar e, mesmo, perder eleições — seu poder deriva disto.” O peemedebista mais experimentado, que admite ser irista, praticamente corrobora parte da tese acima: “O verdadeiro líder não assume o comando por momentos. Ele deve estar sempre presente, discutindo os grandes temas e posicionando-se como apoiador ou opositor àquele que está no poder. O líder não pode ser omisso ou fazer jogo duplo. Na eleição passada, enquanto Iris criticava o candidato Marconi Perillo, Maguito Vilela aparecia abraçado com o governador. Os liderados do partido não conseguem entender tal comportamento. Pode parecer diplomacia, ou a tese de que administrador não faz oposição a administrador, mas tende a ser interpretado pelos liderados como ‘falta de firmeza’. Iris, embora apontado como coronel, tem posição e não arreda pé de suas convicções”. O terceiro peemedebista, “nem irista nem antiirista”, diz que há, sim, uma crise de liderança no PMDB. “Iris não serve mais para dirigir o partido, porque está em contradição com os tempos contemporâneos e perdeu o ‘timing’, mas o partido não está trabalhando para forjar um novo líder. É óbvio que não se pode confundir presidente de partido, como Samuel Belchior e Bruno Peixoto, com líder. O líder une os aliados, mesmo aqueles que estão em divergência.” O quarto peemedebista, ex-deputado, é taxativo: “O PMDB morre com Iris Rezende e morre sem Iris Rezende”. O quinto é radical: “O PMDB só tem um caminho — buscar Júnior Friboi para liderá-lo”. O peemedebista frisa: “Júnior não é um líder clássico, amadurecido politicamente. Porém, talvez dada sua estrutura financeira e disponibilidade de tempo, pode aglutinar o partido em todo o Estado. O PMDB não pode continuar servindo aos caprichos de Iris Rezende. Se Iris não sair de cena, e agora, o partido vai continuar perdendo eleições para governador de Goiás. Iris impede a renovação, porque, mesmo quando perde, continua mandando e dirigindo o partido. Digamos que o PMDB fosse uma empresa, e Iris seu CEO. Se acumulasse prejuízos em 16 anos, o que aconteceria com ele? Seria afastado, e bem antes de se completar 16 anos. Os goianos se cansaram de Iris e, por isso, os peemedebistas deveriam seguir pelo mesmo caminho. Maguito Vilela e Júnior Friboi têm uma missão: liquidar o irismo de vez, para que o goiano perceba que o PMDB está se renovando de fato”.

Sebastião Macalé assume presidência da OAB e deve ser eleito para mandato-tampão

[caption id="attachment_25785" align="alignleft" width="300"]Sebastião Macalé, polido e popular, passa a ser o nome forte da OAB-Goiás Sebastião Macalé, polido e popular, passa a ser o nome forte da OAB-Goiás / Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption] O presidente da OAB-Goiás, Henrique Tibúrcio, renuncia na segunda-feira, 12, e o vice-presidente Sebastião Macalé assume o comando e, em 30 dias, convoca eleição para o mandato-tampão — que vai até novembro deste ano, quando será realizada nova eleição. Na disputa indireta, votam apenas os integrantes do Conselho. Diplomático e cordial, além de habilidoso, Macalé deve ser candidato para o mandato-tampão e tende a ser eleito. Ele é o favorito. Para evitar uma divisão do grupo que está no poder na Ordem, advogados com alto poder de articulação, como Miguel Cançado, devem entrar em ação para que seja lançada apenas uma candidatura. O grupo de Miguel Cançado-Henrique Tibúrcio cogita bancar Flávio Borges, um professor universitário. Porém, para manter o grupo coeso, pode apoiar Macalé e deixaria para apostar em Flávio Borges na disputa de novembro. Porém, se eleito para o mandato-tampão e fizer um mandato de qualidade, não será impossível o grupo, para manter o poder e evitar dissidência — que seria um maná para a oposição —, bancar Macalé também em novembro. O tesoureiro da OAB, Enil Hen­ri­que de Souza, também postula a presidência e constituiu um grupo à parte. Sebastião Macalé, Flávio Borges e Enil Henrique são advogados competentes, sérios e experimentados. Qualquer um que for eleito não deixará a OAB em maus lençóis; pelo contrário, engrandece a Ordem.

Iristas não querem Bruno Peixoto no comando do PMDB, pois acham que é fácil de ser seduzido

O deputado estadual Bruno Peixoto, como presidente do Comissão Provisória do PMDB metropolitano, deve convocar eleições daqui a 90 dias. Iris Rezende planeja bancar o vice-prefeito de Goiânia, Agenor Mariano, ou o ex-deputado estadual Lívio Luciano para presidente do PMDB metropolitano. Bruno Peixoto quer ser presidente, tem tentado agradar o irismo, mas é visto como desconfiança pelo peemedebista-chefe. “O problema do Bruno Peixoto é que ‘negocia demais’ e Iris Rezende quer ver no comando do PMDB um político que consiga rejeitar, de maneira peremptória, o ‘jogo sedutor’ do governador Marconi Perillo”, sustenta um irista.

Peemedebista diz que Ernesto Roller quer disputar com Tião Caroço para sepultá-lo politicamente

Um peemedebista disse ao Jornal Opção que o deputado estadual eleito Ernesto Roller (PMDB) torce para que o conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) Sebastião “Caroço” Monteiro se aposente e dispute a Prefeitura de Formosa. “Roller quer derrotar Caroço e ‘enterrar’ sua arrogância de uma vez por todas. Se brincar, Roller ganha com mais de 60% dos votos.”