A fala do deputado federal Gustavo Gayer (PL) durante o podcast “Três Irmãos” sobre a África poderá gerar consequências para o parlamentar. O advogado-geral da União, Jorge Messias, determinou nesta sexta-feira, 30, à Procuradoria-Geral da União (PGU) que realizasse um estudo sobre as medidas jurídicas cabíveis a respeito.

Segundo Messias e a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, as falas do parlamentar goiano não podem ser aceitas em uma democracia. Além de ressaltaram que as declarações podem configurar como crime de racismo

Além da PGU, as deputadas Célia Xakirabá, Taliria Petrone, Erika Hilton e Adriana Cavalcante, todas do Psol, também solicitaram que o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Ministério Público Federal (MPF) também apurem o caso por suspeita de racismo.

Na última semana, Gayer disse que a democracia não prospera na África porque seria necessário ter “um mínimo de capacidade cognitiva”. Segundo ele, os habitantes do continente não teriam capacidade para realizar discernimento sobre o que seria “bom e ruim, certo ou errado”.

Durante o mesmo programa, o parlamentar também teceu críticas à população brasileira por conta da vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas últimas eleições.