Bastidores
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Flávio Buonaduce: a renovação que chega por intermédio da tradição| Foto: Fernando Leite / Jornal Opção[/caption]
As eleições deste ano para a Ordem dos Advogados do Brasil-Seção de Goiás prometem ser as mais quentes da história. O clima eleitoral — o pleito será em 27 de novembro — já é acirrado entre os quatro pretendentes: o representante da OAB Forte, Flávio Buonaduce; o candidato da velha oposição, Lúcio Flávio; o nome lançado pelo continuísmo, o presidente Enil Henrique; e o “independente”, o ex-desembargador Paulo Telles.
No ambiente de troca de ataques que já se instalou, é interessante observar o perfil conciliador e propositivo do advogado Buonaduce, um “gentleman”, que sabe focar o seu discurso na apresentação de ideias e “colher” sugestões para o seu plano de gestão. Ele conseguiu se posicionar com um perfil de renovação da tradicional OAB Forte, que é o grupo de construiu a OAB-GO e a tornou atuante tanto na defesa da advocacia como também dona de um patrimônio considerável em Goiânia e em todo o Estado, no caso das sedes próprias das subseções.
Jovem, Buonaduce é o novo experiente que traz a marca do conhecimento profundo que tem sobre a Ordem (ocupou cargos importantes na sua estrutura) e por isso recebe dos seus apoiadores uma definição que diz tudo: significa “segurança” para o futuro da entidade.
Judson Lourenço diz que as prefeituras estão quebradas e que recursos são concentrados nos governos federal e estaduais O prefeito de Santa Helena, Judson Lourenço, disse ao Jornal Opção na segunda-feira, 14, que não vai se filiar a um partido da base do governador Marconi Perillo (PSDB) e nem mesmo vai disputar a reeleição. “De fato, recebi convites de líderes da base do governo, mas não vou deixar o PMDB.” “Nada tenho a ver com o conflito político entre o governador Marconi Perillo e o ex-governador Alcides [Cidinho] Rodrigues”, afirma Judson Lourenço. “Tenho bom trânsito com vários setores do governo Marconi Perillo, não tenho dificuldade de convivência. Entretanto, os assuntos que levo ao governo não são concretizados.” O prefeito frisa que mantém relacionamento qualitativo com os deputados federais Roberto Balestra, do PP, e Magda Mofatto, do PR. “Ele ajudam o município.” Judson Lourenço faz questão de frisar que tem sido prestigiado pelos dirigentes do PMDB. Apontado como um gestor eficiente, Judson Lourenço diz que, mesmo mantendo a filiação no PMDB, não pretende disputar mandato em 2016. “Quero sossego. Tudo acontece nos municípios, principalmente os problemas, mas seus recursos não são suficientes. O dinheiro fica em Goiânia e, sobretudo, em Brasília. Estamos expostos, a situação é calamitosa. Os municípios estão quebrados. Os prefeitos sofrem pressões de todos os lados, o que afeta até suas famílias. Judicializaram a gestão pública no Brasil, há processos gratuitos.”
O ex-deputado federal Leandro Vilela (PMDB) pode surpreender o tio Maguito Vilela e desistir de disputar a Prefeitura de Jataí. Ele tem negócios e está morando em Goiânia. Detalhe: há meses não visita o município. O prefeito Humberto Machado estaria irritado com seu pupilo. Comenta-se que, se for candidato e se for eleito, Leandro Vilela vai continuar morando num condomínio horizontal de alto luxo, em Goiânia. Só iria a Jataí de terça a quinta-feira. O peemedebista não aprecia cidades interioranas.
Lúcia Vânia (PSB) está tensionando para disputar o Senado, ao lado do governador Marconi Perillo (PSDB) em 2018. Não deve disputar o governo do Estado. Mesmo discreta, porque não gosta de fazer alarde de suas articulações, a senadora é uma estrategista de primeira linha. A ex-tucana percebeu que, com as novas configurações políticas da base do tucano-chefe, mais uma vez tentariam deixa-la de fora da chapa majoritária. Por isso, com rara habilidade, migrou para o PSB, assenhorando-se do comando do partido, e passa a ter espaço garantido para disputar o Senado em 2018. E, se Vanderlan Cardoso for eleito prefeito de Goiânia, Lúcia Vânia se torna ainda mais forte. Certamente, se isto acontecer, o tucanato terá de ir atrás dela para uma composição em 2018. Se não for, a líder do PSB poderá buscar novos caminhos, fortalecendo outro candidato a governador. Portanto, ninguém mexeu as pedras do xadrez com tanta eficiência quanto Lúcia Vânia — por sinal, uma grande leitora dos clássicos da política, como “O Príncipe”, do italiano Nicolau Maquiavel, e o “Leviatã”, do britânico Thomas Hobbes.
O PT pretende lançar candidatos-estrelados a vereador em Goiânia: Mauro Rubem, Olavo Noleto, Marina Sant’Anna, Serjão Dias e, mesmo, Pedro Wilson (conta que este não quer disputar). Se não fizer isto, se lançar nomes anônimos, o PT tende a desaparecer em Goiânia.
O prefeito de Catalão, Jardel Sebba (PSDB), decidiu: vai disputar a reeleição. Já começou a articular para a montagem da chapa com um vice agregador e com bom trânsito político. Pesquisas do Instituto Fortiori indicam que a imagem de Jardel Sebba é cada vez mais consistente.
Para o senador Wilder Morais (PP) deve sobrar a suplência do tucano-chefe Marconi Perillo em 2018. O pepista vai dizer que é candidato até a marca do pênalti, mas, na hora agá, aceita a suplência. Wilder Morais tem dinheiro, mas não densidade eleitoral. Por isso se aproximou de Marconi Perillo — com o objetivo de se tornar uma espécie de candidato-mochila.
“Se Iris Rezende não for candidato a prefeito de Goiânia, não sei mais quem será candidato”, diz o vice-prefeito Agenor Mariano. O jovem peemedebista diz que tem certeza que Iris Rezende será candidato do PMDB a prefeito da capital. “Não porque ele queira. Mas porque as circunstâncias exigem.”
O deputado federal Waldir Soares deve disputar a Prefeitura de Goiânia pelo Pros. O delegado tem dito que, mesmo sem “janela”, vai deixar o PSDB. Alega que foi eleito com seus próprios votos, sem os votos de outros aliados. Acabou a fantasia de que poderia ser candidato com o apoio do tucanato. Este só o apoia se for para o segundo turno contra Iris Rezende, do PMDB.
Uma pesquisa indica que a popularidade do empresário Zélio Cândido (PSB) é baixa em Senador Canedo, o que sugere que Vanderlan Cardoso, embora forte no município, não dá conta de eleger um poste. Por isso cogita bancar o deputado Sérgio Bravo (PROS) — uma evolução: trata-se de uma “pedra”.
Por que Vanderlan Cardoso não apoia a reeleição do prefeito Misael Oliveira, de Senador Canedo? Ele costuma dizer que o líder do PDT é turrão. No caso, o “teimoso” é o ex-prefeito. Vanderlan Cardoso praticamente exigiu que Misael Oliveira se filiasse ao PSB e se afastasse do governador Marconi Perillo. Como o prefeito não aceitou suas ordens, passou a atacá-lo nos quatro cantos do município.
O conselheiro Helder Valin costuma dizer, para os íntimos, como Kennedy Trindade, que não sai do Tribunal de Contas do Estado nem que a vaca tussa em hebraico e espirre em iídiche.
A cúpula do PPS estadual rejeita a filiação do ex-prefeito de Anápolis Ernani de Paula. Mas o presidente do partido no município, André Almeida, a aprova.
No tempo de Ulysses Guimarães, havia a “turma do poire”. Agora, há a “turma do pauma” (Paulo Maluf), que toma vinhos finos em São Paulo — Romanée Conti para cima. O goiano Alexandre Baldy, mesmo sem envolvimento nos “problemas” do malufício paulista, bebe vinho com o grupo.
A mais nova dobradinha em Brasília está dando o que falar. Os deputados Jovair Arantes e Daniel Vilela viraram carne e unha e não fazem mais nada sozinhos. O que se diz é que a parceria extrapola a simples política. Tornou-se amizade. A união entre Jovair Arantes e Daniel Vilela é tão forte que o deputado Henrique Arantes, filho do primeiro, já anda com ciúme. Numa roda, teria comentado que até parece que Vilela é que é filho do líder do PTB.

