Bastidores
Grupos de políticos e empresários conversaram demoradamente com o presidente nacional do PHS, Eduardo Machado, e sugeriram que dispute a Prefeitura de Goiânia. Eduardo Machado sondou alguns companheiros e, para fortalecer a chapa de candidatos a vereador, pode disputar a prefeitura, em 2016.
A Mitsubishi recebe incentivos fiscais do governo de Goiás, obtidos em parte porque promete gerar determinado número de empregos. Mas está demitindo sem dar nenhuma satisfação à sociedade de Catalão e ao governo. A Mitsubishi afastou mais de 400 funcionários, mas, se as vendas continuarem caindo, deve demitir mais nos próximos meses.
Os luas azuis do tucanato avaliam que a entrada em cena de Luiz Bittencourt pode mexer com o quadro sucessório. Porque o ex-deputado é articulado, inteligente e é bom de discurso. Pode colaborar para desconstruir Iris Rezende. Quem não gostou da entrada em cena de Luiz Bittencourt foi o pré-candidato a prefeito de Goiânia pelo PSB, Vanderlan Cardoso, que, registram as pesquisas de intenção de votos, está atrás de Iris Rezende e de Waldir Soares. O empresário teme cair para o quarto lugar.
Para enfrentar Daniel Vilela pelo comando PMDB, José Nelto conquistou o apoio da ex-deputada Iris Araújo e de Nailton Oliveira. Iris Rezende, que estaria propenso a bancá-lo, não apoia Daniel nem Sandro Mabel.
O empresário Jorge Gerdau, campeão do aço no Brasil, aposta no governador de Goiás, Marconi Perillo, para presidente da República. Já em 2018. O presidente do Movimento Brasil Competitivo, Jorge Gerdau, e Marconi Perillo conversaram com empresários do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. Gerdau disse várias vezes: “Este homem tem de ser presidente do Brasil”.
Empresários gaúchos, assim como Jorge Gerdau, ficaram impressionados com as ideias e com as informações sobre a gestão do tucano-chefe de Goiás.
Iris Rezende tentou se tornar um político nacional, mas acabou sendo apresentado como provinciano e, intimidado, voltou-se exclusivamente para a política regional. O senador Ronaldo Caiado é apontado pelo tucanato como “midiático”, adepto de “factoides” e “reacionário”. Já Marconi Perillo está conquistando o país pelo que está fazendo em Goiás, como a recuperação e a modernização da saúde pública. Políticos e empresários de destaque o veem como um dos poucos fatos novos surgidos na política nacional nos últimos anos.
Lúcia Vânia é apontada como a senadora goiana mais atuante em Brasília. Na luta pela aprovação da MP que reduz a dívida da Celg com Itaipu, o que facilita sua privatização, a presidente do PSB atuou como uma guerreira em defesa de Goiás. “O senador Ronaldo Caiado, jogando contra o governo de Marconi Perillo, fez o impossível para prejudicar o Estado”, afirma um deputado tucano.
A secretária da Educação, Raquel Teixeira, apostou que convenceria o governador de Goiás, Marconi Perillo, a desistir de implantar as organizações sociais nas escolas públicas. O fato é que Raquel Teixeira acabou sendo convencida a implantar as OSs na Educação. Porque o tucano-chefe é determinado e não desiste de suas boas ideias.
Ninguém entende porque um deputado e um senador sérios como Daniel Vilela, do PMDB, e Ronaldo Caiado, do DEM, não se manifestam sobre as contas suíças do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo “Suíço” Cunha.
Político responsável e ético, Ronaldo Caiado também não se manifesta sobre as denúncias contra o senador Agripino Maia, do DEM.
Pesquisa de intenção de voto mostra que, no momento, os eleitores anapolinos estão mais interessados no prefeito João Gomes, do PT, que faz uma gestão competente, e no popular deputado estadual Carlos Antônio, do Solidariedade. Alexandre Baldy, que recebeu uma votação razoável para deputado federal em Anápolis, é desconhecido de 70% dos eleitores. Ele é tido, na cidade, como “estrangeiro” e, até, “paraquedista”. Ressalte-se que mantém negócios no município, embora more em Goiânia.
O presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, Helio de Sousa, é, acima de tudo, um político e homem decente. Por isso teve coragem de fazer críticas públicas ao maior grupo de Comunicação do Estado, o Jaime Câmara. Ele está, na verdade, fazendo a defesa do Poder Legislativo — não de irregularidades. Poucos percebem, mas “O Popular” e a TV Anhanguera só puderam divulgar notícias sobre a Assembleia Legislativa, como a história dos funcionários fantasmas, porque Helio de Sousa tornou o poder mais transparente. O ponto eletrônico, ao qual houve reações internas negativas, foi implantado pelo deputado do DEM. Leal, sólido como uma rocha, avesso ao populismo, Helio de Sousa é respeitado pela sociedade e pelos políticos. O governador Marconi Perillo o admira — tanto pela eficiência quanto pela conduta séria como presidente do Legislativo. Ex-prefeito de Goianésia, onde fez uma gestão qualitativa, Helio de Sousa pode ser vice de José Eliton em 2018 ou disputar mandato de deputado estadual ou federal.
1 — Adriana Accorsi. A petista parece desmotivada e disposta apenas a concluir seu mandato. 2 — Eduardo Machado. O presidente nacional do PHS é extremamente ativo e está aliança com alguns partidos menores, como o PV. 3 — Fábio Sousa. O tucano quer disputar, mas sabe que arranham vários motivos para rifá-lo. Um deles: “É muito evangélico” (contraponto com Iris Rezende, que, pouco evangélico, é visto como ecumênico). 4 — Francisco Júnior. Integrante do PSD, é mais citado como possível vice de Jayme Rincón. Tem ideias modernas de como gerir Goiânia. 5 — Iris Rezende. É o favorito, com ou sem aliança com o PT. Provavelmente irá para o segundo turno. É do PMDB. 6 — Jayme Rincón. É o nome do PSDB e do governador Marconi Perillo. É gestor e é articulado. Precisa “desmergulhar”. Porque a campanha de 2016 será muito curta. 7 — João Campos. Do PSDB. Tentaram empurrá-lo para Aparecida de Goiânia. Mas seu sonho é ser prefeito de Goiânia. 8 — Luis Cesar Bueno. Do PT. Hoje, tem mais força do que Adriana Accorsi para disputar a Prefeitura de Goiânia. 9 — Luiz Bittencourt. Do PTB. Tem discurso afiado e sabe desconstruir discursos e apresentar seu marketing com mestria. 10 — Vanderlan Cardoso — PSB. Não é fraco, mas seu principal problema é que não “desencarna” de Senador Canedo. Fisicamente, mora e está em Goiânia, mas, espiritualmente, está no município vizinho. 11 — Virmondes Cruvinel. Do PSD. É uma das revelações políticas da base governista. Pode encontrar uma barreira no que chamam de “fila”. Não seria sua vez. 12 — Waldir Soares. PDSB. É candidatíssimo. E não aceita tutela nem mesmo do governador Marconi Perillo. Pode ser a grande surpresa das eleições. É provável que a esquerda radical vai apresentar um (ou mais de um) candidato. Para cumprir tabela, quer dizer, para expor seu pensamento.



