Reforma pode produzir “goianização” do secretariado de Ronaldo Caiado

O que se quer é tornar o governo mais dinâmico, atuando de maneira concentrada, com resultados imediatos. O que se quer é mais gestão e eficiência

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, está, no geral, satisfeito com o desempenho de seu secretariado. Mas em time que está ganhando às vezes é preciso mexer para ganhar muito mais. Há o caso de auxiliares que, por terem interesse em outros Estados, podem acabar saindo, ou seja, deixar os cargos não tem a ver, necessariamente, com desagrado do governador. No habitual estilo discreto, o gestor estadual praticamente não fala sobre o assunto, mas, segundo aliados, quer tornar o governo ainda mais dinâmico, e atuando de maneira mais concentrada, com resultados mais imediatos. O que se quer é mais gestão, eficiência e resultados. O Grupo Jaime Câmara estaria cobrando mudanças na comunicação do governo, alegando que o secretário precisa ter “agenda” para as empresas que produzem jornalismo.

Se parte dos estrangeiros saírem, a tendência é uma opção pela “goianização” do secretariado.

Secretaria de Segurança Pública — Rodney Miranda. A rigor, deixa o governo tão-somente se quiser. Nas duas polícias, a Militar e a Civil, comenta-se que pretende voltar para o Espírito Santo. Mas é fato que ele e Ronaldo Caiado se entendem por música. As polícias aprovam seu comando duro e sua firmeza no combate à criminalidade. Há quem aposte que o vice-governador Lincoln Tejota pretende ocupar o cargo. Um auxiliar do governador é peremptório: “Chance zero. Não há nada contra ele. Mas é que não tem conhecimento da área e faltam-lhe ‘cabelos brancos’, quer dizer, experiência de vida, para dirigir a Polícia Civil e a Polícia Militar. Outra coisa: se necessário, como afastar um vice?”

Secretaria da Indústria e Comércio — O ex-senador e empresário Wilder Morais já avisou que vai deixar o cargo para disputar a Prefeitura de Goiânia pelo PSC. O ex-senador e empresário tende a sugerir dois nomes ao governador: Adonídio Vieira Neto e César Moura, dois subsecretários. Tanto Adonídio quanto Moura circulam bem entre os empresários. Moura é consultor, um homem do mercado, e sabe falar a linguagem do empresariado. Mas não basta ter apoio, como o de Wilder. O secretário precisa agregar, entender de gestão e interagir com todo mundo. Precisa saber reger a orquestra.

Secretaria da Saúde — Ismael Alexandrino teve uma fase complicada e quase foi retirado do governo, antes da pandemia. Com a pandemia, revelou-se um gestor eficiente e rápido. “Até por ser médico, Caiado não vai trocar o secretário num momento tão difícil”, afirma um integrante do governo. A presença do presidente da Goinfra, Pedro Sales, na secretaria, dando forte apoio operacional, fortaleceu o secretário.

Secretário-geral da GovernadoriaFábio Camarota. Exige-se dele que cobre mais empenho do secretariado. É cotado para deixar o governo.

Secretaria de Economia — A capacidade de trabalho de Cristiane Schmidt é apontada por todos do governo. Com o Pró-Goiás, ficou mais forte. Mas há quem sugira que se aproxime mais dos auditores fiscais e tente aumentar a arrecadação por intermédio de uma fiscalização mais intensiva. Hoje, há vários auditores fiscais se aposentando e o quadro de servidores especializados está se tornando insuficiente. Há quem proponha que se crie uma Secretaria da Receita — com o objetivo de elevar a arrecadação. Aumentá-lo localmente. Não ficar esperando recursos do governo federal. O sistema de TI do Fisco também precisa de investimentos.

Secretária da EducaçãoFátima Gavioli passou por dois momentos. Primeiro, começou a desgastar-se no governo, inclusive atritando-se com auxiliares — um deles ligado ao deputado federal José Nelto. Houve até demissões, inclusive de um dos seus aliados. Depois, firmou-se. Mas há quem aposte que pretende voltar para Rondônia. No governo comenta-se que precisa incentivar mais o ensino de Matemática, que é uma aposta de Ronaldo Caiado.

Agência de Fomento — O governo cobra que as coisas fluam mais na agência. Rivael Aguiar é tido como eficiente. Mas há quem defenda que precisa ser mais proativo.

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