Vereadores podem propor a extinção do G-16 se ficar provada manipulação do setor imobiliário

Empresários, para ter controle da expansão urbana de Goiânia, estariam articulando para eleger presidente da Câmara Municipal, possivelmente Milton Mercez

Milton Mercez: frente ampla pode bancá-lo para presidente da Câmara Municipal de Goiânia | Foto: Reprodução Câmara

Milton Mercez: o vereador estaria sendo bancado pelo setor imobiliário | Foto: Reprodução Câmara Municipal

Um grupo de empresários do ramo imobiliário — com apoio do setor da construção civil — está jogando tão pesado na disputa para eleger o presidente da Câmara Municipal de Goiânia quanto o prefeito eleito, Iris Rezende (PMDB). Os empresários, que mantêm dois lobistas dialogando com alguns vereadores, não são contrários ao decano peemedebista, mas querem demarcar posição, evitando que tenha controle absoluto dos vereadores. Ocorre que um grupo de vereadores que pertencem ao chamado G-16 — agora com a inclusão de Paulinho Graus, o articulado vereador do PDT — descobriu que estariam sendo usados.

Os vereadores do G-16 (ou ao menos parte deles), que planejam supostamente inaugurar um tempo novo na Câmara, para mudar sua imagem — hoje, negativa, por ser vista como uma casa de negócios ou negociatas —, marcaram uma reunião de emergência para sexta-feira, 23. O objetivo é esclarecer o que de fato está acontecendo. Se o grupo estiver mesmo sendo usado pelo setor imobiliário — para obter o controle da expansão urbana do município —, alguns vereadores vão propor a sua extinção.

Os empresários, representados por Leopoldo (supostamente ligado à Acieg e, também, ao empresário Marcelo Baiocchi) e Francisco (vinculado ao setor imobiliário) — os vereadores não souberam precisar os sobrenomes —, pretendem eleger Milton Mercez, do PRP, partido liderado em Goiás pelo empresário e marqueteiro Jorcelino Braga, para presidente da Câmara Municipal.

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