Por falta de bases eleitorais, pois até seu partido, o DEM, reluta em apoiá-lo, o senador alia-se ao que há de mais degradado no país

Senador Ronaldo Caiado (DEM)

Há pequenos partidos que são sérios? Há. Mas são pouquinhos, menos, quem sabe, de cinco. Os nanopartidos têm degradado a política brasileira e se tornaram fontes de corrupção. Eles, no geral, estão à venda. Servem unicamente para que grupos extraem recursos financeiros e cargos de líderes políticos e gestores de cargos públicos.

De uma coisa não se pode acusar o senador Ronaldo Caiado: de ser desonesto. Sua trajetória, até aqui, tem sido de correção moral. Entretanto, por falta de bases políticas — nem o DEM quer segui-lo em Goiás —, o presidente do partido Democratas está se aliando com o que há de pior, exatamente os nanopartidos.

Como prega a ética na política, Ronaldo Caiado terá dificuldade para explicar aos eleitores porque está alinhado com os nanopartidos — alguns deles envolvidos em escândalos rumorosos. O tema, quando explorado pelos adversários, certamente vai influenciar nas pesquisas de intenção de voto.