Quadro político está embaralhado nas 12 cidades com maior eleitorado de Goiás

Os dois favoritaços são do MDB: Iris Rezende, em Goiânia, e Gustavo Mendanha, em Aparecida de Goiânia

Nas 12 cidades com maior eleitorado de Goiás, o quadro está embaralhado. O MDB é favorito nas duas cidades com maior eleitorado – Goiânia, com quase 1 milhão de eleitores, e Aparecida de Goiânia, com mais de 300 mil eleitores. Os emedebistas Iris Rezende e Gustavo Mendanha são favoritaços. O PSDB só tem chance em Trindade (e graças ao prefeito Jânio Darrot, e não ao partido) – o que mostra quão o partido está combalido em Goiás. Aliados do governador Ronaldo Caiado têm força em vários municípios – como Rio Verde, Luziânia, Formosa, Anápolis e Goiânia (Iris Rezende é seu aliado).

Os dados sobre eleitores são do Tribunal Superior Eleitoral e dizem respeito a novembro de 2019. Ou seja, são recentes e não mudarão muito.

A oito meses e alguns dias das eleições, é cedo – até cedíssimo – para certezas. Portanto, reviravoltas poderão ocorrer em algumas cidades. No momento, por exemplo sobre Goiânia, os eleitores sugerem que não sabem quais os candidatos – exceto Iris Rezende.

Iris Rezende (Paulo Ortegal) é um dos favoritaços | Foto: Reprodução

1 – Goiânia – 967.303 eleitores.

O prefeito Iris Rezende, do MDB, é o favorito e é aliado do governador Ronaldo Caiado. Há nomes consistentes no páreo: Francisco Júnior, do PSD, Elias Vaz, do PSB, Dra. Cristina Lopes, do PL, Major Araújo, do PSL, Virmondes Cruvinel, do Cidadania, e Adriana Accorsi, do PT. Como a campanha não começou, parte dos eleitores nem sabe o nome dos pré-candidatos. Quadro aberto, portanto.

Gustavo Mendanha: um dos favoitaços | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

2 – Aparecida de Goiânia – 301.043 eleitores

A cidade tem o segundo maior eleitorado de Goiás – quase 40 mil a mais do que Anápolis. O prefeito Gustavo Mendanha, do MDB, é o favorito e não é aliado do governador Ronaldo Caiado; é companheiro de jornada de Daniel Vilela. Até o momento, não surgiu nenhum outro candidato declarado para enfrentá-lo. O deputado federal Glaustin da Fokus, do PSC, colocou seu nome, mas, como não emplacou, parece ter desistido. O deputado estadual Cairo Salim, do Pros, tem afirmado que será candidato. Por enquanto, Mendanha corre sozinho na raia.

Roberto Naves: amplo apoio e representa a renovação | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

3 – Anápolis – 265.802 eleitores

O prefeito Roberto Naves, do PP, tem como principal rival o deputado estadual Antônio Gomide, do PT. O progressista faz uma gestão avançada e conta com amplo apoio – do governador Ronaldo Caiado, do DEM, ao presidente da República, Jair Bolsonaro. O petista, pelo contrário, á adversário figadal tanto de Caiado – que é anapolino – quanto Bolsonaro. Quando foi prefeito, contou com o apoio dos governos presidenciais do PT e tinha como parceiro o então governador Marconi Perillo, que o tratava como “amigo”.

Paulo do Vale, prefeito de Rio Verde: o favorito, no momento | Foto: Divulgação

4 – Rio Verde – 131.546 eleitores

Município com quarto maior eleitorado de Goiás, Rio Verde tem dois candidatos consistentes – o prefeito Paulo do Vale, sem partido, e o médico e ex-prefeito Juraci Martins, do PSD. O gestor municipal é tido como favorito, mas Juraci começa a montar uma grande base política – que inclui o MDB de Daniel Vilela e o PSB do deputado estadual Lissauer Vieira. Paulo do Vale tem o apoio do governador Ronaldo Caiado.

Diego Sorgatto: renovação | Foto: Fábio Costa/Jornal Opção

5 – Luziânia – 114.798 eleitores

O prefeito Cristóvão Tormin, latin lover do Entorno de Brasília, aposta em dois nomes para a disputa da prefeitura – o deputado estadual Wilde Cambão e Murilo Roriz. Cambão havia saído na frente, mas há quem aposte que, por algum motivo, teria perdido parte da motivação. Apesar de alegar ter problemas de saúde, Murilo Roriz, se bancado por Tormin, será candidato. A oposição tem dois nomes consistentes: o deputado federal Célio Silveira e o deputado estadual Diego Sorgatto, ambos do PSDB. Inicialmente, Célio Silveira havia hipotecado apoio a Sorgatto, mas estaria refluindo para ser candidato ele mesmo. Porque as pesquisas estariam apontando-o como um candidato mais bem avaliado. Sorgatto é próximo do governador Ronaldo Caiado. Silveira, embora menos próximo, não se posta como adversário do gestor estadual.

6 – Águas Lindas – 90.714 eleitores

O quadro do município – que tende a passar de 100 mil eleitores brevemente, sobretudo se se fizer uma campanha para que todos os moradores adultos votem na cidade – é nebuloso. Diz-se que larga na frente aquele que obtiver o apoio do prefeito Hildo do Candango – apontado como popular e competente como gestor. O vice-prefeito Luiz Alberto Jiribita, se apoiado por Candango, ganha o “posto” de favorito. O MDB vai bancar o Dr. Lucas Antonelli. Estão na fila Zé da Imperial, Marco Túlio Pinto da Silva (apontado como inelegível). O vereador Pastor Rogemberg Barbosa, do PRB, planeja disputar. Filiado ao PTB, Candango está se aproximando do governador Ronaldo Caiado.

Alexandre César, cotado para a disputa em Trindade| Foto: Reprodução

7 – Trindade – 81.567 eleitores

O prefeito de Trindade, Jânio Darrot, é um dos gestores mais bem avaliados de Goiás. Por isso é um forte general eleitoral. Na sua base, há pelo menos quatro nomes se colocando para a disputa: Gleysson Cabriny, vice-prefeito, Alexandre César, Marden Júnior e Diego Marques. A oposição tem dois candidatos: o deputado Dr. Antônio, do DEM, e o médico George Morais, do PDT, ex-prefeito. O governador Ronaldo Caiado deve apoiar um deles. Aposta-se que a grande disputa se dará entre o candidato de Darrot e o candidato de Caiado.

Pábio Mossoró: prefeito de Valparaíso | Foto: Fernando Leite/ Jornal Opção

8 – Valparaíso – 79.300 eleitores

O prefeito Pábio Mossoró, que vai trocar o PSDB pelo MDB, tem chance de ser reeleito. Ele vai enfrentar Afrânio Pimentel, do PP, e, possivelmente, a deputada estadual Lêda Borges, do PSDB. O governador Ronaldo Caiado e o ex-ministro Alexandre Baldy vão bancar Afrânio Pimentel. Já Daniel Vilela, presidente do MDB,  e o deputado federal Célio Silveira, do PSDB, subirão no palanque de Pábio Mossoró. Lêda Borges é a candidata do ex-governador Marconi Perillo.

Divino Lemes: prefeito de Senador Canedo | Foto: Fábio Costa/Jornal Opção

9 – Senado Canedo – 73.299 eleitores

O prefeito Divino Lemes, do PSD (pode sair do partido, sobretudo se o senador Vanderlan Cardoso trocar o PP pelo PSD), é o favorito no município. Vanderlan Cardoso, se lançar a mulher, pode cristalizar a imagem de que também é adepto da familiocracia na política. O governador Ronaldo Caiado tende a apoiar Divino Lemes.

Gugu Nader: aposta do PSL em Itumbiara | Foto: Jornal Opção

10 – Itumbiara – 71.579 eleitores

O médico Murilo Borges é considerado pule de dez no município – ao menos no momento. Mas não se sabe se terá força na chegada. O PSDB queria bancá-lo, mas Marconi Perillo teria impedido, optando por deixar o partido sob controle do prefeito José Antônio (PTB, mas de saída), que é muito mal avaliado. Gugu Nader, do PSL, aposta que, com o apoio do deputado federal Delegado Waldir Soares e com sua história “positiva” no município, será eleito prefeito. O DEM deve bancar o empresário Dione Araújo, o candidato do governador Ronaldo Caiado e do deputado Álvaro Guimarães (DEM).

Adias Elias: favorito em Catalão | Foto: Jornal Opção

11 – Catalão – 70.349 eleitores

O prefeito Adib Elias, sem partido, é uma das grandes apostas do governador Ronaldo Caiado. Todos, até a oposição, o apontam como favorito. Mas há quem aposte que um frentão pode derrotá-lo. O MDB de Daniel Vilela banca o produtor rural Elder Galdino. O PL da deputada Magda Mofatto aposta em Luciano Tampa (cotado para ser vice de Elder Galdino). O PSDB avalia lançar o deputado estadual Gustavo Sebba. Há outros nomes, mas os citados são os principais postulantes.

Tião Caroço: forte mas não quer disputar em Formosa | Foto: Divulgação

12 – Formosa – 70.061

O deputado estadual Tião Caroço, do PSDB (está de saída, agora ou adiante), é apontado como favorito. Mas quem o consulta recebe sempre a mesma resposta: “Não quero disputar”. Motivos: o custo da campanha – que sempre acaba estourando na mão do candidato – e a dívida gigante da prefeitura. Ele disse ao Jornal Opção que, se o empresário Brasil Júnior (são primos) viabilizar sua candidatura, poderá bancá-lo. E insistiu: “Precisa viabilizar a candidatura”. O prefeito Gustavo Marques de Oliveira é cotado para disputar a reeleição. Até por ser prefeito, acaba sendo forte. O governo de Ronaldo Caiado deve bancar apenas um candidato na cidade, para não correr risco de perder.

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