PT tenta se aproximar de Marconi, que tenta se aproximar de Flávio Bolsonaro
20 junho 2026 às 22h01

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Via Delúbio Soares, supostamente acatando a liderança do presidente Lula da Silva e do presidente nacional do PT, Edinho Silva, o Partido dos Trabalhadores ainda sonha como uma aliança com o pré-candidato a governador de Goiás pelo PSDB, Marconi Perillo.
Entretanto, Marconi Perillo persiste dizendo aos aliados (como Jardel Sebba) que, agora militando no campo da direita, prefere se manter distanciado do PT, ao menos no primeiro turno. (Frise-se que o tucano Jalles Fontoura, empresário e ex-deputado federal, prefere aliança com o PT, e já no primeiro turno.)

Aliados dizem que Marconi Perillo vai, em breve, declarar apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro. Seu objetivo é, ao criar um segundo palanque em Goiás para o pré-candidato do PL a presidente da República, fortalecer sua própria campanha.
A tese do tucanato é que, de alguma maneira, Flávio Bolsonaro e o bolsonarismo não foram “apropriados” — ou arrebanhados — pelo Wilder Moraes, que, na pré-campanha, permanece inerte, como se estivesse de férias da política.
Há uma pedra no caminho. Um político ligado a Flávio Bolsonaro afirma que ele não vai se alinhar em Goiás com um político que manteve, de alguma maneira, ligações com Daniel Vorcaro e o Banco Master. Marconi Perillo recebeu mais de 14 milhões de reais para dar consultoria ao Banco Master.

Marconi Perillo poderá contra-argumentar que Flávio Bolsonaro pegou dinheiro com Daniel Vorcaro para produzir o filme “Dark Horse”, sobre seu pai, Jair Bolsonaro. Trata-se de um fato. Mas ter de justificar a si e a um não-aliado, que se tornaria aliado de ocasião, pode não ser produtivo para o postulante à Presidência da República.
O fato, uma questão factual, é que Marconi Perillo tende a caminhar sozinho. Ou melhor, se Aécio Neves for candidato a presidente da República pelo PSDB, terá de acompanhá-lo nas andanças pelo Estado. (E.F.B.)



