Professores “estranham” manutenção de Marcos Elias na UEG e no Conselho Estadual de Educação

Investigação sugere que UEG “desvirtuou” aplicação de recursos do Pronatec. Mas um dos investigados é mantido no cargo

Marcos Elias Moreira: presidente do Conselho Estadual de Educação| Foto: Facebook

A Controladoria-Geral do Estado de Goiás investiga possível desvio de recursos do Programa Nacional do Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) pela Universidade Estadual de Goiás. Reportagem do Jornal Opção registrou: “Ao analisar as contas de 2018, a CGE constatou que a UEG recebeu R$ 8,99 milhões do Pronatec e utilizou R$ 8,65 milhões em despesas com pessoal. Desse total, R$ 4,8 milhões — ou seja, 53,4% do valor — foram gastos com 248 pessoas do apoio administrativo. A fatia inclui o reitor e membros da alta direção da Universidade. Outros R$ 2,3 milhões (26,1%) foram pagos a 324 professores e R$ 1,4 milhão (16,5%) repassado a 4.192 alunos. O Pronatec, que utiliza recursos federais, tem como foco principal ampliar a oferta de educação profissional e tecnológica por meio de programas, projetos e ações de assistência técnica e financeira. Os objetivos estão voltados ao atendimento prioritariamente estudantes, trabalhadores e beneficiários de programas federais de transferência de renda, tais como o Bolsa-Família, por exemplo”.

A investigação levou ao afastamento da cúpula da UEG, começando pelo reitor Haroldo Reimer. No entanto, segundo um grupo de cinco professores da UEG, pelo menos um nome foi preservado: Marcos Elias Moreira. “Não sabemos os motivos dos demais terem sido afastados, mas Marcos Elias Moreira ter sido preservado”, afirmam os mestres da universidade. “Marcos Elias é presidente do Conselho Estadual de Educação. Ora, se o Conselho coordena os centros de educação do Estado, inclusive a UEG, qual é a isenção que Marcos Elias tem para presidi-lo? O correto é que seja afastado, ainda que provisoriamente, tanto da UEG quanto do Conselho”, afirma os professores. “Talvez fosse o caso de tanto a Controladoria quanto o procurador-geral de Justiça de Goiás, Aylton Vechi, verificarem a questão.”

Chefe da Coordenação Adjunta Pedagógica Médiotec, Marcos Elias será ouvido pela investigação na terça-feira, 15.

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.