O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, irá ao Supremo Tribunal Federal (STF) na tarde desta sexta-feira, 13, devolver a réplica da Constituição roubada por golpistas, no último domingo, 8. No dia da destruição na Praça dos Três Poderes, fotos de um radical mascarado segurando o documento histórico em meio à confusão no coração da República viralizou nas redes sociais. O documento roubado foi recuperado nessa quinta-feira, 12, em São Lourenço (MG), com um dos participantes dos atos terroristas.

A declaração de Dino ocorreu durante cerimônia em homenagem aos profissionais que contribuíram para a defesa da democracia durante os atentados terroristas. “Hoje, eu e doutor Andrei [Rodrigues, diretor da Polícia Federal] vamos ao Supremo Tribunal Federal simbolicamente restituir ao Supremo a Constituição que foi subtraída. Esta Constituição é uma daquelas poucas que foram assinadas pelos [deputados] constituintes. Nós vamos devolver à ministra Rosa Weber (presidente do STF). Este é um gesto para mostrar que nós temos uma referência”, disse o ministro, erguendo a réplica da Constituição.

Dino disse que os descontentes têm que esperar a próxima eleição. “Pelo amor de Deus, acabou a eleição de 2022, entendam definitivamente isto. Haverá uma nova eleição daqui a quatro anos. Nós, os vencedores de 2022, se perdermos em 2026, vamos respeitar democraticamente o resultado”.

Segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deseja um País em paz, mas ponderou que isso não significa “se curvar a uma lógica do vale-tudo”. “Não queremos um País conflagrado. O presidente Lula deseja um País em paz. Mas paz não significa se curvar a uma lógica do vale-tudo, não significa aceitar a lógica do mais forte”, declarou o ministro.

Dino defendeu que as investigações contra os golpistas que participaram da invasão dos prédios e contra os financiadores e organizadores dos atos precisam ser levadas adiante não por vingança, mas porque a “lei manda”. “Esses mesmos terroristas agora querem deixar regiões brasileiras sem energia elétrica”, emendou. Dino estava acompanhado do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do interventor federal na segurança pública do DF, Ricardo Cappelli.