Artigo de Opinião
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Abílio Wolney Aires Neto*
Em pesquisa para um trabalho na Faculdade de História, eis com o que me deparei para análise na era digital: o homo sapiens deu um salto definitivo para a categoria de homo virtualis. Com efeito, a revolução tecnológica que estamos vivendo tem transformado a maneira como interagimos com o mundo, criando novas formas de comunicação e trabalho. No epicentro dessa transformação estão os avanços nas comunicações via satélites, liderados por Elon Musk, que prometem redefinir o acesso à internet, o metaverso e as dinâmicas do trabalho híbrido em praticamente todo o mundo.
O projeto de satélites da SpaceX visa oferecer internet de alta velocidade e baixa latência para áreas remotas, onde a infraestrutura tradicional ainda não chegou ou é precária. No Brasil, país de vastas dimensões geográficas e desigualdade digital, a chegada dessa tecnologia pode diminuir significativamente o abismo entre centros urbanos e regiões periféricas. Isso permitirá a milhões de brasileiros, antes desconectados, o acesso a serviços essenciais e a novas oportunidades digitais, estreitando as distâncias que antes limitavam o desenvolvimento social e econômico.
Além da melhoria no acesso à internet, a expansão da conectividade trará benefícios diretos para a comunicação social. A qualidade da internet será crucial para melhorar a experiência em redes sociais, com vídeos de alta definição e interações mais dinâmicas. Plataformas como Facebook, Instagram e YouTube poderão oferecer conteúdos de maior qualidade, o que, por sua vez, aumentará o engajamento dos usuários e as possibilidades de comunicação. Para empresas, a evolução das comunicações proporcionará reuniões virtuais e colaborativas mais eficientes, sem os tradicionais problemas de falhas e lentidão, o que é um grande avanço para o trabalho remoto e eventos digitais.
O metaverso, um espaço virtual imersivo, também será fortemente impactado por esses avanços. Exigindo conexões rápidas e alta largura de banda, o metaverso se tornará acessível a mais pessoas, incluindo aquelas de áreas remotas, que antes não poderiam participar dessas experiências digitais. A conectividade via satélites abrirá novas possibilidades para reuniões virtuais, jogos e eventos imersivos, tornando o metaverso um ambiente mais inclusivo e acessível, transformando a maneira como as pessoas interagem digitalmente.
Por sua vez, o trabalho híbrido, que combina o melhor dos mundos presencial e remoto, também será impactado por essas novas tecnologias. Esse modelo de trabalho, já em crescimento, oferece maior flexibilidade tanto para as empresas quanto para os trabalhadores, permitindo que atividades sejam realizadas de qualquer lugar. A qualidade da internet proporcionada pelos satélites facilitará a comunicação entre equipes e a execução de tarefas colaborativas, tornando o trabalho remoto ainda mais eficiente. No entanto, os desafios de isolamento social e a dificuldade de balancear a vida profissional e pessoal continuam a exigir atenção.
No campo econômico, tanto o metaverso quanto o trabalho híbrido criam novas oportunidades de negócios. O metaverso, por exemplo, possibilita que empresas comercializem produtos e serviços virtuais, expandindo seus mercados de maneira inovadora. O trabalho híbrido, por sua vez, abre novas possibilidades de contratação de talentos em qualquer lugar, ampliando o alcance geográfico das empresas. Além disso, a redução de custos com infraestrutura física, como a manutenção de escritórios, pode ser uma vantagem considerável. Contudo, essa mudança também apresenta desafios, como a precarização de empregos digitais e a necessidade de adaptação das empresas a essa nova realidade.
A chegada dos satélites móveis, como a tecnologia Starlink Cell, também afetará diretamente o mercado de telecomunicações. No Brasil, onde a internet móvel ainda enfrenta desafios de qualidade e custo, a implementação de internet via satélites pode transformar a oferta de serviços de telefonia e dados. A cobertura celular via satélite permitirá que até as áreas mais remotas tenham acesso à conectividade, forçando as operadoras a revisarem seus modelos de negócios para competir com as novas ofertas. Isso pode resultar em pacotes de dados mais acessíveis e flexíveis, além de mudanças nas políticas de regulação do setor.
O impacto dessa revolução será profundo. Ao democratizar o acesso à internet, ela pode reduzir desigualdades e ampliar o engajamento social e político, permitindo que mais pessoas se conectem e participem de discussões globais. No entanto, os riscos também são consideráveis, como o aumento da dependência de plataformas digitais e questões relacionadas à privacidade e à segurança dos dados. Além disso, a concentração de poder nas mãos das grandes empresas de tecnologia pode afetar a competitividade no mercado de telecomunicações, exigindo políticas públicas que garantam um ambiente mais equilibrado e justo.
Fato é que a constelação de satélites artificiais de Elon Musk, combinada ao crescimento do metaverso e do trabalho híbrido, está moldando um futuro digital interconectado e transformador. Essa revolução tecnológica traz grandes oportunidades econômicas e sociais, mas também exige cautela para garantir que os benefícios sejam acessíveis a todos e que as desigualdades digitais não sejam exacerbadas. A adaptação das operadoras, a formulação de políticas públicas eficazes e a colaboração entre diferentes setores serão essenciais para garantir que essa revolução beneficie de maneira justa e equitativa a população brasileira e global.

*Abílio Wolney Aires Neto é Juiz de Direito da 9ª Vara Civel de Goiania. Cadeira 9 da Academia Goiana de Letras, Cadeira 2 da Academia Dianopolina de Letras, Cadeira 23 do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás-IHGG, Membro da União Brasileira de Escritores-GO dentre outras. Graduando em Jornalismo. Acadêmico de Filosofia e de História. 15 titulos publicados
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