Tucanato traça três caminhos possíveis para Marconi Perillo

O governador pode ser candidato já em 2020, pode postular mandato de deputado federal em 2022 ou ficar quieto até 2026

O marconismo está dividido sobre o futuro do ex-governador Marconi Perillo. Há pelo menos três correntes – com pensamentos divergentes a respeito do assunto.

A primeira cobra que Marconi Perillo dispute mandato já em 2020 – para prefeito (de Goiânia ou Anápolis) ou vereador (em Goiânia). A tese é a seguinte: ao disputar, tende a ser eleito e, deste modo, volta mais cedo ao jogo político – indicando aos eleitores que está recomeçando de baixo, o que poderia ser interpretado como um gesto de humildade. A ideia é encampana por uma ala minoritária do PSDB.

Marconi Perillo (PSDB) e Iris Rezende Machado (MDB): o segundo perdeu três eleições para governador, entre 1998 e 2014, e se elegeu prefeito de Goiânia três vezes. Tucano também pode seguir caminho parecido? Ele quer voltar à política | Foto: Divulgação

A segunda praticamente exige que Marconi Perillo seja candidato a deputado federal em 2022. Tese do tucanato: apesar do desgaste, que o levou a ser derrotado para o Senado em 2018, o ex-governador tem capital eleitoral – ao menos para a disputa de uma vaga na Câmara dos Deputados. Na perspectiva dos tucanos, teria uma votação elástica e, assim, poderia contribuir para elegê-lo e, possivelmente, mais um deputado. Integrantes do PSDB que professam a ideia sugerem que, se voltar apenas em 2026, Marconi Perillo pode ser esquecido pelos eleitores. Oito anos longe de disputas, acreditam, não será benéfico a um político que ganhou quatro eleições para governador e uma para senador. Tucanos também postulam que, se não disputar, sua atitude pode ser interpretada como “medo” e, até, “c ovardia& rdquo;. Sublinhe-se que esta corrente está crescendo. (O ex-deputado federal e ex-prefeito de Anápolis Adhemar Santillo é adepto da tese.)

A terceira, apontada como articulada pelo próprio Marconi Perillo, sugere que o ex-governador deve esperar dois governos – porque governos geram desgastes – e então se apresentar, em 2026, daqui a seis anos, como possível candidato a governador. Os oito anos de seus adversários – se continuarem no poder em 2022 – poderiam ser confrontados com seu tempo no governo. Aí, dependendo do resultado da comparação, o tucano poderia ser bem (ou mal) avaliado pelos eleitores. Se no momento é hegemônica, a corrente começa a perder espaço para a segunda perspectiva.

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