Quando a política está extremada — com direita e esquerda fortes, mas com o centro enfraquecido, pelos ataques dos radicais —, a democracia corre risco. O golpismo às vezes é iminente, como ocorreu em 8 de janeiro de 2021.

O centro político, com seu espírito tolerante e conciliatório, fortalece a democracia, ao sugerir que contrários podem conviver em paz, respeitando as divergências mas buscando convergências para melhorar a qualidade de vida de todas as pessoas.

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Jaime Rodríguez-Arana, intelectual espanhol, professa o que chama de filosofia centrista | Foto: Reprodução

Vilmar Rocha, deputado federal por vários mandatos, sugere a leitura de um livro àqueles leitores que avaliam que o centro político tem validade: “Espaço do Centro” (Contracorrente, 380 páginas, tradução de Carolina Machado), de Jaime Rodríguez-Arana.

Jaime Rodríguez-Arana, celebre jurista espanhol, tem doutorado e é professor de Direito Administrativo na Universidade de La Coruña.

“O centro político talvez possa ser considerado como o verdadeiro oxigênio da democracia”, sublinha Vilmar Rocha. “Por isso, estou lendo o livro do intelectual espanhol.”

Vilmar Rocha, ex-deputado: “Centro político é o verdadeiro oxigênio da democracia” | Foto: Jornal Opção

Livro é indicação de Adolfo Suárez

A sinopse divulgada pela editora Contracorrente informa: “O autor vê o centro como um espaço político muito além dos posicionamentos de direita ou de esquerda, onde podem participar partidos e programas políticos de diversos espectros. Trata-se de um espaço de pensamento aberto, que busca através da democracia, alcançar melhores condições de vida dos seus cidadãos. Em tempos de radicalismos e polarizações, a obra apresenta um conjunto de reflexões atemporais, baseadas na tolerância, no compromisso com a dignidade humana e com os direitos fundamentais”.

Jaime Rodríguez Arana capa de livro

Primeiro presidente da Espanha eleito democraticamente, depois da queda da ditadura de Francisco Franco, Adolfo Suárez diz no prefácio: “Os valores do centrismo são claros e diversos. Constituem uma forma especial de viver a democracia e aprofundá-la. São eles a tolerância ativa, a moderação, a solidariedade, o equilíbrio, o realismo, a ausência de todo dogmatismo e muitos outros que neste livro são especificados e estudados. Todos eles derivam de um valor essencial: a dignidade da pessoa humana e o respeito por seus direitos fundamentais que o Estado deve reconhecer, proteger e amparar”.

A “filosofia centrista”, professada por Jaime Rodríguez-Arana, é “baseada na política do diálogo, do respeito, da tolerância e na moderação para o exercício da ação política”. (E.F.B.)