Rodrigo Janot planejou matar Gilmar Mendes na sede do Supremo

O ex-procurador-geral da República afirma que, depois de assassinar o ministro, ele se suicidaria, de imediato

Gilmar Mendes e Rodrigo Janot: sorrisos forçados e inimigos mortais | Foto: Divulgação

O ex-procurador geral da República Rodrigo Janot revelou à Folha de S. Paulo na quinta-feira, 26, que planejou matar o ministro Gilmar Mendes. Ele disse que chegou a entrar armado com uma pistola na sede do Supremo Tribunal Federal com o objetivo de assassinar o magistrado. O motivo teria sido “insinuações” feitas pelo ministro a respeito de sua filha.

Janot está lançando o livro “Nada Menos Que Tudo: Bastidores da Operação Que Colocou o Sistema Político em Xeque” (Planeja do Brasil, 256 páginas) e conta a história narrada pela “Folha”. Mas sem revelar o nome de Gilmar Mendes, que só revelou ao jornal. “Tenho uma dificuldade enorme de pronunciar o nome desta pessoa”, afirma.

Irritado, Gilmar Mendes recomenda a Janot que faça “tratamento psiquiátrico”.

Como começou a crise

Ao alegar a suspeição de Gilmar Mendes em processos ligados a Eike Batista, em 2017, porque a mulher do ministro, Guiomar Feitosa Mendes, era sócia do escritório que defendia o empresário, Janot provocou sua fúria. O ex-procurador registra que Gilmar Mendes, como vingança, levantou suspeita sobre ações de sua filha, a advogada Letícia Ladeira Monteiro de Barros, que havia representando a OAS no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). “Num dos momentos de dor aguda, de ira cega, botei uma pistola carregada na cintura e por muito pouco não descarreguei na cabeça de uma autoridade de língua ferina que, em meio àquela algaravia orquestrada pelos investigados, resolvera fazer graça com minha filha”, anota Janot no seu polêmico livro.

Por que Janot não matou Gilmar Mendes? “Só não houve o gesto extremo porque, no instante decisivo, a mão invisível do bom senso tocou me ombro e disse: não”, relata Janot.

O ex-procurador frisa que pretendia assassinar Gilmar Mendes “antes do início da sessão do STF”. “Na antessala, onde eu o encontraria antes da sessão”, diz. Rodrigo Janot sublinha que, depois de matar o ministro, ele se suicidaria.

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