PT muda política de alianças políticas e inclui o PSD de Kassab e Vilmar Rocha como possível aliado

O prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, articula com o PSD de Vilmar Rocha e Thiago Peixoto

Vilmar Rocha, Paulo Garcia e Thiago Peixoto: alianças políticas devem ser pensadas para 2016 mas também para 2018

Vilmar Rocha, Paulo Garcia e Thiago Peixoto: com a bênção de Dilma Rousseff e Gilberto Kassab, articulam alianças pra 2016 e 2018

A crise nacional do PT enfraqueceu todo o PT, mesmo em Estados em que seus líderes e militantes não foram envolvidos pela Operação Lava Jato — como é o caso de Goiás. Por isso, o PT nacional decidiu que, para a eleição de 2 de outubro, vai ampliar e modificar sua política de alianças partidárias.

O PT, anteriormente, mantinha um quadro de alianças político-eleitorais com partidos que eram mencionados como do campo democrático popular (PC do B e PDT, por exemplo) — dadas suas afinidades programáticas e ideológicas. O quadro agora, ante a crise nacional, é outro. O petismo começa a incluir na sua política de alianças, em todo o país — respeitando, claro, certas especificidades regionais —, outros partidos que compõem a base do governo Dilma Rousseff, ainda que não tenham “liga” ideológica.

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Partidos como o PSD, com forte base no Congresso e em alguns Estados, passam a fazer parte do arco de alianças do PT. O partido dirigido por Gilberto Kassab, no país, e pelo ex-deputado federal Vilmar Rocha, em Goiás, agora faz parte das alianças preferenciais do petismo.

Recentemente, o presidente do PSD em Goiás, Vilmar Rocha, e o deputado federal licenciado Thiago Peixoto, também do PSD, almoçaram com o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, do PT, no restaurante L’Etoile Argent, no Setor Marista. Embora da conversa preliminar não tenha saído nenhuma decisão sobre aliança para o primeiro turno, por exemplo em Goiânia, o trio conversou abertamente sobre política e alianças. Vilmar Rocha disse ao Jornal Opção que a conversa foi agradável e que tem respeito pelo prefeito petista.

Como está na base do governo de Marconi Perillo, um tucano muito ligado à cúpula nacional do PSDB — leia-se Aécio Neves e Geraldo Alckmin —, o PSD de Goiás tem certa dificuldade de compor com o PT, notadamente no primeiro turno. No segundo turno, possivelmente, não terá problema. Mas Gilberto Kassab, um dos ministros mais próximos da presidente Dilma Rousseff, tem dito, em conversas públicas, que não lhe desagrada compor com o PT em determinadas cidades. Se há uma aliança no plano nacional, por que não é possível no plano regional? O ministro das Cidades, porém, tem afirmado que respeita as peculiaridades regionais.

Pode-se dizer que, demonstrando capacidade de articulação, o prefeito Paulo Garcia antecipou-se à decisão nacional e, portanto, tem caminho aberto para avançar no campo de alianças com o PSD e outros partidos da base do governo Dilma Rousseff.

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