Procurador que desencadeou operação Cash Delivery vai disputar governo de Tocantins

O procurador levará para sua candidatura um currículo que agrada os tocantinenses, cansados de tantos escândalos e corrupção

O procurador da República Mario Lúcio Avelar já trabalha para se viabilizar como candidato ao governo de Tocantins. Considerado o terror de muitos corruptos por sua atuação corajosa no combate à corrupção, ele já causa apreensão no cenário político em Tocantins, podendo, inclusive, ser o principal adversário do atual governador Wanderlei Barbosa (sem partido), que deve buscar a recondução ao Palácio Araguaia.

Mario Lúcio Avelar já tentou a candidatura em 2018, mas teve o registro negado por ter perdido o prazo de se desligar do serviço público. Para 2022, o procurador terá tempo de sobrar para cumprir as regras eleitorais e, mais do que isso, terá uma candidatura em um momento que o Estado é alvo de mais um escândalo de corrupção política.

O procurador levará para sua candidatura um currículo que agrada os tocantinenses, cansados de tantos escândalos e corrupção. Mario Lúcio Avelar tem liberdade e independente dos atuais grupos políticos tradicionais que levaram o Tocantins à instabilidade política e à crise social e econômica.

Para os goianos, o procurador ganhou notoriedade quando foi promotor na Operação Decantação, que acabou se desdobrando na Cash Delivery, que levou à prisão do ex-governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB), em 10 de outubro de 2018.

Antes mesmo da Operação Cash Delivery e da Lava Jato, Mario Lúcio Avelar já atuava de forma incisiva no combate à corrupção e foi o procurador da República que ficou conhecido nacionalmente depois de obter uma decisão judicial que colocou o famoso político paraense Jáder Barbalho (MDB) atrás das grades, em 2002. Além disso, ele conduziu investigações que envolveram figuras graúdas da política nacional, tais como Roseana Sarney, por um escândalo envolvendo dinheiro apreendido na empresa Lunus, que era de propriedade do marido da ex-governadora do Maranhão.

E com esse currículo que o atual governador, Wanderlei Barbosa vai ter que se preocupar caso realmente seja candidato em 2022. O atual governador que assumiu o comando do Palácio Araguaia com a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de afastar Mauro Carlesse (PSL) por conta das Operações “Éris” e “Hygea”. Embora deseje, será uma tarefa difícil romper a ligação que Wanderlei possui com Carlesse.

Wanderlei foi um dos aliados mais importantes na construção da candidatura de Carlesse desde a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa, em 2016, quando ambos eram deputados estaduais. Depois compôs a chapa de Carlesse como candidato a vice-governador já na eleição suplementar para substituir o ex-governador Marcelo Miranda (MDB), cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 2018.

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