Vice de Daniel Vilela afunilou em 5 nomes. Saiba quais e os 2 favoritos
18 abril 2026 às 21h00

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O Jornal Opção apurou que, apesar das pressões, o vice de Daniel Vilela pode ser definido não agora, e sim entre junho e julho. Por isso, os líderes governistas pedem calma, inclusive à imprensa mais açodada. A tese é: o que a indicação acrescentaria neste momento? Talvez nada.
Há quem postule que é preciso ficar de olho no jogo (e chapas) dos adversários, quer dizer, dos pré-candidatos a governador Marconi Perillo, do PSDB, e Wilder Morais, do PL. E, claro, o pré-candidato do PT, que ainda não foi indicado.

Se o nome não será definido agora, cinco políticos se colocaram à disposição para a vice de Daniel Vilela: Adriano da Rocha Lima, do PSD, Bruno Peixoto, do União Brasil, Gustavo Mendanha, do PRD, José Mário Schreiner, do PSD, e Luiz Carlos do Carmo, do PSD.
Há quem advogue que o vice sairá do PSD, o partido ex-governador Ronaldo Caiado. Mas é preciso ressaltar que o PSD há tem um pré-candidato para a chapa majoritária — o senador Vanderlan Cardoso. Ainda assim, há quem aposte que o vice de Daniel Vilela sairá do partido.
No momento, os vices mais cotados da base governista são dois: Luiz Carlos do Carmo, empresário e ex-senador, e José Mário Schreiner, produtor rural e presidente da Federação da Agricultura do Estado de Goiás (Faeg). São relevantes, consistentes.

Luiz Carlos do Carmo representa a Assembleia de Deus, cujo mais importante representante em Goiás é um irmão, o bispo Oídes José do Carmo. Mas é possível dimensionar o apoio evangélico que realmente traz para Daniel Vilela?
Outras igrejas evangélicas — Universal, Luz para os Povos, Videira, Batista, Fonte da Vida, Quadrangular — acompanharão o postulante do MDB se Luiz Carlos do Carmo for indicado para a vice? Não se sabe. Há divergências de fundo entre os evangélicos.
Schreiner conta com o apoio da maioria dos sindicatos rurais de Goiás. Mas, se ocupar a vice, contribuirá para a conquista da maioria dos produtores rurais — a turma do Agro? Não se sabe. Seu poder, neste campo, ainda não está devidamente dimensionado.

Há resistências a Schreiner no Sudoeste, notadamente em Rio Verde. Bases governistas do município têm preferência por Luiz Carlos do Carmo. A aliança do presidente da Faeg com a deputada federal Marussa Boldrin não agrada ao grupo do ex-prefeito Paulo do Vale, seguramente o político mais influente do Sudoeste e, sobretudo, de Rio Verde.
Há produtores rurais do Sudoeste que não apoiam Schreiner por considerá-lo como um dos patronos da extinta “taxa do agro”. Ainda assim, é um nome forte para a vice. E há setores do MDB que têm mais entusiasmo pelo ex-deputado federal do que pelo empresário Luiz Carlos do Carmo.
Aliados de Daniel Vilela recomendam que não se tire ninguém do páreo. Mas Bruno Peixoto está cada vez mais pré-candidato a deputado federal do que a vice. Já seus colegas deputados estaduais avaliam que é, eleitoralmente, um postulante “altamente consistente”. É apontado como “popular”. “É uma espécie de Irizinho”, sugere um parlamentar.
Adriano da Rocha Lima permanece como o vice preferido de Ronaldo Caiado. Ele é visto como um estadista, ou seja, aquele político que entende à perfeição o que é política de governo e o que é política de Estado. Não tem voto? Até pode ser. Mas o ex-governador tem, e de sobra.
Se Daniel Vilela chegar aos 50% das intenções de voto, Adriano da Rocha Lima fica mais próximo de ser o seu vice.
Ressalte-se que Luiz Carlos do Carmo também, via Igreja Assembleia de Deus, está muito próximo de Ronaldo Caiado.
Gustavo Mendanha filiou-se ao PRD para pleitear a vice. Tem chance? Tem. Um deputado estadual afirma: “Tem voto”. Foi prefeito eleito e reeleito de Aparecida de Goiânia e disputou mandato de governador. Quer dizer, tem capital político.
O que se ressalva é que as bases políticas de Gustavo Mendanha em Aparecida já estão com Daniel Vilela, sobretudo por causa do prefeito Leandro Vilela (os dois são primos). Sendo assim, o ex-prefeito não teria condições de atrair “votos novos”. (E.F.B.)

